segunda-feira, 24 de setembro de 2007

BONS EXEMPLOS

Eu sei que eu às vezes chego a ser chato nessa minha persistência em dizer que o pessoal das agências aqui adoram um feijão com arroz. Já fiz algumas constatações, aqui mesmo nesse blog, que reiteram minha teimosia. Mas não consegui chegar a uma conclusão quanto o motivo dessa limitação e por isso vou continuar me questionando. Os clientes de cidades pequenas são muito cisudos e adoram o tradicional? O clima muito quente no verão e muito frio no inverno atrapalha o surgimento de idéias? Os morros que rodeiam a cidade impedem as ondas criativas vindas de centros maiores? O Rio Itajaí absorve toda a nossa criatividade e leva para o além mar? São muitas as hipóteses que poderiam explicar…

Mas a Joana, participante ativa desde o começo deste blog e Planejamento da agência Digg aqui de Blumenau, enviou este material para mim. A ação ocorreu numa feira hospitalar e o cliente era o Hospital Santo Antônio. Ela tem dois momentos muito legais e um é inspirado na onda das bolsas diferenciadas que de vez em quando circularam a internet. Melhor mesmo é deixar ela explicar com as suas palavras:

Problema: enfatizar seu título de Hospital Amigo da Criança, destacar o Hospital na Feira e levar público até seu stand.

Solução: ação interna na Feira, que promovesse a integração entre participantes e destes com o Hospital. Utilizando a idéia de Amigo da Criança, a ação ocorria da seguinte forma: todas as pessoas recebiam um adesivo, ilustrado com uma mão de bebê recém-nascido e pulseirinha com um nome, que tinha apenas um par, e os dizeres “encontre a outra mãozinha e leve mais um amigo pra casa”.

adesivo_mao_bebe.jpg

Dentro da feira, as pessoas deveriam achar seu par (a outra mãozinha) e comparecer ao stand para receber um brinde, que consistia numa sacola em tamanho grande com uma foto de bebê igual a um berço, como se a pessoa o estivesse carregando. Nela, o logotipo e uma menção ao título de Hospital Amigo da Criança, e ainda a frase “dê a mão e leve esta amizade com você”. Dentro da sacola, as pessoas recebiam um folder, um agarradinho com logotipo do hospital, além de outros brindes relacionados ao universo infantil.agarradinhos.jpg

foto-sacola.jpg

Resultados: no segundo dia de feira, pico de movimento, com cerca de 400 pessoas circulando, 300 sacolas foram distribuídas. Mobilização total para encontrar o par e retirar as sacolas, que se tornaram “ícone de desejo” dos freqüentadores da feira e dos próprios expositores.

Palavras da Clarissa, assessora de comunicação do HSA (o cliente):

“Aquela feira era só sacola do HSA, de um lado para o outro. Até os motoristas, organização da Feira e o pessoal do Centro de Exposições vieram até o stand ver o que era aquilo. Foi um sucesso! Na quinta, um pessoal chegou a fazer uma fila para encontrar os seus pares, gritando “Paulaaaa, Bruuuno, Iiiigor” pra tentar encontrar a mãozinha. Um expositor chegou a colocar uma cartaz no seu stand: “Procura-se Jéssica”. E encontrou!”

É uma prova de que ainda há criatividade pulsando na cidade e que existem sim clientes dispostos a fazer diferente. Bom para mim e para meu TCC, onde espero encontrar empresas tão abertas quanto a do exemplo que a Joana enviou.

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