terça-feira, 31 de julho de 2007

GUERRILHA QUEM ?

A confusão com o conceito de marketing de guerrilha é um fato consumado. Muitas ações, às vezes fantasmas, pipocam nos blogs especializados em propaganda, e lá em baixo, na descrição, um vistoso “Marketing de Guerrilha” para coroar o espírito (tsc) inovador. É a frustrada tentativa de dar nomes aos bois.

Tim Williams fez um excelente artigo (via Lá Fora), que não fala diretamente sobre Marketing de Guerrilha, mas discorre acerca da utilização desenfreada das novas mídias (ou no medias, como alguns gostam de dizer) pelas agência de publicidade. Destaco do texte essa “regra dos nove” na hora de avaliar se uma mídia “diferentosa” é interessante ou não para atingir o target:

Ativação - A mensagem aparece numa hora ou local onde o consumidor pode realmente fazer alguma coisa a respeito? (Uma mensagem sobre os benefícios da perda de peso é muita mais eficaz na base de uma longa escadaria do que num jornal).”

Proximidade - Você esta falando com o consumidor num local ou numa hora em que ele pode facilmente comprar ou aprender alguma coisa sobre a marca? (Um mensagem sobre troca de óleo é muito mais eficaz num posto de gasolina do que num campo de golfe).”

Demonstratividade - A execução ou o canal da sua mensagem são de alguma forma uma demonstração para sua marca? (Por exemplo uma peça de mídia exterior para comida para pássaros que efetivamente atrai pássaros porque tem um depósito com comida real para pássaros)”

E eu pergunto, vestindo o capuz camuflado e assumindo a parcialidade de um entusiasta do Marketing de Guerrilha: o meio não é a mensagem, pombas?

Como sempre falo, o marketing de guerrilha envolve mais do que simplesmente pintar gelos baianos de branco e colar um adesivo com a marca de uma pasta dental qualquer. Sim, isso é criativo, “engraçadinho” e roda os blogs que falam sobre propaganda, ou seja, teoricamente é viral. Mas interessa realmente ao cliente ou ao público-alvo? Não seria possível ser um pouco mais ousado na execução? Engajar o target de forma inteligente? Quem sabe até integrar com mídias mais relevantes ao público-alvo…

E aí sim começamos a falar de marketing de guerrilha. Caso contrário, para mim, não passa de utilização de mídia “diferentosa” para a peça ser engraçadinha e circular pelos e-mails dos colegas da área.

Até consigo visualizar: “Cara, olha a idéia que eu tive! Não sou sensacional?”

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