quarta-feira, 12 de setembro de 2007

SEGUNDO DIA DE SECOM

Antes de mais nada…

O TCC de Guerrilha emplacou um post hoje no Blog de Guerrilha, um orgulho para este que vos escreve. Para quem está chegando agora, bem-vindos, acomodem-se e sintam-se à vontade para colaborar, elogiar, criticar e discutir o tema. É para isso que eu criei este humilde blog…

Continuando…

Mais um dia de Semana da Comunicação e mais uma vez um temor quanto ao futuro pairou o auditório do Teatro Carlos Gomes. Parece que esse papo todo de “novas formas de comunicar” assusta um pouco…

No início, Fernando Rösing rodou toda a estrutura de funcionamento da agência Escala, que tem como meta chegar em 2010 entre as cinco maiores (em carteira de clientes e em número de dinheiros e prêmios). Mas não demorou a cair no foco principal da palestra, que logo em seguida virou uma pergunta que ficou no ar: Como vamos pagar o leitinho das crianças na era da conectividade?

Uma opção, se você tem aquele cliente generoso que não entende nada, é entupi-lo de mídia tradicional e esperar as gordas comissões entrarem na conta da agência. Ainda se ganha muito dinheiro com TV e 50% das verbas de comunicação são destinadas a isso. Obviamente, ainda estamos no começo de uma reviravolta, que poderá demorar uns 10, 15 anos, segundo Bob Garfield. Mas com esse tempo todo, você já poderá estar tomando drinks com guarda-chuvinhas coloridos na beira de uma praia qualquer.

Outra forma, que além de ser mais cool e mais hype, é bem mais interessante quando se olha para um futuro próximo é o que a Escala tem feito. Dentro da agência foi criado a seis meses um setor chamado Conexões, coordenado pelo Gustavo Mini, também guitarrista da banda Walverdes. Ele já deu demonstração do seu poder com um texto que rodou a blogosfera chamado Publicitário Indie.

Aliás, alguém aí lembra do famoso viral do Mosquito da Dengue que imitava Daniela Cicarelli em cenas tórridas de amor numa praia da Espanha? Obra do pessoal de Conexões da Escala. Material humano de qualidade e criatividade para agir neste novo cenário a agência possui. Qual o medo então?

Apesar do impacto mais que positivo do vídeo, o retorno financeiro direto para a agência não foi lá aquelas coisas. Nas palavras de Rosin, este será o grande mistério para nós, estudantes que no início da vida profissional.

Para mim, isso tudo tem um quê da impossibilidade atual de abraçar o mundo todo. Talvez a base de uma mudança estratégica das agências passe por aí, também. Sempre acreditei no mantra de que uma agência deve andar de braços dados com o cliente, numa relação baseada num planejamento sólido de médio e longo prazo. O problema está na hora de atendê-lo com qualidade das mais variadas formas e na sustentação de uma estrutura desse tamanho. O consumidor pode ser atingido hoje das mais variadas formas e as grandes agências tem se transformado em verdadeiras corporações, com estruturas de gestão cada vez mais complexas.

Para essas, por mais que finjam um certo receio quanto ao futuro, nunca lhes faltará capital para investir em cabeças pensantes. Investir em novas métricas para medir os resultados dessas ações também pode ser um caminho interessante. Basta aceitar a mudança e encarar como uma realidade eminente.

Para as pequenas e médias, a especialização e o foco de atuação em certas áreas pode ser uma saída para se ganhar mais e com qualidade, independente da forma de remuneração. Afinal, sempre existirá o cliente médio e o cliente pequeno, que também tem o dever de comunicar-se com seu público-alvo.

(Meio idealista, eu sei. Mas eu ainda posso. Ainda posso, pombas.)

Uma coisa é certa: as conexões, não só entre consumidores, mas também entre as diversas “modalidades” de comunicação, estão mudando de forma vertiginosa. E você, vai ficar parado esperando o dinheiro entrar?

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