quinta-feira, 1 de novembro de 2007

OUTDOOR: A MÍDIA QUE (TALVEZ) FUNCIONA!

Sei da minha fama de xiita contra as mídias tradicionais. Mas acho que algumas pessoas super-dimensionam o que eu falo. Aliás, quando a Nike, que investia 70% do seu budget em TV, realoca boa parte disso para as ditas no-medias e 10 anos depois, permanece com apenas 30% desse mesmo budget na televisão, eu deixo de ser um porta-voz maluco de algo sem sentido. Até mesmo pelas pesquisas que venho fazendo com as agências, essa é uma realidade latente num mercado local, tradicional e “recalcado”. “Saturação da mensagem publicitária”, “atingir pessoalmente e de forma interativa o consumidor” e “… Gerar boca-a-boca e mídia espontânea” são frases que soam como doces cantigas no meu ouvido, ainda mais quando cantadas pelos donos/planejadores das agências (ok, isso soou um pouco boiola, mas deixa estar)

Agora, se os clientes da região estão preparados e atentos à isso… já são outros 500. Na verdade, tendo isso em mente, nunca me opus escandalosamente contra a mídia tradicional. Apesar de todas as mudanças e de todo o blablablá que eu adoro, ainda há muito espaço para o outdoor, a revista, a rádio, o jornal e a televisão. Simplesmente porque para uma cultura mercadológica ainda viciada na massificação, isso funciona. Tanto sou um ativista meio frouxo das novas mídias, internet, guerrilha e tudo mais, que posicionei-me, quando aconteceu aquela polêmica toda com o Estadão, da maneira mais imparcial possível (não muito que eu também não sou mulher de malandro). Novamente, mídia não mata mídia.

Certo, o terreno está preparado. Agora vamos ao que interessa…

Circulou semanas atrás um outdoor aí pela cidade, que faz parte de uma pesquisa de um trabalho de conclusão de curso. Eu não vou detalhar toooooda a história, mas caso você queira saber mais, aqui está. O que eu acho desse papo todo? Hm… nhé!

Para mim, a pesquisa é falha e isso independe da minha posição quanto ao uso de mídias tradicionais ou não, muito menos ao fato de eu estar fazendo um TCC sobre marketing de guerrilha. A mensagem utilizada para avaliação de impacto em nada combina com a mensagem publicitária, feita para informar sobre um determinado produto ou serviço. Ela cria bafafá pelo bafafá, e não necessariamente comprova que a mídia é eficiente para utilização publicitária.

Talvez a pesquisa comprove que colada nele uma frase sem nexo, o outdoor chame a atenção. Ou talvez prove a eficiência de um teaser, que geralmente são executados dessa forma, como na pesquisa, e pensados com essa áurea de mistério… Opa! Espera aí! Adequando um pouco mais a “mensagem” a um cliente ousado e conseguindo todas essas placas numa permuta bacana… Sim! Isso é quase propaganda de guerrilha! Ou seja, a pesquisa comprova que propaganda de guerrilha funciona! Não estava usando esta ferramenta no meu TCC, mas agora…

Falando sério, não acredito que isso vá mudar alguma coisa na escolha da mídia ou não, tanto para aqueles que “gostam” do outdoor ou “não gostam”. Duvido que algum profissional do mercado se fie nessa pesquisa, a não ser quando for para oferecer aquele valor camarada na criação e garantir um comissãozinha “gente buena”. Aí, fanfarrão, vale colocar aplique, impressão em policromia e tudo que tem direito! Tem que pedir um “compreto”!

Outra coisinha: quem trabalha em agência sabe. Apresentar para um cliente um outdoor sem o seu logotipo e sem, no mínimo, um telefone para contato é pedir para perder a conta. O atendimento nem sai com o layout em baixo do braço para apresentar. É faca na caveira.

Espero sim, ansioso, por uma pesquisa que comprove a eficiência do outdoor. Adoro ter argumentos de sobra para debater com aqueles que, novamente, super dimensionam o meu fanatismo, que nem é tão grande assim. Mas por enquanto, pelo que foi mostrado até agora… *som de game over* não foi dessa vez.

PS.: Este post, assim como todos deste blog, não foi escrito enquanto me vestia de rancor ou qualquer sentimento negativo. São palavras provenientes de opiniões antigas, que alimento cada vez mais, com variadas referências e dados. Sinceramente, espero que a responsável pela pesquisa se dê muito bem na vida, “tanto no pessoal como no profissional”. Que a sua metodologia de pesquisa esteja corretíssima e que ela se forme com louvor. Afinal, fazer monografia é um castigo que eu não desejo nem para meu pior inimigo.

Nenhum comentário: