sábado, 29 de setembro de 2007

%$¨#%$&#@¨%¨&%$¨#@%&$!

Quem tem me acompanhado pelo meu twitter, sabe que não está sendo fácil avançar com este TCC. Com o novo “emprego” mais que período integral, tenho que me virar para escrever o máximo que posso das 23 horas até as três da manhã. Afinal, a grade curricular ainda contém 3 matérias que tomam um tempo precioso. Foi assim nos últimos 4 dias, pelo menos… Dormindo muito tarde e acordando bem cedo. E aí já vai a primeira dica para quem ainda vai enfrentar essa fase na faculdade, seja sobre guerrilha ou não, seja sobre publicidade ou não: Não deixe para a última hora! Não faça como eu!

Um exemplo do que pode acometer ao estudante que adota o método brasileiro de fazer as coisas, é o desespero e o cansaço, que resultam em outras conseqüências catastróficas para um trabalho de conclusão de curso.

Sexta-feira, meia noite e meia. Preparo-me para jogar o arquivo no qual estou trabalhando durante 4 madrugadas seguidas, recheado referências e citações de mais ou menos 6 autores e sete livros. Ao todo são quase dez páginas, muito suor e olheiras profundas. No dia seguinte, estaria no máximo as nove horas na biblioteca da faculdade para seguir com o trabalho. Oras! Era só arrastar o arquivo, gravar em cima e pronto! Faço isso milhões de vezes ao dia, sem nem pensar.

Mas eis que ao verificar o arquivo que ficou no pendrive, me deparo com uma versão de duas semanas atrás, de 4 páginas onde havia referências apenas de Kotler e Cobra. Um mixaria perto do que eu havia feito até aquela madrugada, afinal, era a primeira das primeiras versões… já havia avançado muito depois daquilo! Para resumir: não encontrei o arquivo no computador, baixei programas de recuperação de arquivos excluídos, fiquei acordado até as duas horas, arranquei muitos cabelos, desdenhei a Deus e o mundo (inclusive a mim mesmo), cheguei a cogitar a idéia de desistir de tudo e nada.

Por isso, meus amigos. Aqui vai a segunda dica deste post, a mais valiosa de todas: Faça mil backups e cópias do seu arquivo e espalhe por aí. A Joana, namorada, assídua participante, formanda e blablablá me deu uma lição:

- Quantos pendrives você possui? Um? Dois? Seis? Por tanto salve cópias do seu arquivo .doc em todos eles! E atualize-os com cuidado, assim que fizer qualquer alteração nele.

- Faça várias versões diferentes, a cada alteração significativa. Vá salvando por datas, ou por capítulos. Assim, caso você perca algo, alguma parte você consegue salvar ao menos. Num acidente, você prefere perder uma perna, ou uma perna, os dois braços e o nariz? Ok… péssimo exemplo!

- O gmail é seu amigo e ele te dá tanto espaço não só para guardar besteiras que os seus amigos lhe enviam. Vá mandando cópias para lá também, utilizando-o como um repositor dos arquivos.

- Google Docs! Esse é o cara! Eu o utilizei por muito tempo para arquivar posts deste e do meu antigo blog pessoal, mas acabei deixando de lado. Quando fui utilizá-lo para trabalhos da faculdade, percebi que ele acaba desconfigurando alguns elementos que na época para mim eram essenciais. Mas para quem não possui muitos gráficos e tabelas no seu arquivo, é uma ótima ferramenta de backup. Basta importar o arquivo lá para dentro e pronto! Com a vantagem de conseguir editar em qualquer lugar com um computador ligado à internet.

Obviamente, a melhor maneira de se fazer tudo na vida é se fazer com calma e cuidado. Para mim o relógio já está quase batendo os 30 minutos do segundo tempo e eu ainda preciso empatar e virar o jogo. Não tenho mais tempo para ficar admirando os livros na minha frente. É digitar, digitar e digitar, aproveitando que muita coisa do que está ali eu já li um dia. Mas para você que ainda vai enfrentar essa fase na sua vida acadêmica, vai por mim, evite cagadas se precavendo antes. A noite que eu tive hoje não desejo nem para meu pior inimigo, ou seja, o cara que inventou a monografia e que só pode ter sido em outra vida um pedófilo, alguém que levou muitos chifres da mulher ou senador da república.

Aliás, nem preciso dizer que o post de domingo com o melhor do que eu li e escrevi até agora vai ficar para outro dia, certo?

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