sábado, 15 de setembro de 2007

COMEÇANDO COM GUERRILHA, TERMINANDO COM ELA

Para finalizar essa série de posts sobre a SECOM, nada melhor do que algumas observações pontuais:

• Como já disse no post anterior, há uma tendência visível da CO em trazer palestrantes que falem sobre assuntos que envolvem a internet, as novas mídias e afins. Ponto para eles. Apesar do mercado blumenauense ainda não ter atentado para isso, não temos como fugir de um futuro praticamente certo.

• Sempre duvidei muito da eficácia dos post pagos ou das comunidades de orkut compradas. E a credibilidade, onde ficava nessa relação que envolvia dinheiro e promiscuidade? Fiquei de boca aberta quando Gustavo Fortes disse que agora essa é a tendência, e que os blogueiros e os moderadores das comunidades estão dispostos sim a receber por isso. E não há nenhuma relação de prostituição envolvendo as partes: os leitores ou membros das comunidades compreendem perfeitamente o fato, basta a mensagem ser relevante e pertinente. Minha cabeça explodiu nessa hora.

• Como disse na palestra de quinta-feira: O second life ainda não está pronto. Ponto final, pelo menos para mim, numa discussão que muitos insistem em inciar. Pode ser o futuro, mas ainda estamos muito longe disso.

• Mesmo havendo uma semelhança na base teórica, Gustavo Fortes confirmou já no bate papo depois da sua palestra que existe sim uma diferença sutil no marketing de guerrilha teorizado por Levinson e o executado pelas agências especializadas. Ambas tem suas ações inspiradas nas milícias guerrilheiras, porém a de Levinson é muito mais focada em ações simples, como “o melhor lugar para se anunciar em uma lista amarela” ou “seja criativo no seu cartão de visitas”. Já as agências focam em ações que gerem buzz e mídia espontânea, para um target bem específico. Essa diferenciação é um passo interessante para meu TCC.

Apesar de não ter ido a nenhum workshop e não poder opinar sobre eles, tenho certeza absluta de que a CO se superou nesta Semana. Conseguiram dar uma levantada na moral do evento, que andava bem caído ultimamente devido aos atrasos, desorganizações e trapalhadas das gestões anteriores. Resolveram executar o simples - finalmente se deram conta de que fazer o evento num auditório gigantesco não é garantia de sucesso e sai muito caro, por exemplo - e acertaram em cheio na maioria dos quesitos que fazem um evento dar certo. Acho que ainda estão levando algumas formalidades a sério demais. Levar um violonista para tocar o hino nacional na abertura? Sei não… Mas isso pode ser coisa da minha cabeça e provavelmente é.

Mas valeu a pena. Pelas palestras, pelos papos, pela troca de idéias, pelas Eisenbahns e pelos ensinamentos. No final das contas, saldo mais que positivo.

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