Na época, ouvi nas rodas de bar e nos corredores da faculdade que essas ações teriam sido Marketing de Guerrilha. Tudo bem: como (futuro?) profissional da área, não vou entrar no mérito da qualidade das ações, afinal, isso não cabe aqui e seria um bocado anti-ético. Mas muita calma nesta hora! Não coloquemos os cavalos na frente da carroça. Vamos com cuidado, meus amigos!
O Marketing de Guerrilha envolve ações relativamente com custos menores (online e/ou offline), que potencializem o “zumzum” e posicionam a marca perante um target bem específico de forma criativa e ousada. Não sou da área de mídia, mas pelo que ouço aqui na agência, colar cinco outdoors juntos, com aplique, montar um palco e colocar dois atores dançando na frente, não me parece, num primeiro momento, algo muito barato. Aliás, convenhamos, NÃO É nada barato.
Mas e se o cliente ganhou a mídia como permuta, por exemplo? Como fica essa história Ariel, seu chato arrogante que acha que só porque está fazendo um TCC sobre Marketing de Guerrilha pode meter o pau nos outros?
Primeiro, meter o pau não que eu sou comprometido. Segundo, senta aí que lá vem a história: Dentro do Marketing de Guerrilha temos uma ferramenta específica chamada Propaganda de Guerrilha. Pegando definições distintas dos sites das agências Espalhe e Salem, temos o seguinte: utilização criativa dos meios tradicionais, surpreendendo o público-alvo e assim motivando a geração de buzz. Adiciono aí (só de pirraça) a integração com outras ferramentas da guerrilha, como o SMS, por exemplo.
Por tanto: Não confunda pé (para não dizer outra coisa) com bunda. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ações assim são interessantíssimas para o mercado publicitário das pequenas cidades - e aí incluímos blumenau. Faz com que as agências concorrentes pensem em outras possibilidades para seus cliente, ao mesmo tempo que força o fornecedor a levantar-se da cadeira para procurar novos produtos. Porém, entretanto, contudo, todavia… essas ações não são na minha concepção Marketing de Guerrilha. Nenhuma delas leva o consumidor para um site altamente interativo, ou um blog de alguém que comenta sobre o segmento do produto. Falta, ainda interação e a convergência! Relevância e contextualização. A ação gera comentários pura e simplesmente pela… ação, que é diferente sim, mas não acredito solucionar o problema do cliente, muito menos pode ser chamada de “marketing de guerrilha”. Da forma como foi feita e conduzida, não podemos nem sequer mensurar o buzz provocado, senão somente pelo número de pessoas que foi até a loja e disse “vi aquele outdoor cheio dos beregudegos de vocês!”.
Mas já é um bom começo, com certeza. As agências Ativa e Brava estão da parabéns, achando ou não que fizeram Marketing de Guerrilha.


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