quinta-feira, 26 de julho de 2007

E A BOCA-LIVRE?

A gica (vou levantar um monumento para ela quando terminar a monografia) me mandou esse link muito legal. A primeira coisa que me bateu ao ler o título foi um desânimo. Não que eu abomine os blogs da rapaziada mais nova. Eles têm todo o direito de poder contar para seus miguxos sobre a balada de sábado, mesmo que essa tenha sido custeada pelos pais. Essa nova geração, aficcionada por iPods e internet, é um nicho de mercado que jamais pode ser ignorado. Mas para quem defende a obrigatoriedade da internet nos planos de mídia e a utilização dos blogs/blogueiros para divulgar produtos, um título de matéria como esse é um prato cheio para os pessimistas atestarem que blog não passa de diarinho adolescente virtual.

Lendo mais afundo, temos 39% (pra mim, um otimista, é quase metade!) dos blogueiros na faixa etária entre 19 e 40 anos. Ou seja, pessoas com uma possível independência financeira, escrevendo com uma maior maturidade e postando sobre música, filmes, livros e não apenas contando com quem ficou ou “desficou”. É um dado muito legal quando se pretende justificar para um cliente a “utilização” de um blogueiro para falar de determinado produto. Por isso, cada vez mais empresas (e “não-empresas também”, de forma muito mais “guerrilheira pride”) convidando blogueiros para testar um lançamento, sessões especiais de filmes e palestras na boca do palco. Assim, o produto ou serviço é divulgado em várias frentes através dos diversos blogs, onde cada um atinge a sua mini audiência ligada e antenada naquilo que o dito cujo escreve. Legal, não é?

Eu acredito no que, por exemplo, a gica escreve no verdevelma. É uma questão de credibilidade, entendeu?

Vale lembrar sempre: nessas horas, relevância e liberdade para quem vai escrever é fundamental. Não obrigue a falar bem. Aliás, nunca obrigue a nada. Outra coisa: eu não trabalho de graça. E você? Pois então… Todo mundo tem um interesse, nem que seja conseguir status, saber de alguma novidade antes que todos ou mesmo ser um dos únicos a ter aquele mimo exclusivo que só a empresa X pode oferecer. Blog é mais “gente”, e sempre vai ser, diferentemente das redações de jornais que recebem milhões press realeases e convites para eventos por dia. Por tanto, tem coisas que funcionam, outras não. Cada caso é um caso.

Como eu não sou (ainda) especialista no assunto, recomendo ouvir os profissionais: podcast de guerrilha #6, destrinchando esta nova onda.

Sorte dos blogueiros e azar o meu, que só fui convidado para um programa de rádio por causa deste blog. Ainda estou no aguardo dos comis e bebis.

Nenhum comentário: