Agora a nova onda do verão é anunciar em blogs! Viralizar (ou memeficar, com o perdão da palavra, Sr. Dawkins) é a nova ordem! Está aberta a temporada de pagamentos de posts!
Na minha opinião, é uma maneira que não deve ser descartada. É a que parece mais fácil, convenhamos. Mas é apenas uma das várias formas de se aproveitar dos blogs. Aliás, temos de lembrar que eles não foram criados para fins monetários, o que deixa claro os perigos de tal atitude por parte do “anuciante”. Assim sendo, vale dizer que blog não é ponto de outdoor ou anuncio de jornal. É mais barato e comunica melhor para determinados nichos, por su puesto, mas não pode ser simplesmente encarado como um veículo tradicional onde eu ligo, reservo espaço, pago e “mando a arte”. Por mais que o custo benefício seja, em alguns casos, muito interessante, quando se está prestes a pagar pelo post, imagino que o cuidado com a mensagem, o trato com o “fornecedor” e a atenção com a reação do público devem ser várias vezes redrobada.
Como muito bem constatado pelo Wagner Martins, é fato que a credibilidade do blogueiro diminui a cada post que o mesmo escreve sobre um assunto no qual ele está recebendo para isso. Não vou discutir se isso é errado ou não. Haveríamos de entrar em questões culturais enraigadas, aquelas que nos dizem que ganhar dinheiro com qualquer coisa que nos dá prazer é ruim. Fato é que veremos muita gente cair, derrapar e perder dindim com isso, dado o período de experimentação que o mercado ainda vive.
Eu continuo acreditando, como muito bem escrito, novamente, pelo Wagner Martins, na criatividade e na relevância, quando o objetivo é disseminar um conteúdo pela internet. Há de se encarar os blogueiros como pessoas que buscam pauta, assunto para espalhar aos seus leitores e interação com terceiros. Se o objetivo é viralizar uma mensagem, que então se ofereça as bases para isso, como a relevância, a simplicidade e alguma vantagem que faça o blogueiro escrever sobre o tema. E essa vantagem não precisa necessariamente envolver dinheiro ou presentes caros.
Consigo vislumbrar, num futuro nem muito distante nem muito próximo, as agências (aquelas, as dos macacos), todas reunidas reivindicando o fim do cartel entre os blogueiros, que num ato de união nunca visto na blogosfera, resolveram tabelar seus preços e jogá-los lá no alto.
Do outro lado da trincheira ouço os guerrilheiros em uníssono repetindo o bordão: não vou pagar pelo que posso conseguir de graça.


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