É assustador o poder do boca-a-boca exemplificado em mim. Afinal, várias pessoas já chegaram, como não querem nada, questionando sobre marketing de guerrilha, sem nem ao menos eu ter conversado com elas sobre o assunto ou sobre as minhas pretensões acadêmicas com relação ao tema.
Nesses papos de corredores da faculdade, é interessante notar a confusão de conceitos que se faz com relação ao termo. As explicações dadas são muitas, que passam pelo bellow the line, atravessam o marketing promocional, cruzam com a promoção de eventos e, certas vezes, ultrapassam as fronteiras das bizarrices. Alguns, mais afoitos, dizem que marketing de guerrilha é o reflexo de um sistema injusto, publicidade de mal gosto, afinal, teoricamente, as empresas utilizariam-se de meios não lícitos para comunicar-se, apoiando-se na guerrilha. Para mim só resta amansar as feras e tentar explicar um pouco do que leio e do que acompanho através de muitas fontes.
Muita coisa mudou desde que Jay C. Levinson escreveu a pedra fundamental Guerrilla Marketing, de 1982. Porém, vou me abster, pelo menos hoje, de explicar o quanto a internet revolucionou a mídia, a comunicação e o trato com o dinheiro. O sr. Chris Anderson, com sua teoria da Cauda Longa, com certeza poderá lhe contar bem melhor do que eu as novidades. Mesmo assim, Jay Levinson já escreveu que os pequenos empresário têm a grande vantagem de se movimentar com rapidez, diferentemente das grandes corporações, burocráticas e lentas nas suas decisões internas. Desta forma, os compara com as milícias vietcongues, que derrotaram os norte-americanos na guerra do Vietnã.
Colocado isso, podemos também transpor este parâmetro para as ferramentas de marketing de guerrilha, que atualizam-se de forma rápida, sempre adequando-se como solução em comunicação. O importante é o conceito imutável que perdura desde o tempo em que as pessoas entupiam as narinas de cocaína: surpreender criativamente evitando a saturação da mensagem, integrar o target altamente segmentado, gerar buzz positivo para espalhar a mensagem e fazer tudo isso da forma menos dispendiosa possível. É em cima disso que estou trabalhando a minha monografia.
A aproximadamente dois anos venho recolhendo notícias diversas sobre o assunto. Tenho lido alguns livros sobre o aumento do uso da RP e Buzz Marketing pelas empresas, bem como sobre e as novas tendências de consumo, como a Long Tail, por exemplo. Meu feed, é repleto de Blogs de tecnologia, além de me interessar profundamente sobre o uso dos mesmos nas empresas. Não acho o orkut algo para desocupados, muito pelo contrário: é uma ótima ferramenta para quem quer aprender mais sobre algo e trocar experiências sobre determinado assunto (por exemplo, uma experiência negativa com a sua marca, cara pálida).
Muitos tiros no escuro já foram dados. Quando o Second Life estava no auge do buzz, alguns gritaram aos quatro ventos dizendo que esta era a nova tendência da guerrilha. Outros profissionais do meio, com um pouco mais de experiência, apagaram o fogo. Ficou a lição, pelo menos para mim: por algumas vezes, falta compreender de forma simples o conceito chave da questão, para aí sim utilizar-se de quais ferramentas forem necessárias para alcançar os objetivos.
O legal é entender que mudam os meios mas não se alteram os fins. Ontem, Jay Levinson escrevia que as listas amarelas eram a mídia obrigatória do bom guerrilheiro. Hoje, temos uma pista de que a internet é a realidade da integração empresa-target, ou seja, um ótima ferramenta guerrilheira. Amanhã? Oras! Eu é que não sou doido em dizer qual será a mais nova arma. Mas acredito que uma coisa não se altera: o que importa é o conceito. O resto é consequência.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
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