Muita gente, ao ouvir a palavra “feed”, faz cara de assustado, como se estivesse na frente de um monstro HiTech de sete cabeças. Ledo engano. Os feeds são uma ótima ferramenta para aquela pessoa que lê milhões de blogs e sites de notícias durante o dia, mas acha um porre ter que ficar vasculhando os favoritos atrás das informações relevantes. Em miúdos, é a troca da direção das informações: você não vai mais até ela, ela que vem até você. Quer coisa melhor?
Empresas mais antenadas já utilizam o feed de várias maneiras. A maioria delas possui blogs, que falam sobre a empresa, promoções e assuntos relevantes do segmento em que ela atua para o consumidor. Esse, num modelo que eu acredito ser o ideal de negócios na internet, seria o uso mais comum, o “basicão” que cabe para quase todas as empresas que almejam possuir um blog corporativo de qualidade, planejado e relevante.
Outro uso muito legal é o que podemos ver no Threadless e no Camiseteria, por exemplo. Eles atrelaram um RSS aos seus estoques de produtos. Assim, o cliente que assina este feed específico, recebe no seu agregador a “notícia” de que aquela camiseta que ele estava esperando a meses está aguardando por ele no estoque. “Ok, Ariel. Essas empresas são altamente hypes e modernosas.” Imagine então uma construtora, que acaba de lançar um empreendimento que levará 5 anos para ser finalizado. Por que não oferecer o feed do acompanhamento das obras? Duas vezes por semana, por exemplo, com fotos, entrevista com os engenheiros, dicas de como decorar o apartamento…
Uma ótima ferramenta de pós-venda. Contato direto com o cliente, com um assunto altamente relevante para ele (seu futuro apartamento, a camiseta que ele tanto espera…), permissivo e não invasivo. Muito diferente do e-mail marketing, que já está jurado de morte pelos mecanismos anti-spam e tem sido um pé no saco para muita gente.
Em determinados segmentos, raros são os clientes que não possuem acesso a internet quase diário. É tudo uma questão de educá-lo, mostrando-lhe a agilidade que o uso do feed oferece. Para a empresa, a vantagem de um canal aberto com o cliente de braços abertos para receber aquela mensagem diariamente. Assim, todos saem ganhando.
Ser guerrilheiro não é apenas fazer uma panflatagem diferente em um lugar surpreendente, muito menos sair lançando virais (que muitas vezes não passam de viroses passageiras) no YouTube. Ser guerrilheiro também é agir com simplicidade e mobilidade, economizando tempo, dinheiro e energia. Da empresa e do cliente.


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