Como já adiantei mas não expliquei, mudei um pouco o foco da minha pesquisa. O fato é que transpondo-me para um passado não muito distante, lembro-me de um e-mail que enviei para a Dani, em que comentava que infelizmente algo me dizia que a minha pesquisa com os empresários só me faria perceber que a guerrilha realmente (ainda!) não tem cabida aqui por essas bandas.
Tive essa experiência na carne, ao ligar para várias empresas da região pedindo um breve momento na semana para realizar minha pesquisa. Sempre ao adiantar o assunto da entrevista, vinha a maiúscula interrogação exclamativa, ou exclamação interrogativa:
Marketing de guerrilha!?!?!?!?!
Depois de muitas negativas, um bolo e nenhuma entrevista, sai o “na visão do pequeno e médio empresário de Blumenau” e entra “(…) na visão da agências de propaganda de Blumenau”. O objetivo é não perder tempo. Acredito que os profissionais dentro das agências estejam um pouco mais atualizados e pelo menos conheçam o termo, mesmo sabendo que algumas perguntas específicas do roteiro de entrevistas terão respostas completamente malucas.
Além de me fazer mudar o foco da minha monografia, essa questão toda verte muito sobre o que fazer após a minha tão sonhada, suada e almejada formatura. Ficar por aqui e voltar a medíocre (na forma com que eu o executo, nada contra a nobre função) profissão de diretor de arte ou meter a cara, partir para um grande centro onde se pratique esse tipo de comunicação e alçar vôos maiores nesta área específica?
[egotrip] Caso você trabalhe em uma agência de guerrilha, interativa, de viral ou de análise de tendências , fica aqui a deixa: estou desempregado e destemido, pronto para ir embora logo após abril de 2008. Meu e-mail é: arielmgm@gmail.com [/egotrip]*
Por enquanto, vou ficando é com os meus pés no chão mesmo. Sexta-feira tenho a primeira entrevista com a primeira agência das que pretendo entrevistar. A única em que tenho a plena certeza do conhecimento quase total da guerrilha, das suas armas e da sua aceitação na prática. Ou seja, um ótimo começo para o que me espera.
* Isso foi uma brincadeira. O objetivo deste blog não é arranjar um emprego. Ainda.


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