terça-feira, 31 de julho de 2007

GUERRILHA QUEM ?

A confusão com o conceito de marketing de guerrilha é um fato consumado. Muitas ações, às vezes fantasmas, pipocam nos blogs especializados em propaganda, e lá em baixo, na descrição, um vistoso “Marketing de Guerrilha” para coroar o espírito (tsc) inovador. É a frustrada tentativa de dar nomes aos bois.

Tim Williams fez um excelente artigo (via Lá Fora), que não fala diretamente sobre Marketing de Guerrilha, mas discorre acerca da utilização desenfreada das novas mídias (ou no medias, como alguns gostam de dizer) pelas agência de publicidade. Destaco do texte essa “regra dos nove” na hora de avaliar se uma mídia “diferentosa” é interessante ou não para atingir o target:

Ativação - A mensagem aparece numa hora ou local onde o consumidor pode realmente fazer alguma coisa a respeito? (Uma mensagem sobre os benefícios da perda de peso é muita mais eficaz na base de uma longa escadaria do que num jornal).”

Proximidade - Você esta falando com o consumidor num local ou numa hora em que ele pode facilmente comprar ou aprender alguma coisa sobre a marca? (Um mensagem sobre troca de óleo é muito mais eficaz num posto de gasolina do que num campo de golfe).”

Demonstratividade - A execução ou o canal da sua mensagem são de alguma forma uma demonstração para sua marca? (Por exemplo uma peça de mídia exterior para comida para pássaros que efetivamente atrai pássaros porque tem um depósito com comida real para pássaros)”

E eu pergunto, vestindo o capuz camuflado e assumindo a parcialidade de um entusiasta do Marketing de Guerrilha: o meio não é a mensagem, pombas?

Como sempre falo, o marketing de guerrilha envolve mais do que simplesmente pintar gelos baianos de branco e colar um adesivo com a marca de uma pasta dental qualquer. Sim, isso é criativo, “engraçadinho” e roda os blogs que falam sobre propaganda, ou seja, teoricamente é viral. Mas interessa realmente ao cliente ou ao público-alvo? Não seria possível ser um pouco mais ousado na execução? Engajar o target de forma inteligente? Quem sabe até integrar com mídias mais relevantes ao público-alvo…

E aí sim começamos a falar de marketing de guerrilha. Caso contrário, para mim, não passa de utilização de mídia “diferentosa” para a peça ser engraçadinha e circular pelos e-mails dos colegas da área.

Até consigo visualizar: “Cara, olha a idéia que eu tive! Não sou sensacional?”

segunda-feira, 30 de julho de 2007

ORGULHO DO PAPAI

Marcelo Träsel é professor da PUC-RS, têm três blogs no insanus (destaque meu ao martelada) e entrou em contato comigo neste final de semana por e-mail.

descobri seu blog esses dias. não consegui ler todos os posts, mas
simpatizei com o assunto, que acho bem interessante, e achei que de
repente alguns artigos no meu del.icio.us podem te ajudar:

http://del.icio.us/trasel

De fato: a blogroll do cara é uma mina de ouro e eu recomendo para todo mundo que se interessa tanto por buzz, como pelas outras tantas tags que lá estão. Aliás, é um prazer constar com meu humilde blog lá.

E eu só posso agradecer. Pelos links valiosos e pelos elogios dados. Deixando a modéstia lá longe, estou muito orgulhoso que um profissional da área de Porto Alegre visite esse humilde blog, mande um e-mail com uma puta lista de links, elogie e ainda me incentive a seguir em frente. Sem contar um possível contato valioso de alguém que fez uma monografia sobre buzz lá na PUC. Foda, não?

Obrigado mais uma vez ao Marcelo e aos que tem me dado uma força.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

E A BOCA-LIVRE?

A gica (vou levantar um monumento para ela quando terminar a monografia) me mandou esse link muito legal. A primeira coisa que me bateu ao ler o título foi um desânimo. Não que eu abomine os blogs da rapaziada mais nova. Eles têm todo o direito de poder contar para seus miguxos sobre a balada de sábado, mesmo que essa tenha sido custeada pelos pais. Essa nova geração, aficcionada por iPods e internet, é um nicho de mercado que jamais pode ser ignorado. Mas para quem defende a obrigatoriedade da internet nos planos de mídia e a utilização dos blogs/blogueiros para divulgar produtos, um título de matéria como esse é um prato cheio para os pessimistas atestarem que blog não passa de diarinho adolescente virtual.

Lendo mais afundo, temos 39% (pra mim, um otimista, é quase metade!) dos blogueiros na faixa etária entre 19 e 40 anos. Ou seja, pessoas com uma possível independência financeira, escrevendo com uma maior maturidade e postando sobre música, filmes, livros e não apenas contando com quem ficou ou “desficou”. É um dado muito legal quando se pretende justificar para um cliente a “utilização” de um blogueiro para falar de determinado produto. Por isso, cada vez mais empresas (e “não-empresas também”, de forma muito mais “guerrilheira pride”) convidando blogueiros para testar um lançamento, sessões especiais de filmes e palestras na boca do palco. Assim, o produto ou serviço é divulgado em várias frentes através dos diversos blogs, onde cada um atinge a sua mini audiência ligada e antenada naquilo que o dito cujo escreve. Legal, não é?

Eu acredito no que, por exemplo, a gica escreve no verdevelma. É uma questão de credibilidade, entendeu?

Vale lembrar sempre: nessas horas, relevância e liberdade para quem vai escrever é fundamental. Não obrigue a falar bem. Aliás, nunca obrigue a nada. Outra coisa: eu não trabalho de graça. E você? Pois então… Todo mundo tem um interesse, nem que seja conseguir status, saber de alguma novidade antes que todos ou mesmo ser um dos únicos a ter aquele mimo exclusivo que só a empresa X pode oferecer. Blog é mais “gente”, e sempre vai ser, diferentemente das redações de jornais que recebem milhões press realeases e convites para eventos por dia. Por tanto, tem coisas que funcionam, outras não. Cada caso é um caso.

Como eu não sou (ainda) especialista no assunto, recomendo ouvir os profissionais: podcast de guerrilha #6, destrinchando esta nova onda.

Sorte dos blogueiros e azar o meu, que só fui convidado para um programa de rádio por causa deste blog. Ainda estou no aguardo dos comis e bebis.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

FALA QUE EU TE ESCUTO

Terminei na sexta-feira, em quase uma sentada só, o livro Orkut.com, de André Teles. De poucas páginas, pequeno no tamanho e com um precinho camarada, é meio broxante em alguns momentos, beirando a simplicidade em demasia. Mas acho que esse era o objetivo do autor e, obviamente, tudo escrito ali tem lá seu valor. Junto com as referências de trabalhos acadêmicos mais cisudos e encorpados, o livrinho vai ser uma boa ajuda para falar das redes sociais de maneira mais corporation. Não pretendo abrir muito o leque: para a monografia vou de Orkut e Fotolog, as redes sociais virtuais mais badaladas para os brasileiros. Então, está recomendado: Orkut.com. Para ler naquele domingo tedioso de chuva.

PS.: No final do livro, ele menciona como referências bibliográficas alguns livros. Dois deles são do Jay C. Levinson. É mole ou quer mais?

domingo, 22 de julho de 2007

ORKUT.COM

Terminei na sexta-feira, em quase uma sentada só, o livro Orkut.com, de André Teles. De poucas páginas, pequeno no tamanho e com um precinho camarada, é meio broxante em alguns momentos, beirando a simplicidade em demasia. Mas acho que esse era o objetivo do autor e, obviamente, tudo escrito ali tem lá seu valor. Junto com as referências de trabalhos acadêmicos mais cisudos e encorpados, o livrinho vai ser uma boa ajuda para falar das redes sociais de maneira mais corporation. Não pretendo abrir muito o leque: para a monografia vou de Orkut e Fotolog, as redes sociais virtuais mais badaladas para os brasileiros. Então, está recomendado: Orkut.com. Para ler naquele domingo tedioso de chuva.

PS.: No final do livro, ele menciona como referências bibliográficas alguns livros. Dois deles são do Jay C. Levinson. É mole ou quer mais?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"ROUBA MAS FAZ!"

Ok, os bancos, privados ou públicos, só querem uma coisa de nós: meter a mão no nosso bolso e roubar qualquer migalha que seja do nosso “suado” do mês. Isso é fato.

Mas eles não poderiam fazer algo a mais pelo cliente, que não só o “esperado” e o “esperado de merda”? Não deve ser tão difícil assim evitar as esperas nas filas, funcionários de mau humor e gerentes caras de pau. Me roubem, tudo bem. Afinal, existe vida sem conta corrente? Mas pelo menos sejam simpáticos, oferecendo um café para a vítima. Quente e fresco, no mínimo.

Com certeza, não é tão difícil assim. E tem gente que se tocou disso.

(Infelizmente o resto deste post se perdeu por aí)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

ALEMON COPION, UMA VEZ!

No meu Projeto do TCC (logo logo, disponibilizo para download), confesso, fui um pouco suave nesta questão. Afinal, não saberia nem por onde começar a justificar e mostrar “onde está escrito” algo tão claro na minha cabeça. Nada me tira a idéia de que quanto menor a cidade, maior é o medo de inovar, de fazer algo diferente, experimentar algo nunca feito. Parece que os limites geográficos impõem uma barreira esquisita ao lado direito do cérebro, tipo policial alfandegário. “Heil! Daqui você não passa, senhor!”. Novamente, não saberia explicar o porque, mas que é assim, é!

Quer um exemplo? Vamos brincar de encontrar os sete erros nesse painel de logotipos que eu tirei de um (o único?) site de venda de carros aqui de Blumenau. Não vamos entrar no mérito da qualidade das “artes” - apesar de algumas serem realmente sofríveis. O foco da sátira aqui é outra, você já deve ter percebido. Vamos lá, faça uma força! Volte sua imaginação na visão limitada e dura de um povo germânico com poucas opções de cultura, lazer e diversão (tirando os clubes de Caça e Tiro, que até são subsidiados pela prefeitura).

Não pegou?

Tudo bem. Você não é obrigado a entender nosso comportamento pacato e tacanho. Mas se isto aqui não é falta de criatividade, a única justificativa é que boa parte dos donos de revenda de automóveis da cidade têm o mesmo sobrinho que “se vira” no Corel Draw.

Busca de referência é algo comum (trabalho na área) e sei como publicitários e designers se calcam, muitas vezes, em conceitos parecidos. Agora todos terem praticamente a mesma idéia… Alguém me explica?

( Se as imagens não abrirem, sinto muito. Eles se perderam por aí.)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

FEED PRA QUE TE QUERO

Muita gente, ao ouvir a palavra “feed”, faz cara de assustado, como se estivesse na frente de um monstro HiTech de sete cabeças. Ledo engano. Os feeds são uma ótima ferramenta para aquela pessoa que lê milhões de blogs e sites de notícias durante o dia, mas acha um porre ter que ficar vasculhando os favoritos atrás das informações relevantes. Em miúdos, é a troca da direção das informações: você não vai mais até ela, ela que vem até você. Quer coisa melhor?

Empresas mais antenadas já utilizam o feed de várias maneiras. A maioria delas possui blogs, que falam sobre a empresa, promoções e assuntos relevantes do segmento em que ela atua para o consumidor. Esse, num modelo que eu acredito ser o ideal de negócios na internet, seria o uso mais comum, o “basicão” que cabe para quase todas as empresas que almejam possuir um blog corporativo de qualidade, planejado e relevante.

Outro uso muito legal é o que podemos ver no Threadless e no Camiseteria, por exemplo. Eles atrelaram um RSS aos seus estoques de produtos. Assim, o cliente que assina este feed específico, recebe no seu agregador a “notícia” de que aquela camiseta que ele estava esperando a meses está aguardando por ele no estoque. “Ok, Ariel. Essas empresas são altamente hypes e modernosas.” Imagine então uma construtora, que acaba de lançar um empreendimento que levará 5 anos para ser finalizado. Por que não oferecer o feed do acompanhamento das obras? Duas vezes por semana, por exemplo, com fotos, entrevista com os engenheiros, dicas de como decorar o apartamento…

Uma ótima ferramenta de pós-venda. Contato direto com o cliente, com um assunto altamente relevante para ele (seu futuro apartamento, a camiseta que ele tanto espera…), permissivo e não invasivo. Muito diferente do e-mail marketing, que já está jurado de morte pelos mecanismos anti-spam e tem sido um pé no saco para muita gente.

Em determinados segmentos, raros são os clientes que não possuem acesso a internet quase diário. É tudo uma questão de educá-lo, mostrando-lhe a agilidade que o uso do feed oferece. Para a empresa, a vantagem de um canal aberto com o cliente de braços abertos para receber aquela mensagem diariamente. Assim, todos saem ganhando.

Ser guerrilheiro não é apenas fazer uma panflatagem diferente em um lugar surpreendente, muito menos sair lançando virais (que muitas vezes não passam de viroses passageiras) no YouTube. Ser guerrilheiro também é agir com simplicidade e mobilidade, economizando tempo, dinheiro e energia. Da empresa e do cliente.

terça-feira, 17 de julho de 2007

LINKS E MAIS LINKS

Recebi emails muito legais nessa semana que passou.

O primeiro me foi enviado pela Lorreine (planejamento da Digg) e trata de uma reportagem do portal Mundo Marketing referente ao uso do Buzz pelas agências lá por cima. Informações muito legais de uma pequisa realizada por uma empresa de relações públicas da gringa, cruzadas com comentários mais que pertinentes de Gustavo Fortes, da Espalhe e do blog de guerrilha, e Marcelo Vial, diretor da Salem Guerrilha.

Também recebi algumas indicações da Gica, mais que citada neste blog. Confesso que não tive tempo ainda de ler as urls com toda atenção devida, mas vindo de quem veio, só pode ser coisa boa e pertinente. Os links são esse, esse e esse, sendo que o último foi o que me deu mais água na boca para devorar. Corporativo até o talo, com uma introdução muito interessante. Tem tudo para ser uma referência daquelas, quando for para mencionar o uso dos blogs no meu TCC.

Muchas gracias, às duas

sábado, 14 de julho de 2007

SIR SETH GODIN

Seth Godin tem o dom de quebrar paridgmas escrevendo como se estivesse contando as novidades para um amigo distante num e-mail. Qualquer semelhança deste post com o marketing de guerrilha, não é mera coincidência. Logo logo, serei obrigado a comentar um livro dele por aqui. Referência garantida, obviamente.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

MENTE LIMPA

A Priscila (Pri, para os íntimos) que mudou-se para São Paulo logo após concluir sua graduação em Publicidade aqui em Blumenau, me mandou um relato legal do que tem acontecido por lá com a Lei Cidade Limpa. Ela conta que o negócio pegou mesmo, sem dó nem piedade. As placas do comércio e os outdoors sumiram. Algumas lojas estão aderindo a causa com bom humor, colocando faixas do tipo: “Loja do Fulano - em breve nova fachada - ajudando a cidade a diminuir a poluição visual”. O motivo para rir mesmo é a boa nova: segundo ela, uma boa parte das verbas está indo diretamente para outras mídias não tradicionais e para a internet.

Aqui em Blumenau (convenhamos, tão poluída visualmente quanto São Paulo), as empresas de outdoor têm feito um esforço tremendo para não ficar sem o seu ganha pão. Saíram na frente e fizeram pressão no Legislativo, através do Núcleo de Mídias Exteriores da Acib, para aprovar um projeto de lei que derruba (literalmente) 30% dos outdoors da cidade e regulamenta o uso das fachadas pelo comércio.

A atitude é válida e muito interessante. Com certeza já é um passo grande para a “limpeza” visual da cidade, que com a quantidade de prédios abandonados, fica com a aparência ainda mais feia e suja.

Mas, pensando além, até onde isso pode realmente mudar mentalidades?

Já ouvi gente que trabalha com mídia dentro de agência reclamando da lei. Alegam que Blumenau já tem poucos pontos (tsc) e que é muito difícil anunciar nessa mídia na cidade. Obviamente não pararam para pensar que quanto mais placas na rua, maior é a dispersão e pior é para quem anuncia e paga pela mídia. Talvez nunca cogitaram a hipótese de não anunciar somente em rádio-tv-jornal-revista-outdoor…

Sinceramente? Que caiam as placas e que venha o novo.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

BOA CAUSA, ÓTIMO CASE

Hoje o papo é mais sério. Pos isso, já vou me despindo dessa roupa de vilão-publicitário-instrumento-do-mal para abordar o tema…

Grandes ONGs investem (mais fosfato que cifras, diga-se de passagem) em maneiras ousadas de sair na mídia tradicional “de grátis”, na faixa. Muitas delas utilizam ferramentas de marketing de guerrilha a torto e a direito. Uma das premissas de Jay C. Levinson (pai do MKTG) é de que a falta de dinheiro do pequeno empresário (no caso, as ONGs) o torna automaticamente um guerrilheiro, sempre pronto para ousar da maneira mais barata e eficiente, chamando a atenção para si e seu produto.

Se em Blumenau não podemos ver o MKTG na sua plena atuação, temos no oeste catarinense um belo exemplo do que seria uma “quase” campanha de guerrilha, mesmo sem a pretensão de ser. Joana Dambrós, comentarista fiel, amante do tema e namorada deste que vos escreve, nas suas andanças por Concórdia-SC (70 mil habitantes, aproximadamente), esbarrou com uma série de adesivos colados pela cidade.

(Infelizmente o resto deste post se perdeu por aí)

terça-feira, 10 de julho de 2007

OVOS PODRES

Tenho falado muito em internet e pelo andar da carruagem boa parte da minha monografia se baseará no assunto. É realmente difícil desviar do tema, afinal, mesmo com a queda do faturamento de mídia entre janeiro e abril, a internet foi a menina dos olhos de anunciantes e agências no mesmo período, com crescimento de mais de 40%. O fato de ser uma mídia altamente barata também ajuda a transformá-la, se utilizada de forma correta, numa ferramenta de guerrilha.

Comentamos no sábado sobre a importância da relevância nas mensagens publicitárias dentro deste meio. Atualmente 33 milhões de brasileiros estão conectados e o costume que o telespectador adquiriu com o intervalo de 30 segundos no meio da novela não tem aplicação na rede. Como disse Cristopher Locke no seu livro “Marketing muito maluco”, a internet é muito mais “gente” do que “business”. É mais diálogo do que discurso. Nicho versus massa. “Deixem falar” ao invés de “vamos dizer sobre o que eles devem falar”.

Motivos para temer? Que nada. É justamente por isso que ela é uma ótima oportunidade para as pequenas empresas repensarem sua marca, e quem sabe, levarem a postura online para o offline.

Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo, fez neste post uma ótima explanação sobre a má utilização da internet pelas empresas, usando o Second Life como ponto chave de sua explanação. Como ele, espero de verdade que a internet continue engordando o bolo publicitário e que a sua fatia seja cada vez maior. Mas logo logo, mesmo sendo uma mídia relativamente nova se comparada com o rádio e com a televisão, teremos de repensá-la como veículo publicitário.

E como monografia não se fundamenta só no blablablá… Blog Corporativo, referência garantida no meu trabalho e por mim recomendado.

FALANDO SOBRE GUERRIHA

Neste sábado que passou, Fábio Schimitz (sócio-proprietário da Seven Comunicação), Magda Fiorese (professora da FURB e sócia-proprietária da Modus ORG Branding) , Michael Samir Dalfovo (Professor do IBES) e eu (humilde estudante de publicidade) discorreram sobre o futuro da propaganda, na rádio CBN. O debate fazia parte de uma série de programas, que durante três sábados abordou a Propaganda de Ontem, de Hoje e do Amanhã.

Os assuntos rondaram a ética, o consumidor na internet e os conceitos surrados da propaganda atual. Obviamente, não foram deixados de lado os blogs, as ações de guerrilha e de como o profissional do futuro lidará com as novas tendências de comunicar, vender e imprimir marcas. Para mim ficou a conclusão de que temos profissionais, acadêmicos e estudantes pensando bem na frente… às vezes até muito na frente do cliente.

No fim das contas, driblei a timidez e aguentei o tranco. Ao descer dos créditos, consegui até emplacar um jabá do blog. Prometo disponibilizar o áudio para quem quiser ouvir e tirar suas próprias conclusões referentes ao tema.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

RECOMENDO

O pessoal da Bullet - umas das agências mais antenadas nas nova tendências - tem um blog muito legal. Nada de portfólio digital enfadonho e entediante, como é a maiora dos blogs de agências. O negócio é coisa fina: novidades, opinião, independência. E ainda vendem o seu peixe, o tal do talkabillity.

Vale também ouvir seus podcasts, em especial o último, dando um apanhado geral sobre as ações promocionais vencedoras no Promo (Ghost) Lions, esse ano. Algumas delas, ações de guerrilha que com certeza numa cidade pequena como Blumenau, gerariam um zumzumzum muito interessante.

Vale pelas opiniões e pela descontração. Legal também é ouvir eles chamando buzz de “talkabillity”. Espertos: apropriação de conceito totalmente válida.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

ÀGUA MOLE, PEDRA DURA

Cultura de comunicação. Essas são as palavrinhas que brilham nos olhos de todos os donos de agências, desde as menores, com estruturas mais enxutas, até as gigantes com mais de 40 funcionários. Só não cintilam mais que as palavras “comissão de veiculação/produção”.

Em mercados pequenos, o problema é bem maior do que parece. Dificilmente temos clientes aptos a abrir totalmente as portas para a agência. No máximo, uma vasculante do banheiro. Lá nos fundos. As decisões ficam restritas aos donos das empresas - que raramente possuem um setor de marketing ativo -, tranformando a agência em um mero balcão de anúncios, ou um estúdio de design. E a solução em comunicação, que a maioria de nós ostenta no logotipo? Fica onde?

Imagine então oferecer um serviço especializado em marketing de guerrilha para um cliente desses, com ferramentas tão distintas e pouco conhecidas, até mesmo por profissionais da área.

(Infelizmente o resto deste post se perdeu por aí...)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

OUTDOOR = MKTG?

Neste semestre que acaba de acabar, Blumenau viu algumas ações de comunicação interessantes envolvendo nosso bom e velho outdoor. Ações no mínimo legais, pela vocação de novidade e pela demonstração de vontade das agências em experimentar algo novo. É um passo importante que damos.

Na época, ouvi nas rodas de bar e nos corredores da faculdade que essas ações teriam sido Marketing de Guerrilha. Tudo bem: como (futuro?) profissional da área, não vou entrar no mérito da qualidade das ações, afinal, isso não cabe aqui e seria um bocado anti-ético. Mas muita calma nesta hora! Não coloquemos os cavalos na frente da carroça. Vamos com cuidado, meus amigos!

O Marketing de Guerrilha envolve ações relativamente com custos menores (online e/ou offline), que potencializem o “zumzum” e posicionam a marca perante um target bem específico de forma criativa e ousada. Não sou da área de mídia, mas pelo que ouço aqui na agência, colar cinco outdoors juntos, com aplique, montar um palco e colocar dois atores dançando na frente, não me parece, num primeiro momento, algo muito barato. Aliás, convenhamos, NÃO É nada barato.

Mas e se o cliente ganhou a mídia como permuta, por exemplo? Como fica essa história Ariel, seu chato arrogante que acha que só porque está fazendo um TCC sobre Marketing de Guerrilha pode meter o pau nos outros?

Primeiro, meter o pau não que eu sou comprometido. Segundo, senta aí que lá vem a história: Dentro do Marketing de Guerrilha temos uma ferramenta específica chamada Propaganda de Guerrilha. Pegando definições distintas dos sites das agências Espalhe e Salem, temos o seguinte: utilização criativa dos meios tradicionais, surpreendendo o público-alvo e assim motivando a geração de buzz. Adiciono aí (só de pirraça) a integração com outras ferramentas da guerrilha, como o SMS, por exemplo.

Por tanto: Não confunda pé (para não dizer outra coisa) com bunda. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ações assim são interessantíssimas para o mercado publicitário das pequenas cidades - e aí incluímos blumenau. Faz com que as agências concorrentes pensem em outras possibilidades para seus cliente, ao mesmo tempo que força o fornecedor a levantar-se da cadeira para procurar novos produtos. Porém, entretanto, contudo, todavia… essas ações não são na minha concepção Marketing de Guerrilha. Nenhuma delas leva o consumidor para um site altamente interativo, ou um blog de alguém que comenta sobre o segmento do produto. Falta, ainda interação e a convergência! Relevância e contextualização. A ação gera comentários pura e simplesmente pela… ação, que é diferente sim, mas não acredito solucionar o problema do cliente, muito menos pode ser chamada de “marketing de guerrilha”. Da forma como foi feita e conduzida, não podemos nem sequer mensurar o buzz provocado, senão somente pelo número de pessoas que foi até a loja e disse “vi aquele outdoor cheio dos beregudegos de vocês!”.

Mas já é um bom começo, com certeza. As agências Ativa e Brava estão da parabéns, achando ou não que fizeram Marketing de Guerrilha.

terça-feira, 3 de julho de 2007

TCC DE DAR ÁGUA NA BOCA!

Mais por mania do que por qualquer coisa, sempre que posso acompanho algumas apresentações (as que me interessam, com algum assunto relevante para mim) de monografias, nos finais de semestre.

Devo confessar que desta vez pouquíssimos me atraíram a atenção e, na real, somente a monografia da Gica me será útil na elaboração da minha pesquisa bibliográfica, semestre que vem. Seu assunto não só era pertinente e de meu interesse, como para um bocado de gente que ainda patina no assunto. Bebendo das fontes “Kotler”, “Chris Anderson ” e de outros estudiosos dos blogs, ela fez uma análise dos “diários virtuais” como comunicador a nichos de mercado, uma realidade cada vez mais latente.

O blog, por se tratar de uma ferramenta de comunicação de “mão dupla”, cria redes virtuais invisíveis focadas em interesses mútuos. Empresarialmente falando, é uma ótima ferramenta para relacionamento cliente-empresa, dando uma cara mais humana ao negócio e captando experiências positivas e negativas com relação a marca. Muita merda já foi feita (assunto para um outro post), mas CEOS de diversas empresas possuem blogs excelentes e assim estreitam a relação com seu público-alvo, falando cara-a-cara com o target. Também é ótimo para relacionamento interno entre colaboradores, gestão de crises, informar novidades sobre a empresa (ferramenta de RP) e outras mil e uma utilidades. Ah… e é barato! Preciso dizer que é guerrilheiro?

Um dado legal é que 1/3 da população européia já deixou de comprar um produto após ler em algum blog que dito cujo não era bom. Foda, não?

Ainda não tive acesso ao trabalho escrito, portanto, humildemente e com o perdão da palavra, só vou comentar aquilo que vi na apresentação de sexta-feira passada:

(Infelizmente, esta parte do post foi perdida)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

TEORIA, PRÁTICA E BLÁ BLÁ BLÁ

É assustador o poder do boca-a-boca exemplificado em mim. Afinal, várias pessoas já chegaram, como não querem nada, questionando sobre marketing de guerrilha, sem nem ao menos eu ter conversado com elas sobre o assunto ou sobre as minhas pretensões acadêmicas com relação ao tema.

Nesses papos de corredores da faculdade, é interessante notar a confusão de conceitos que se faz com relação ao termo. As explicações dadas são muitas, que passam pelo bellow the line, atravessam o marketing promocional, cruzam com a promoção de eventos e, certas vezes, ultrapassam as fronteiras das bizarrices. Alguns, mais afoitos, dizem que marketing de guerrilha é o reflexo de um sistema injusto, publicidade de mal gosto, afinal, teoricamente, as empresas utilizariam-se de meios não lícitos para comunicar-se, apoiando-se na guerrilha. Para mim só resta amansar as feras e tentar explicar um pouco do que leio e do que acompanho através de muitas fontes.

Muita coisa mudou desde que Jay C. Levinson escreveu a pedra fundamental Guerrilla Marketing, de 1982. Porém, vou me abster, pelo menos hoje, de explicar o quanto a internet revolucionou a mídia, a comunicação e o trato com o dinheiro. O sr. Chris Anderson, com sua teoria da Cauda Longa, com certeza poderá lhe contar bem melhor do que eu as novidades. Mesmo assim, Jay Levinson já escreveu que os pequenos empresário têm a grande vantagem de se movimentar com rapidez, diferentemente das grandes corporações, burocráticas e lentas nas suas decisões internas. Desta forma, os compara com as milícias vietcongues, que derrotaram os norte-americanos na guerra do Vietnã.

Colocado isso, podemos também transpor este parâmetro para as ferramentas de marketing de guerrilha, que atualizam-se de forma rápida, sempre adequando-se como solução em comunicação. O importante é o conceito imutável que perdura desde o tempo em que as pessoas entupiam as narinas de cocaína: surpreender criativamente evitando a saturação da mensagem, integrar o target altamente segmentado, gerar buzz positivo para espalhar a mensagem e fazer tudo isso da forma menos dispendiosa possível. É em cima disso que estou trabalhando a minha monografia.

A aproximadamente dois anos venho recolhendo notícias diversas sobre o assunto. Tenho lido alguns livros sobre o aumento do uso da RP e Buzz Marketing pelas empresas, bem como sobre e as novas tendências de consumo, como a Long Tail, por exemplo. Meu feed, é repleto de Blogs de tecnologia, além de me interessar profundamente sobre o uso dos mesmos nas empresas. Não acho o orkut algo para desocupados, muito pelo contrário: é uma ótima ferramenta para quem quer aprender mais sobre algo e trocar experiências sobre determinado assunto (por exemplo, uma experiência negativa com a sua marca, cara pálida).

Muitos tiros no escuro já foram dados. Quando o Second Life estava no auge do buzz, alguns gritaram aos quatro ventos dizendo que esta era a nova tendência da guerrilha. Outros profissionais do meio, com um pouco mais de experiência, apagaram o fogo. Ficou a lição, pelo menos para mim: por algumas vezes, falta compreender de forma simples o conceito chave da questão, para aí sim utilizar-se de quais ferramentas forem necessárias para alcançar os objetivos.

O legal é entender que mudam os meios mas não se alteram os fins. Ontem, Jay Levinson escrevia que as listas amarelas eram a mídia obrigatória do bom guerrilheiro. Hoje, temos uma pista de que a internet é a realidade da integração empresa-target, ou seja, um ótima ferramenta guerrilheira. Amanhã? Oras! Eu é que não sou doido em dizer qual será a mais nova arma. Mas acredito que uma coisa não se altera: o que importa é o conceito. O resto é consequência.