sábado, 29 de setembro de 2007

%$¨#%$&#@¨%¨&%$¨#@%&$!

Quem tem me acompanhado pelo meu twitter, sabe que não está sendo fácil avançar com este TCC. Com o novo “emprego” mais que período integral, tenho que me virar para escrever o máximo que posso das 23 horas até as três da manhã. Afinal, a grade curricular ainda contém 3 matérias que tomam um tempo precioso. Foi assim nos últimos 4 dias, pelo menos… Dormindo muito tarde e acordando bem cedo. E aí já vai a primeira dica para quem ainda vai enfrentar essa fase na faculdade, seja sobre guerrilha ou não, seja sobre publicidade ou não: Não deixe para a última hora! Não faça como eu!

Um exemplo do que pode acometer ao estudante que adota o método brasileiro de fazer as coisas, é o desespero e o cansaço, que resultam em outras conseqüências catastróficas para um trabalho de conclusão de curso.

Sexta-feira, meia noite e meia. Preparo-me para jogar o arquivo no qual estou trabalhando durante 4 madrugadas seguidas, recheado referências e citações de mais ou menos 6 autores e sete livros. Ao todo são quase dez páginas, muito suor e olheiras profundas. No dia seguinte, estaria no máximo as nove horas na biblioteca da faculdade para seguir com o trabalho. Oras! Era só arrastar o arquivo, gravar em cima e pronto! Faço isso milhões de vezes ao dia, sem nem pensar.

Mas eis que ao verificar o arquivo que ficou no pendrive, me deparo com uma versão de duas semanas atrás, de 4 páginas onde havia referências apenas de Kotler e Cobra. Um mixaria perto do que eu havia feito até aquela madrugada, afinal, era a primeira das primeiras versões… já havia avançado muito depois daquilo! Para resumir: não encontrei o arquivo no computador, baixei programas de recuperação de arquivos excluídos, fiquei acordado até as duas horas, arranquei muitos cabelos, desdenhei a Deus e o mundo (inclusive a mim mesmo), cheguei a cogitar a idéia de desistir de tudo e nada.

Por isso, meus amigos. Aqui vai a segunda dica deste post, a mais valiosa de todas: Faça mil backups e cópias do seu arquivo e espalhe por aí. A Joana, namorada, assídua participante, formanda e blablablá me deu uma lição:

- Quantos pendrives você possui? Um? Dois? Seis? Por tanto salve cópias do seu arquivo .doc em todos eles! E atualize-os com cuidado, assim que fizer qualquer alteração nele.

- Faça várias versões diferentes, a cada alteração significativa. Vá salvando por datas, ou por capítulos. Assim, caso você perca algo, alguma parte você consegue salvar ao menos. Num acidente, você prefere perder uma perna, ou uma perna, os dois braços e o nariz? Ok… péssimo exemplo!

- O gmail é seu amigo e ele te dá tanto espaço não só para guardar besteiras que os seus amigos lhe enviam. Vá mandando cópias para lá também, utilizando-o como um repositor dos arquivos.

- Google Docs! Esse é o cara! Eu o utilizei por muito tempo para arquivar posts deste e do meu antigo blog pessoal, mas acabei deixando de lado. Quando fui utilizá-lo para trabalhos da faculdade, percebi que ele acaba desconfigurando alguns elementos que na época para mim eram essenciais. Mas para quem não possui muitos gráficos e tabelas no seu arquivo, é uma ótima ferramenta de backup. Basta importar o arquivo lá para dentro e pronto! Com a vantagem de conseguir editar em qualquer lugar com um computador ligado à internet.

Obviamente, a melhor maneira de se fazer tudo na vida é se fazer com calma e cuidado. Para mim o relógio já está quase batendo os 30 minutos do segundo tempo e eu ainda preciso empatar e virar o jogo. Não tenho mais tempo para ficar admirando os livros na minha frente. É digitar, digitar e digitar, aproveitando que muita coisa do que está ali eu já li um dia. Mas para você que ainda vai enfrentar essa fase na sua vida acadêmica, vai por mim, evite cagadas se precavendo antes. A noite que eu tive hoje não desejo nem para meu pior inimigo, ou seja, o cara que inventou a monografia e que só pode ter sido em outra vida um pedófilo, alguém que levou muitos chifres da mulher ou senador da república.

Aliás, nem preciso dizer que o post de domingo com o melhor do que eu li e escrevi até agora vai ficar para outro dia, certo?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

AFUNDADO NOS LIVROS

Literalmente. E isso justifica minha ausência por aqui, a maior desde que comecei o blog. Para variar deixei tudo para última hora e agora estou tendo quer correr atrás do prejuízo, varando as madrugadas em meio a Kotlers, Cobras, McCarthys, Godins e etc (vide a hora desta postagem). Algumas considerações, só para não deixar o espaço tão vazio:

- Prometo fazer um apanhado geral no final de semana sobre tudo o que li até agora e dentro em breve disponibilizar para download o no google docs uma palhinha do que eu já tenho da minha revisão de literatura. Vai depender da opinião da minha orientadora, na segunda-feira.

- O que tem me deixado bastante ocupado também é a minha nova “profissão” de blogueiro oficial da Oktoberfest Blumenau 2007. Tenho postado alguns textos e dado uma força no background, divulgando por essa internet grande de Deus e dando uns pitacos no planejamento de algumas ações de divulgação e promoção. É desgastante mas tem sido uma experiência legal, totalmente empírica. Breve, se tudo der certo, rende uns posts por aqui.

- Vacilei com o pessoal que me pediu os adesivos, mas amanhã sem falta, vou passar na papelaria para comprar os envelopes. Se tudo der certo, na segunda eles estarão a caminho de suas casas, recheadinhos com o adesivo e o brinde-misterioso-surpresa-modesto-humilde.

Aliás, estou tão por fora do mundo ultimamente… os correios ainda estão em greve?

Juro que em breve eu volto com a programação normal.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

BONS EXEMPLOS

Eu sei que eu às vezes chego a ser chato nessa minha persistência em dizer que o pessoal das agências aqui adoram um feijão com arroz. Já fiz algumas constatações, aqui mesmo nesse blog, que reiteram minha teimosia. Mas não consegui chegar a uma conclusão quanto o motivo dessa limitação e por isso vou continuar me questionando. Os clientes de cidades pequenas são muito cisudos e adoram o tradicional? O clima muito quente no verão e muito frio no inverno atrapalha o surgimento de idéias? Os morros que rodeiam a cidade impedem as ondas criativas vindas de centros maiores? O Rio Itajaí absorve toda a nossa criatividade e leva para o além mar? São muitas as hipóteses que poderiam explicar…

Mas a Joana, participante ativa desde o começo deste blog e Planejamento da agência Digg aqui de Blumenau, enviou este material para mim. A ação ocorreu numa feira hospitalar e o cliente era o Hospital Santo Antônio. Ela tem dois momentos muito legais e um é inspirado na onda das bolsas diferenciadas que de vez em quando circularam a internet. Melhor mesmo é deixar ela explicar com as suas palavras:

Problema: enfatizar seu título de Hospital Amigo da Criança, destacar o Hospital na Feira e levar público até seu stand.

Solução: ação interna na Feira, que promovesse a integração entre participantes e destes com o Hospital. Utilizando a idéia de Amigo da Criança, a ação ocorria da seguinte forma: todas as pessoas recebiam um adesivo, ilustrado com uma mão de bebê recém-nascido e pulseirinha com um nome, que tinha apenas um par, e os dizeres “encontre a outra mãozinha e leve mais um amigo pra casa”.

adesivo_mao_bebe.jpg

Dentro da feira, as pessoas deveriam achar seu par (a outra mãozinha) e comparecer ao stand para receber um brinde, que consistia numa sacola em tamanho grande com uma foto de bebê igual a um berço, como se a pessoa o estivesse carregando. Nela, o logotipo e uma menção ao título de Hospital Amigo da Criança, e ainda a frase “dê a mão e leve esta amizade com você”. Dentro da sacola, as pessoas recebiam um folder, um agarradinho com logotipo do hospital, além de outros brindes relacionados ao universo infantil.agarradinhos.jpg

foto-sacola.jpg

Resultados: no segundo dia de feira, pico de movimento, com cerca de 400 pessoas circulando, 300 sacolas foram distribuídas. Mobilização total para encontrar o par e retirar as sacolas, que se tornaram “ícone de desejo” dos freqüentadores da feira e dos próprios expositores.

Palavras da Clarissa, assessora de comunicação do HSA (o cliente):

“Aquela feira era só sacola do HSA, de um lado para o outro. Até os motoristas, organização da Feira e o pessoal do Centro de Exposições vieram até o stand ver o que era aquilo. Foi um sucesso! Na quinta, um pessoal chegou a fazer uma fila para encontrar os seus pares, gritando “Paulaaaa, Bruuuno, Iiiigor” pra tentar encontrar a mãozinha. Um expositor chegou a colocar uma cartaz no seu stand: “Procura-se Jéssica”. E encontrou!”

É uma prova de que ainda há criatividade pulsando na cidade e que existem sim clientes dispostos a fazer diferente. Bom para mim e para meu TCC, onde espero encontrar empresas tão abertas quanto a do exemplo que a Joana enviou.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

LINKANDO

Recebi dois comentários de donos de blogs muito legais com esse negócio maluco de “promoção” do adesivo. Um é o Marketrix, da Luciana Frazão, e o outro é o Sem Rótulo, do Rafael Amaral. Ambos recheadíssimos com ações de guerrilha. Um verdadeiro banquete para quem gosta do tema que eu já fiz questão de assinar o RSS.

E dá para ver que a blogosfera publicitária não é só Brainstorm#9!

Aliás, falando em adesivo, esse domingo termina a palhaçada. Na semana que vem (quando tiver um tempo, não vou mentir para vocês) todos os adesivos serão mandados via correio. Todos que me enviaram seus endereços receberam um e-mail de resposta. Por tanto, caso você não tenha recebido, mande novamente o pedido de confirmação. Caso não tenha pedido ainda… o que você está esperando!?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

ENTENDA A REVOLUÇÃO

Depois do baque de ter que ouvir minha orientadora ordenar 15 páginas escritas na próxima segunda-feira, fui correndo terminar a leitura do livro Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt. O bicho vai começar a pegar e nos próximos dias só posso ouvir falar de Kotler, Cobra, Chris Anderson, etc…

Antes de você correr para pegar o livro para ler, mentalize e respire. Deixe para lá o fato de Hugh Hewitt ser um republicano que beijaria a bunda do Bush, caso tivesse a oportunidade. Mesmo o livro sendo ótimo, daqueles que você consegue ler em dois dias, às vezes o autor chega a ser sacal na demonstração do seu ódio ao partido democrata, ao qual ele chama “de esquerda” (será que ele conhece Hugo Chavez?).

E como pode-se imaginar, é pela política e pela história que ele caminha o livro todo. Não pisa em ovos, vai direto ao assunto quando o objetivo é rechaçar as mídias tradicionais. Prova, sem nenhuma sombra de dúvidas, que pelo menos na gringa elas perderam sim um bom espaço e estão morrendo de medo do poder dos blogs.

Já lá pelas tantas, Hewitt - que é radialista - trata um pouco mais sobre a aplicação da ferramentas pelas empresas e de como deve agir um blogueiro de sucesso. Mas não larga em nenhum momento a narrativa fundamentada na história dos fatos. É ótima, aliás, sua comparação da revolução atual da mídia através da internet com a que aconteceu com os Reformistas de Lutero versus Igreja Católica, utilizando-se dos tipos móveis inventados por Gutenberg.

Para todos que querem entender um pouquinho do que aconteceu e acontece na blogosfera gringa atual, numa levada muito gostosa de livros de história que, particularmente, eu adoro.

PS.: Já tenhos dez pessoas (ou seja, tenho ainda 10 no estoque) que pediram o envio dos adesivos. Se você está aí, acanhado e com vergonha de pedir, aqui vai mais um reforço. Mande um e-mail agora mesmo com seu endereço. É de graça, ganha link e ainda vai brinde! Tá esperando o que?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

FIQUEI MALUCO!

Fernando entrou em contato comigo por e-mail e sugeriu que eu fizesse um selo para as pessoas que quisessem colocar o TCCdeGuerrilha em seus blogs. Mesmo tendo havido um boom de acessos nos últimos dias por causa do post no blog de guerrilha, devo confessar que eu não acho que estou com tanta moral assim para me alçar nesses níveis bloguísticos. Afinal, quem em sã consciência daria assim, de mão beijada, um link constante para este blog?

adesivos_tccdeguerrilha.jpg

Mas como não quero deixar passar em branco todos e-mails de elogios e apoio, bem como o fato do número de assinantes do feed ter dobrado em quatro dias, resolvi deixar de lado a mesquinharia. Enviarei gratuitamente para quem me mandar seu endereço completo um adesivo do TCCdeGuerrilha + um super brinde surpresa (pequeno, mas de coração) para quem quiser colaborar, divulgando a causa aos quatro ventos. Basta colar o adesivo na sua faculdade/agência/por aí e aproveitar o brinde surpresa que vai junto, da maneira que achar melhor. Tire uma foto bem bacana, poste no seu blog e eu terei o maior prazer de divulgar o link. Não tem blog para eu linkar? Não faz mal! Mande um JPG que eu posto aqui por você.

Assim eu divulgo o blog, os leitores ganham um presentinho - ou melhor… o adesivo, o link e o brinde surpresa… são três presentinhos! - e eu não fico com cara de arrogante do tipo “meu blog é pop, quem não vai querer colocar um selo dele por aí?”

Só se aprume, afinal, quem avisa amigo é: vou aproveitar para torrar esses adesivos que estão aqui em mãos. São mais ou menos uns 20, série única e exclusiva. Ganha quem chegar primeiro na minha caixa de entrada!

sábado, 15 de setembro de 2007

COMEÇANDO COM GUERRILHA, TERMINANDO COM ELA

Para finalizar essa série de posts sobre a SECOM, nada melhor do que algumas observações pontuais:

• Como já disse no post anterior, há uma tendência visível da CO em trazer palestrantes que falem sobre assuntos que envolvem a internet, as novas mídias e afins. Ponto para eles. Apesar do mercado blumenauense ainda não ter atentado para isso, não temos como fugir de um futuro praticamente certo.

• Sempre duvidei muito da eficácia dos post pagos ou das comunidades de orkut compradas. E a credibilidade, onde ficava nessa relação que envolvia dinheiro e promiscuidade? Fiquei de boca aberta quando Gustavo Fortes disse que agora essa é a tendência, e que os blogueiros e os moderadores das comunidades estão dispostos sim a receber por isso. E não há nenhuma relação de prostituição envolvendo as partes: os leitores ou membros das comunidades compreendem perfeitamente o fato, basta a mensagem ser relevante e pertinente. Minha cabeça explodiu nessa hora.

• Como disse na palestra de quinta-feira: O second life ainda não está pronto. Ponto final, pelo menos para mim, numa discussão que muitos insistem em inciar. Pode ser o futuro, mas ainda estamos muito longe disso.

• Mesmo havendo uma semelhança na base teórica, Gustavo Fortes confirmou já no bate papo depois da sua palestra que existe sim uma diferença sutil no marketing de guerrilha teorizado por Levinson e o executado pelas agências especializadas. Ambas tem suas ações inspiradas nas milícias guerrilheiras, porém a de Levinson é muito mais focada em ações simples, como “o melhor lugar para se anunciar em uma lista amarela” ou “seja criativo no seu cartão de visitas”. Já as agências focam em ações que gerem buzz e mídia espontânea, para um target bem específico. Essa diferenciação é um passo interessante para meu TCC.

Apesar de não ter ido a nenhum workshop e não poder opinar sobre eles, tenho certeza absluta de que a CO se superou nesta Semana. Conseguiram dar uma levantada na moral do evento, que andava bem caído ultimamente devido aos atrasos, desorganizações e trapalhadas das gestões anteriores. Resolveram executar o simples - finalmente se deram conta de que fazer o evento num auditório gigantesco não é garantia de sucesso e sai muito caro, por exemplo - e acertaram em cheio na maioria dos quesitos que fazem um evento dar certo. Acho que ainda estão levando algumas formalidades a sério demais. Levar um violonista para tocar o hino nacional na abertura? Sei não… Mas isso pode ser coisa da minha cabeça e provavelmente é.

Mas valeu a pena. Pelas palestras, pelos papos, pela troca de idéias, pelas Eisenbahns e pelos ensinamentos. No final das contas, saldo mais que positivo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

NOS FINALMENTES

Nada de relevante, ao menos para a cobertura pilantra deste blog, foi dito nas palestras de quarta-feira da SECOM. Mas como tudo na vida a gente tira um ensinamento, consegui pescar um fato interessante que vem acontecendo ao longo dessas Semanas da Comunicação.

Participo da SECOM desde que me conheço por universtiário e bato o cartão rigorosamente em todas as edições, a partir da nona. Lembro que naquele ano as estrelas do espetáculo eram J.R. Duran (que fez uma palestra muito da safada, tanto na sua agenda extremamente minimalista e pobre, como ao mostrar a Luana Piovani peladinha no telão) e Marcelo Serpa, que trouxe uma carrada de vídeos e anúncios, arrancando suspiros e gargalhas do auditório. Nadica de nada de internet. Nem um piu sobre novas mídias. Era tudo um luxuoso espetáculo e confesso que me senti num desses festivais de publicidade gigantescos.

Quatro anos depois, acompanhando a puta evolução que o mundo vem sofrendo e tendo ganhado uma pontinha de maturidade, é notável a transferência do conteúdo das palestras para os temas que envolvem o novo consumidor e as ferramentas digitais. Deixaram de lado os gordos portfólios repletos de anúncios engraçados e que ganharam “trocentos ” prêmios, para vir realmente debater sobre as novas formas de comunicar para targets cada vez mais específicos e avessos a propaganda tradicional. Agora, as estrelas são os caras (e “as” caras”) que cuidam de áreas específicas para Internet e Interatividade das agências. Esse ano, até alguém para falar de guerrilha veio!

Na quinta tivemos o prazer de ouvir o australiano (com um sotaque para lá de carregado) Brian Crotty, diretor de Mídias Emergentes da McCann Erickson World Group para a América Latina, com direito a bate papo na calçada do teatro após os encerramentos da sua palestra e do evento. Nessa entrevista para o TUDOCOM tem resumo sobre o que foi a fantástica palestra dele. Só mais uma prova dessa transferência de agenda do tradicional para digital e inovador ao longo do tempo.

Não duvido que dentro em breve - e pode ter certeza, se estiver por aqui, baterei cartão mais uma vez - tenhamos uma Semana da Comunicação muito parecida com o que será a intercon2007, em outubro.

Falando nisso, alguém de Blumenau pretende ir? Estou pensando seriamente em dar uma passada por lá…

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

SEGUNDO DIA DE SECOM

Antes de mais nada…

O TCC de Guerrilha emplacou um post hoje no Blog de Guerrilha, um orgulho para este que vos escreve. Para quem está chegando agora, bem-vindos, acomodem-se e sintam-se à vontade para colaborar, elogiar, criticar e discutir o tema. É para isso que eu criei este humilde blog…

Continuando…

Mais um dia de Semana da Comunicação e mais uma vez um temor quanto ao futuro pairou o auditório do Teatro Carlos Gomes. Parece que esse papo todo de “novas formas de comunicar” assusta um pouco…

No início, Fernando Rösing rodou toda a estrutura de funcionamento da agência Escala, que tem como meta chegar em 2010 entre as cinco maiores (em carteira de clientes e em número de dinheiros e prêmios). Mas não demorou a cair no foco principal da palestra, que logo em seguida virou uma pergunta que ficou no ar: Como vamos pagar o leitinho das crianças na era da conectividade?

Uma opção, se você tem aquele cliente generoso que não entende nada, é entupi-lo de mídia tradicional e esperar as gordas comissões entrarem na conta da agência. Ainda se ganha muito dinheiro com TV e 50% das verbas de comunicação são destinadas a isso. Obviamente, ainda estamos no começo de uma reviravolta, que poderá demorar uns 10, 15 anos, segundo Bob Garfield. Mas com esse tempo todo, você já poderá estar tomando drinks com guarda-chuvinhas coloridos na beira de uma praia qualquer.

Outra forma, que além de ser mais cool e mais hype, é bem mais interessante quando se olha para um futuro próximo é o que a Escala tem feito. Dentro da agência foi criado a seis meses um setor chamado Conexões, coordenado pelo Gustavo Mini, também guitarrista da banda Walverdes. Ele já deu demonstração do seu poder com um texto que rodou a blogosfera chamado Publicitário Indie.

Aliás, alguém aí lembra do famoso viral do Mosquito da Dengue que imitava Daniela Cicarelli em cenas tórridas de amor numa praia da Espanha? Obra do pessoal de Conexões da Escala. Material humano de qualidade e criatividade para agir neste novo cenário a agência possui. Qual o medo então?

Apesar do impacto mais que positivo do vídeo, o retorno financeiro direto para a agência não foi lá aquelas coisas. Nas palavras de Rosin, este será o grande mistério para nós, estudantes que no início da vida profissional.

Para mim, isso tudo tem um quê da impossibilidade atual de abraçar o mundo todo. Talvez a base de uma mudança estratégica das agências passe por aí, também. Sempre acreditei no mantra de que uma agência deve andar de braços dados com o cliente, numa relação baseada num planejamento sólido de médio e longo prazo. O problema está na hora de atendê-lo com qualidade das mais variadas formas e na sustentação de uma estrutura desse tamanho. O consumidor pode ser atingido hoje das mais variadas formas e as grandes agências tem se transformado em verdadeiras corporações, com estruturas de gestão cada vez mais complexas.

Para essas, por mais que finjam um certo receio quanto ao futuro, nunca lhes faltará capital para investir em cabeças pensantes. Investir em novas métricas para medir os resultados dessas ações também pode ser um caminho interessante. Basta aceitar a mudança e encarar como uma realidade eminente.

Para as pequenas e médias, a especialização e o foco de atuação em certas áreas pode ser uma saída para se ganhar mais e com qualidade, independente da forma de remuneração. Afinal, sempre existirá o cliente médio e o cliente pequeno, que também tem o dever de comunicar-se com seu público-alvo.

(Meio idealista, eu sei. Mas eu ainda posso. Ainda posso, pombas.)

Uma coisa é certa: as conexões, não só entre consumidores, mas também entre as diversas “modalidades” de comunicação, estão mudando de forma vertiginosa. E você, vai ficar parado esperando o dinheiro entrar?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

PRIMEIRO DIA E O ALÉM DA PROPAGANDA

A SEMCOM tem seu valor por isso: trazer profissionais “de fora” para um banho de água fria e uma lição de como se faz as coisas num território totalmente distinto da pacata “Blumenau e região”. Olhando para o auditório quase repleto, que comportava umas 300 pessoas, vi muitos estudantes e poucos profissionais. Uma lástima, porque apesar de sermos (me incluindo como estudante), ao menos os que ficam por aqui, o futuro do mercado local, não é perceptível o endosso desses profissionais a um evento totalmente realizado na raça que traz tantas novidades para um mercado carente de coisas novas e maturidade.

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Eu sei que ultimamente tenho batido muito nessa tecla, mas gostaria de ter visto a reação de alguns profissionais, donos de agência e graúdos do setor ouvindo Gustavo Fortes falar que a Espalhe não compra mídia. Li por aí que, com 5 anos de mercado, a agência tem aproximadamente 30-40 funcionários, o mesmo número de profissionais que trabalha na maior agência aqui de Blumenau e que nesse ano completa 20 anos, “consolidando-se” como uma das dez maiores do estado. Sou só eu que vejo um pingo de ironia nisso?

Certo! Talvez o número de funcionários não justifique qualidade de trabalho e tempo de mercado não seja garantia de sucesso. Outros fatores têm que ser levados em conta quando queremos qualificar uma agência. Mas quer mais um exemplo, um tanto quanto babaca mas sincero? A primeira palestra foi algo de se babar. André Galiano da Branding Analytics (que depois, entre uma cerveja e outra descobrimos ser um músico de mão cheia) veio falar de marca, branding e posicionamento. Fascinante, mesmo. Mas práticas muito distantes para o mercado da região. Enquanto ele comentava que o gerenciamento de brainding acontece em todos os níveis de uma empresa e que a criação de uma marca aspiracional vai além do pensar num slogan matador criado por uma agência de propaganda e um logotipo equilibrado criado por um estúdio de design, me pensei como uma mosca, depositando meus ovos dentro de uma das agências aqui da cidade e ouvindo a seguinte frase: “O cliente quer uma logomarca para ontem! Vamos ter que pedir uma pizza!”

André elogiou o tema de TCC da Joana, por exemplo, que pretende analisar as redes sociais virtuais como ferramenta de CRM. “Esse é o futuro!”. Mas eu pergunto: o futuro para quem? Na agência que eu trabalhava, tive de ouvir um cliente perguntando como se roubava comunidades do orkut para poder controlar o que os usurários escreviam. Sinceramente, eu gostaria de ouvir respostas melhores que essa, na monografia dela.

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Mas indo ao que realmente interessa, logo de cara, esbofeteando (no bom sentido!) os presentes, Gustavo Fortes matou a cobra e mostrou o pau, usando o Google como um bom exemplo de empresa que não usa propaganda para se promover. A palestra seguiu, e como eu previa, da platéia só se viam olhares e comentários do tipo “cacete, isso é muito bom!”. Para quem acompanha o trabalho da Espalhe ou já acessou o site da agência, não foi uma palestra de grandes novidades. Completamente compreensível: talvez 70% dos que estavam ali nunca tinham ouvido falar em marketing de guerrilha, ou possuíam uma concepção errada do termo. Esse apanhado geral, junto com uma apresentação do método de trabalho da agência desmistificou logo de cara que guerrilha é só viral e “coisas engraçadas que circulam a internet”. Menos mal.

Para mim, valeu como um ótimo reforço. Não é todo dia que a gente tem uma aula quase VIP com quem entende realmente do assunto, não é mesmo? Tirei dúvidas e confirmei alguns pontos que rondavam a minha cabeça nos últimos tempos, tudo pessoalmente. Ganhei (mais) adesivos e troquei links. Mas o que valeu mesmo foi o bate-papo regado a Eisenbahn na saída do evento. Gustavo Fortes que o diga.

domingo, 9 de setembro de 2007

EIN PROSIT, SECOM!

Logo mais começa a Semana de Comunicação e apesar do apse para mim e para o meu TCC ser logo na segunda palestra de amanhã, não quero deixar de acompanhar todos os profissionais que subirão no palco do Teatro Carlos Gomes e alguns workshops que rolarão de tarde na FURB, num clima bem mais informal.

Apesar das várias tentativas, não consegui configurar o twitter para funcionar através do meu celular, o que com certeza ia me ajudar muito nessa cobertura safada que eu pretendo fazer do evento. Mas por obrigações profissionais, andarei com um laptop emprestado para cima e para baixo - ouvi dizer que o Teatro Carlos Gomes tem WiFi liberado. Então, para quem quiser saber o que estará rolando de quente na SECOM, é só ficar ligado lá no twitter.com/arielgajardo , assinar o RSS ou botar para “me seguir”. Já nas madrugadas logo após as palestras, vou colocar aqui minhas impressões e comentários sobre o que vi, ouvi e vivi. É o máximo da simultaneidade que consigo chegar, infelizmente.

Falando em obrigações profissionais, graças ao Carlos Daniel, surgiu uma oportunidade única de “trabalho” que me sugará todas as energias nesses próximos 40 dias. É um projeto pioneiríssimo na região, algo que envolve uma equipe “de ouro“, aditivada de mais um companheiro gaudério super gente boa. Por enquanto é tudo muito confidencial e estamos um pouco assustados com o tamanho da responsa. Não vou adiantar nada, até porque estragaria a surpresa, porém posso garantir que a minha saga para concluir esse TCC continua e não pretendo abandonar o blog de jeito nenhum…

Mesmo que tenha que atrasar um pouco as revisões bibliográficas e as entrevistas. Mesmo que uma vaca bêbada consiga tossir “oktoberfest“, com boca cheia de cerveja e salsichão.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

APOCALÍPTICO

Meio&MensagemEsta é a primeira contribuição da minha orientadora, uma matéria publicada na Meio&Mensagem do dia 23 de julho - o que para muita gente já vai ser notícia velha. Trata-se de uma entrevista com Bob Garfield, colunista da revista Advertising Age, que simplesmente destrói o VT de 30 segundos e a atual forma de remuneração das agências. Ele também não deixa livre o Festival de Cannes e a sua ode aos filmes, que geralmente não funcionam, mas ainda divertem a própria classe.

Aliás, a discussão sobre a remuneração das agências, pelo visto, tem sido pauta na maioria dos veículos especializados atualmente. A questão é muito mais complicada do que parece e apesar de não querer discorrer muito sobre o assunto, às vezes não dá para ficar quieto. A ilusão que existe de que é fácil ganhar dinheiro com propaganda, sustentando os gastos de uma agência apenas com as bonificações de produção e veiculação permanece, enquanto o processo de transição para formas de pagamento mais justas não surgem ou não são colocadas na prática. É polêmico, meche com muitas “coisas” que um réles estudante de publicidade como eu não poderão questionar. Mas, desculpem, não dá para acreditar que entupir o cliente de mídia - muitas vezes irrelevante - é uma boa forma de ganhar dinheiro. Tem mesmo um quê de desonesto ou eu é que estou puritano demais?

Folhando o resto da revista, duas matérias interessantes sobre comunicação por conteúdo, uma delas comentando sobre a utilização do fotolog e de evangelizadores (ou “evangelizadorinhas”) da marca Melissa na cobertura do SP Fashion Week. Redes sociais, web 2.0, evangelizadores, buzz, CGC… Preciso dizer mais?

Caso você não seja assinante como eu, procure no sebo ou na biblioteca mais próxima. Vale a pena.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

UM POUCO MAIS DE MACACADA

Como já havia escrito por aquí, não acho que esse seja um assunto relevante para este blog. Explico-me novamente: não acredito nessa briga entre mídias novas e mídias velhas. Quem não se atualizar e perceber a importância dos blogs (e de outras novas ferramentas de comunicação) nos planos de mídia daqui para frente, simplesmente cairá no obscurantismo. Dar importância para os desesperados que jogam baixo ao invés de pensar em aliar-se e somar, é no mínimo perda de tempo, para mim.

Mas acho que eu tenho que abrir uma exceção. O fato de um jornal que tem como linha editorial uma postura mais carrancuda e tradicionalista convidar blogueiros para um debate tem que significar algo, poxa! Os debatedores não eram lá aquelas coisas? Não estavam preparados? 1 x 0 para a mídia velha (ó a coceira)? Bem, não sei. Aqui vão meus comentários, que não concluem nada e não encerram a discussão de nenhuma forma. Ainda bem.

(O resto deste post se perdeu no limbo dos posts perdidos. Acontece!)