sexta-feira, 31 de agosto de 2007

DUAS BOAS NOVAS

Parece que não será só o Gustavo Fortes que trará boas novas à terra da cerveja na Semana da Comunicação. Brian Crotty, diretor de Mídias Emergentes da McCann Erickson World Group para a América Latina virá falar sobre como encarar (ou abraçar?) os nossos novos targets. O cara já deu uma palinha no TUDOCOM, (diga-se de passagem, para lá de generosa) sobre como será a palestra dele, na noite do 13. Quero ver muita gente de cabelo em pé!

Aliás, já vou pedindo desculpas ao pessoal de fora de Blumenau que acessa o blog. Os posts desses próximos dias serão focados cada vez mais na Semana da Comunicação. Sem a pretensão de fazer uma senhora cobertura, quero dar meus pitacos sobre cada workshop e palestra que eu estiver, aproveitando meu período de desempregado descanso que começa na semana que vem. Blogueiro em período integral! E quem sabe um podcast, no final, para arrematar?

Aos “estrangeiros”, peço que não abandonem minha jornada. Prometo em breve um presentinho para vocês. Humilde e singelo, mas de coração.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

TOMANDO RUMO

Entrei de cabeça na dica da gica: se eu ficar esperando pelo orientador da minha vida, o bonde acaba passando e fica mais difícil correr atrás depois. Um bom TCC depende muito mais do acadêmico do que do orientador. O esforço subeleva qualquer dificuldade, falta de visão ou pouca simpatia com o tema do professor.

Com isso em mente, na segunda tive meu primeiro encontro com a minha nova orientadora. Sim, agora está verbalmente acordado. Falta só eu alterar alguns detalhes no meu pré-projeto, pegar o seu autografo e enviar para o Coordenador de TCCs. Aí então terei oficialmente alguém para me “ajudar” durante o que resta de semestre. E daí para frente, como diz meu futuro ex-chefe, é “pau na cara!”.

Gostei muito das dicas que ela me deu. Ela pega bastante no pé quanto a metodologia. Legal. Também está por dentro do tema (muito mais do que eu supunha) e por enquanto parece-me que vamos percorrer um caminho muito parecido com o que eu havia me proposto: Conceitualizar o marketing de guerrilha, o seu surgimento, o porque do seu uso nos dias de hoje, comentar segmentação de mercado e consumidor moderno, como trabalham as agências especializadas hoje em dia e finalmente medir o conhecimento e a tendência (ou não, né?) do uso do dito cujo pelos pequenos empresários. Ufa!

Só vou diminuir um pouco meu campo de pesquisa (serão 3 ou 4 pequenas e médias empresas) e incluir uma “entrevista” com algumas agências especializadas em guerrilha. Também quero ouvir um profissional de promo aqui da região, o que será adiantado já na Semana da Comunicação.

Ao ler os livros mais antigos e comparando com o modo de atuação que as agências utilizam hoje, tenho percebido que existe uma guerrilha old school, a mencionada por Al Ries e descrita por Jay C. Levinson, baseada em processos de dentro da empresa e pequenas ações de comunicação; e a guerrilha das agências, que se sustenta sim nessa da década de oitenta em seus conceitos básicos, mas que possui no seu arsenal uma gama de ferramentas ousadas, criativas e interativas, utilizadas on line e off line. Mas isso eu só posso confirmar com quem batalha na área a mais tempo, já que inexiste literatura sobre o assunto. Por isso essa consulta direta na fonte: as agências especializadas.

Apesar da pesquisa ser, na teoria, a parte mais difícil, estou ansioso para ouvir todos eles, empresários, publicitários e guerrilheiros. É uma vontade de pré-adolescente de chegar logo nos finalmentes, na conclusão. Vamos que vamos!

*PS.: Ontem, dando uma folhada no TCC da gica, percebi que meu nome consta nos agradecimentos. Não sei bem ao certo o motivo, mas… Que honra! Agradecido.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

UM POUCO DE TEORIA

Simplesmente fantástico o que o Carlos Merigo escreveu ontem, no seu Brainstorm#9. Retiro um trecho que explica, mesmo sem querer, nas entrelinhas, o porque da eficácia do marketing de guerrilha (a “guerrilha roots”, aquela bem arquitetada, bem amarrada…) ao se comunicar um conceito de marca e um posicionamento estratégico:

Durante muitos anos o objetivo principal de um plano de marketing, de uma comunicação, era gerar conhecimento em massa. Quanto mais pessoas ficarem sabendo do nosso produto ou marca, mais iremos vender. Hoje isso continua até funcionando de certa maneira, mas é a alternativa mais difícil e custosa. Um ciclo vicioso de investimento e retorno que só aumenta.

Portanto, mais do que nunca vale a tentativa de atrair pessoas e engajá-las em torno de algo. Criar envolvimento, interação. É o contato ao invés da intrusão. A troca do awareness pela lealdade de fato. Afinal, não é isso que tanto as marcas desejam?

Um guia básico para quem ainda não entendeu direito o que se passa com nossos targets e um sacode nos que ainda acreditam que tudo continua como nas décadas passadas. Vale a pena ler, reler e guardar nos favoritos.

GOOD CORP.

Depois de vários problemas com o nosso excelentíssimo servidor, posso finalmente voltar aos trabalhos com o blog, aos pouquinhos. Se o dito cujo cair novamente, não se espante: dê alguns minutos para ele controlar o seu mau humor e volte mais tarde.

Já que a cara fechada dominou os últimos dias, vou escrever sobre algo legal para dar uma animada. Afinal, o astroturfing é uma das ferramentas que mais me interessam no espectro do marketing de guerrilha. Ele caminha no limiar entre o ético e o não ético e, assim como tem um grande poder de alavancar personalidade à marca, também pode destruir aqueles que o utilizam com interesses que não forem realmente sinceros. O feitiço pode virar contra o feiticeiro, sem dó nem piedade.

Apesar de alguns questionamentos quanto a validade da ação terem saído na mídia, a Oi utilizou-se muito bem da ferramenta ao lançar a campanha a favor do desbloqueio dos celulares. “Angariou” blogueiros famosos à causa, criou um hotsite com tom de protesto, motivou as comunidades do orkut, abusou do bom humor e insitou a viralização. Como se isso não bastasse, antes de mais nada, ousou guerrilheiramente na atitude, ao apoiar algo que, nas visões mais retrógradas, prejudicaria na hora de contabilizar os lucros. Ficou do lado do consumidor e abalou o status quo das outras empresas de telefonia celular, ganhando simpatia das pessoas, mídia espontânea e muito buzz. Esses são os pontos chave do astroturfing.

Para regionalizar (como sempre), um movimento que daria um ótimo case de astroturfing - caso alguma empresa olhasse com outros olhos para a causa - , seria um real apoio à Associação Blumenauense pró-Ciclovias. O tema interessa a boa parte da população, tanto na esfera municipal (já que a atual malha cicloviária da cidade é uma vergonha) como mundial, tendo em vista as questões ecológicas tão abordadas atualmente. Por isso, a ABC aparece quase todos os meses com alguma nota nos jornais, ora pela eficiência com que lutam pela causa, ora pelos eventos que promovem. Quem gosta do assunto já percebeu: um forte gerador de mídia espontânea e um grande potencializador de buzz muito interessante à marca que se engajar de verdade no movimento. As próprias ciclovias - que atualmente levam do nada para lugar algum - seriam ótimos pontos para ações de emboscada, perfomance e pr stunt.

Obviamente, toda e qualquer ação de astroturfing tem de ser sincera. Cristopher Locke, no seu maravilhoso livro Marketing Muito Maluco, nos elucida melhor sobre a questão do marketing social x marketing de causa, que são como água e óleo. O primeiro leva ao sucesso duradouro e o outro - baseado antes de mais nada no próprio umbigo corporativo - ao fracasso, mesmo que tardio. Engajar-se verdadeiramente é o melhor a se fazer. Os consumidores, que em determinados nichos já abominam a propaganda tradicional, rechaçam de forma avassaladora todo e qualquer esforço publicitário maquiado de boa vontade. E assim como a identidade visual da sua empresa comunica, a forma como ela age na sociedade também diz muito sobre o que ela pensa do seu consumidor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

DE VOLTA AOS TRABALHOS

Assim espero ao menos.

Depois de mais de 24 horas fora do ar, o blog está novamente funcionando e voltando ao normal. Peço desculpas aos que entraram e tiveram que se deparar com o site de uma empresa metalúrgica. Culpa de um serviço de hospedagem vagabundo, que não teve nem a decência de avisar que fariam modificações no banco de dados.

O barato, às vezes, sai caro.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

COMISSÃO GANHA PÃO

Numa troca de e-mail para lá de entusiasmada, Marcel Mainere - estudante de publicidade da ESPM-RS - e eu discutimos sobre como uma agência especializada em guerrilha, buzz, viral e etc ganha dinheiro de verdade, já que os comissionamentos de veiculação inexistem e o foco dos esforços é sempre no preço mínimo. O assunto era ex-futuro tema de TCC do cara e acabou nos levando para o obscuro mundo das agências que sobrevivem de BV, chutam para longe o valor da criação (não confunda com “chutam para o alto”) e estão cagando e andando para o planejamento estratégico de comunicação, quem dirá planejamento de marketing da empresa. Mesmo Porto Alegre sendo várias vezes maior que Blumenau, parece que as coisas não mudam muito e o que impera aqui e acolá são as Fabriquetas de Anúncios. Mercado grande ou pequeno, os vícios acabam sendo sempre os mesmos.

Para corroborar a nossa discussão, a Joana me enviou esta nota do M&M (para cadastrados) hoje pela manhã. Além de ser uma puta notícia para o mercado nacional e de a matéria citar duas agências de guerrilha como as mais importantes do novo cenário de comunicação mundial (TAXI e Strawberry Frog), lá pelas tantas Melbourne Chris Clarke cutuca as concorrentes na sua forma de atender a clientela e declara que para ele não há melhor remuneração do que a baseada nos resultados. Culhões em excesso? Papo furado? Bom, diga isso para o presidente de uma agência que pretende faturar em 2007 nada mais nada menos que 1 bilhão de doletas (vou repetir, US$ 1 bilhão) , com somente 5 anos de existência.

Aproveitando o pretexto, linko este post do LáFora, que comenta uma pesquisa realizada na gringa sobre a satisfação dos clientes com as suas respectivas agências de propaganda - algo muito parecido com o que vou fazer com meu TCC. O blog questiona se no Brasil as coisas não são assim também… e eu pergunto: em Blumenau? como anda a satisfação do nossos clientes?

Conclusões? Melhor não tê-las ainda. Prestes a ficar desempregado, não quero correr o risco dos olhares atravessados dos donos de agências por aqui.

sábado, 18 de agosto de 2007

DESORIENTADO

Os três orientadores que tinha em mente tiveram de ser sumariamente descartados. Eram as melhores cartas que tinha na mão. Ou melhor: não tinha, como posso ver agora. Aquele papo de que gostaria que a pessoa se envolvesse com o tema foi pelo ralo. Abortei todo e qualquer blablablá quanto a isso e a objetividade agora é a palavra de ordem.

No entanto, surgiram mais dois nomes, que num primeiro momento nunca cogitei tê-los como orinetador. Já tive aula com ambos, porém a relação não fedeu nem cheirou. “Quem sabe não é agora?”, já me falaram. Pois é… quem sabe? Vou dar uma chance ao acaso. Até porque, já sinto como se estivesse perdendo tempo.

Vou roubar mais duas cartas do monte e ver qual me serve mais no jogo. Uma terá de ser a salvadora. Obrigatoriamente.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

SECOM, FOFOCAS E COSITAS MÁS

No TCC de Guerrilha Podcast #2, lá pelos finalmentes, comentei que alguém viria falar sobre marketing de guerrilha na 13° Semana da Comunicação, evento realizado pelo Centro Acadêmico do meu curso. Na verdade, eu já tenho esta informação há um bom tempo atrás, desde que a Dani comentou comigo que estavam pensando em trazer alguém para falar sobre o assunto. Inclusive tive a honra de poder indicar alguns nomes… Que moral, hein?

Mas agora o mistério acabou. Para quem acessou o site da SECOM, já pode ver que Gustavo Fortes, diretor e planejamento da agência Espalhe, será o homem da guerrilha no dia 10 de setembro. Para quem gosta do assunto sabe o quanto essa palestra é importante, podendo se tornar um divisor de águas para o mercado da região. Abrindo os trabalhos, logo na segunda-feira, Gustavo Fortes falará para alguns dos grandes da comunicação da região, bem como para uma platéia de estudantes e profissionais motivada com o início da Semana. Serão todos ouvidos para as boas novas do futuro.

Minha inserção na guerrilha foi através do site da Espalhe. Parabéns ao redator responsável, porque os textos, bem como as leituras de Jay. C Levinson e Al Ries que fiz depois, conseguiram me inspirar de tal forma a decidir permanecer no curso e concluí-lo com uma monografia sobre o tema. Foda, não? Um ano, alguns livros e esclarecimentos depois, estava eu na comunidade de guerrilha discutindo o tema com outras 12 mil pessoas, dando opiniões e tentando engordar o diálogo. Alguns pitacos bem quistos por uns membros, outros nem muito. Parece que o que a própria Dani já me disse um dia - “tu és um cara polêmico” - não agradou aos moderadores da comunidade, todos funcionários da Espalhe (inclusive o próprio Gustavo)…

Apesar de muitas mudanças nesses quase 3 anos após ter sido apresentado à guerrilha, algumas coisas permanecem iguais. Eu continuo sendo um reles estudante de publicidade querendo saber mais e mais sobre o assunto, agora também para concluir minha monografia e quem sabe trabalhar com isso. Também não mudei em nada o meu jeito questionador. Foi isso que me fez gostar do tema: um quê de subversivo e diferente, às vezes parecido comigo.

Quando o assunto me interessa numa palestra, encarno aquele cara chato perseguidor, indo atrás do palestrante no final, questionando e comentando. Preciso dizer que dessa vez não será diferente? No momento não me interessa muito a reação do “Homem”. Como já lhe escrevi num e-mail (nunca respondido, diga-se de passagem), independentemente de qualquer coisa, vou atrás, questionar, perguntar e (tentar) conversar.

Eu não criei este blog para mostrar que eu sei mais, porque isso seria uma estupidez. Aliás, eu não sei nada ainda, nem uma pontinha do que eu posso saber. Quero somar, perguntar, interrogar. Eu nunca seria louco de me indispor gratuitamente com os pioneiros do marketing de guerrilha no país.Você já viu algum jogador de futebol falando mal do Pelé? Não vale o Romário… Posso garantir: não é minha intenção chegar perto de ser um Romário.

E que venha a Semana!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

MEU POVO E MINHA POVA

Com as sérias restrições orçamentárias e com o olho grande da fiscalização (cof cof!)*, os partidos políticos têm ficado com as mãos atadas na hora de comunicar seus futuros candidatos.

Essa privação faz com que os “marketeiros” usem e abusem das ferramentas do Marketing de Guerrilha para colocar seus candidatos perto do seu eleitorado, dando aquela lustrada na imagem de homem sério e comprometido com a população (cof cof)*. Aqui na região, muitos escrevem em jornais e têm programas de rádio e televisão. Aderem à causas nobres (uma pitada inconsciente de astroturfing, talvez?) e aparecem na mídia “de grátis”, posando de bons moços e preocupados com os problemas do povo (cof cof cof)*. Também não será a primeira eleição que nossos nobres (cof cof cof)* representantes utilizam a internet de forma guerrilheira para fazer aquele aprouch no eleitor. Blogs de políticos (as empresas deveriam aprender com esses caras…) já vingaram e “desvingaram” por aí, servindo de cabo eleitoral a uns bons 6 anos.

Agora, o orkut parece ser a bola da vez. Abriram a porteira aqui pelas loiras terras blumenauenses e as comunidadas pró e contra o atual prefeito (possível candidato a reeleição) já dão as caras. Só resta saber se a que está contra o Democrata é puro terrorismo político da concorrência, porque o oportunismo dos que estão a favor é evidente: uma lei determina que propaganda eleitoral tem período estipulado pelo TRE e eu não preciso dizer que estamos longe deste prazo, certo? Os militantes do PSOL também não perderam tempo e já se adiantaram no lançamento do seu candidato a prefeito da cidade, o que mostra que o espírito “guevariano” é levado a sério por eles, até na hora de fazer marketing.

O movimento ainda é fraco, até porque estamos naquele período de especulações, onde nomes são jogados ao leu. Mas mesmo sendo supostamente ilegal, parece-me que todos já estão preocupados em formar uma imagem de marca sólida, que transmita competência e sinceridade (cof cof)*. Menos mal, ainda sem os sorrisos de plástico e os beijos nas criancinhas circulando pelo YouTube. Vou grifar mais uma vez: ainda.

* essa mudança de clima me trouxe uma tosse daquelas.

domingo, 12 de agosto de 2007

NUMA EMBOSACADA

Das ferramentas de marketing de guerrilha, a que eu menos domino os conceitos e a sua aplicação é a emboscada, ou o ambush marketing. É um terreno bem nebuloso para mim, devo confessar. Nos exemplos que são dados nos blogs de publicidade e nas descrições das ferramentas nos sites das agências especializadas, não há uma unidade que explique de forma clara e concisa o que é realmente a emboscada. No wikipedia, por exemplo, temos que:

Ambush marketing occurs when a brand pays to become the official sponsor of an event and another brand tries to connect itself to the same event, without paying the sponsorship fee and without breaking any laws.

Mas por várias vezes me deparei com certas ações que para mim tem cheiro de emboscada, tem gosto de emboscada, só que talvez não possam ser caracterizadas assim pelo simples fato de não envolverem uma feira ou um evento patrocinado por alguém. O blog de guerrilha já “tagueou” uma ação da própria Espalhe que não envolvia um evento como uma ação deste tipo. Além disso, temos este ótimo exemplo, que na minha opinião, é uma puta ação de ambush marketing, viralizando, gerando buzz e transbordando criatividade e ousadia.

Nos sites da Espalhe, Salem e Tropa - agências referência em guerrilha para mim no Brasil -, os conceitos são um pouco distintos e podemos ver que cada uma usa a ferramenta de uma forma muito individual. A Espalhe, por exemplo, limita um pouco, já a Tropa utiliza-se do conceito de uma forma mais abrangente. No final das contas, permanece a dúvida: afinal, o que realmente caracteriza a emboscada?

E o pior é que bibliografia sobre o assunto inexiste, o que deixa uma margem bem grande para o erro quando for a hora de escrever sobre as ferramentas de guerrilha para o meu TCC.

Independentemente da execução ser ou não limitada à eventos ou feiras, a ética é algo que teoricamente caminha numa corda bamba. Mas acredito que aqui cabe a mesma questão da propaganda invasiva: a criatividade, a simpatia e bom gosto podem salvar qualquer ação de emboscada do limbo.

Concluindo, a base do conceito eu possuo, falta apenas um ponto final mais claro e esclarecedor. Assim, na hora de exemplificar, conceitualizar e explicar para a banca examinadora, eu não corro o risco de não conseguir conter a bexiga, num ataque de nervos e pavor.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O HOMEM TEM 99% DE MACACO

Para mim, esse assunto não rendia um post. Não aqui ao menos. Mas acho que como todo blogueiro (ou ser humano, talvez?), não costumo dar a outra face. Diz a lenda que só um cara fez isso, e olha que faz tempo. Mas também dizem que ele tranformava água em vinho… então, não dá para levar esse papo muito a sério.

Voltando ao assunto, o tema já rodou alguns blogs e listas de discussão, com gente muito boa bastante ofendida gritando alto. Os blogueiros sofreram alguns golpes nessa semana. Uns mais fortes, dados por um lado mais conservador dos estudiosos de internet. Outros mais espalhafatosos e insignificantes, ao som de Candle in the Wind e trajando um blazer rosa, que me lembrou muito a atitude daquele pai que reclama da saia da filha quando ela vai sair, mas mal sabe que a menina não veste nada por baixo e está sedenta por diversão (ok, peguei pesado).

Mas a gota d’água rolou no Brasil mesmo, com a nova campanha do Estadão. É um divisor de águas na batalha idiota e sem sentido entre mídia tradicional e a dita mídia nova. Um reflexo do desespero das grandes instituições midiáticas e do entretenimento, vendo perplexos seus grandes castelos de dinheiro ruir. Foi assim quando as grandes gravadoras dos EUA passaram a processar velhinhas e crianças que baixavam músicas pela internet. Desta vez foi o Estadão quem atirou a primeira pedra e declarou guerra. Comparar-nos à macacos foi como afundar um submarino na eminência de uma grande merda acontecer.

Sinceramente, eu não acredito nessa história de jornal versus blog. Continuo lendo, todas as manhãs quando chego na agência, os jornais que aqui estão. Não todos os cadernos, não cada parágrafo. Mas o jornal ainda me dá uma visão mais completa sobre certos assuntos, principalmente os mais regionais. Como veículo para anunciar produtos e serviços, são outros quinhentos, assunto para outro post. Mas a Folha de São Paulo é um bom exemplo de como integrar ambos, meio que aos trancos e barrancos no começo, porém com uma postura muito legal agora. Adotou vários blogueiros de peso comunicando à certos nichos de audiência e têm neles um canal de interação mais espontâneo e rápido com seus leitores. Hoje, a globo.com também faz isso. Afinal, se não se pode abrir mão do tradicional, integrar essas novas ferramentas no seu mix de serviços é uma ótima solução para quem não quer ver o castelo ruir por completo. Utilize de forma diferente, mas nunca bata de frente, principalmente quando, por exemplo, 1/3 da população européia já deixou de comprar um produto por que leu em um blog que ele era ruim. Aqui, somos quase 50 milhões de internautas e aproximadamente 6 milhões de blogueiros. Vai encarar, “mermão”?

É impossível, numa blogdiversidade tão grande não haver muita porcaria sem sentido. Mas também é muito difícil não ter opinião de qualidade, relevância e inteligência. E quem faz essa seleção “natural” é o próprio leitor, a própria audiência.

Trazendo o papo aqui para perto, o pior é que com esse tapa na cara do Estadão, o filme dos bogs vai queimar junto aos anunciantes menos antenados. Minha pesquisa para a monografia medirá essa tendência melhor, mas não duvido - porque já senti na prática, também - que com mais essa besteira dita sobre os blogs, os clientes se afastarão ainda mais dessa nova ferramenta tão fascinante, perdendo uma grande oportunidade de comunicar e ganhar dinheiro.

Entre mortos e feridos, vamos aguardar como terminará essa história toda. Se é que ela terá um fim..

PS: Não linkei o Estadão de propósito. Eles não querem que um macaco recomende o site deles para alguém, não é mesmo?

terça-feira, 7 de agosto de 2007

TALKABILITY

Momento puxação de saco. Este pequeno vídeo foi produzido pela Bullet, uma das agências que eu mais pago pau aqui pelas terras tupiniquins. Ele mostra o posicionamento da agência frente ao mercado e a atitude ousada na forma de trabalho. Já indiquei os podcasts e o blog deles aqui uma vez, e pelo visto, vou ter de continuar fazendo. O tal do talkability - objetivo eterno em todas as campanhas que eles criam - combina muito com as teorias de marketing de guerrilha.

Preciso dizer mais?

update: Vale a pena assistir este outro vídeo produzido pela agência também. Peço desculpas, mas não tá rolando de “embedar” o filme sem cagar o layout.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

MEDO DA INVASÃO

A história é velha, mas vale para um momento de reflexão. Durante muito tempo a publicidade trabalhou somente com os anúncios em revistas, jornais e os reclames nas rádios e na televisão. Até que um belo dia a concorrência explodiu e a oferta de serviços e produtos aumentou absurdamente. Então os homens de marketing tiveram de começar a ir atrás do consumidor e não pediam por favor: entupiram a cidade de outdoors, os parabrisas de folhetos, a tv de propagandas e os portais de banners.

Hoje, essa invasão até nos passa desapercebida. O intervalo comercial no meio do nosso programa favorito, por exemplo, já nos é um apurrinhamento esperado. É um interrupção, um solavanco, mas que com o poder que hoje temos (um viva ao controle remoto!), podemos passar à frente sem grandes preocupações. Caso contrário, a propaganda tradicional é como um barulho qualquer, repetitivo e constante, que com o tempo você acaba se acostumando. Mais da metade da revista Veja é propaganda? Tudo bem, porque para mim é igual aquele mosquito chato durante uma noite de sono. Está ali, mas você acaba subelevando.

É por isso que nas discussões de bar, quando me perguntam sobre o marketing de guerrilha, a primeira coisa que eu sempre digo é. “A propaganda tradicional está morta”. E o ser humano comum está dando conta do corpo, cimentando os pés do comercial chato, massivo e que não lhe interessa. Meio Oliviero Toscani, eu sei, mas faz parte do meu lado fatalista.

Antes de me cruficificarem, estou convicto de que mídia “nova” não mata mídia “velha”. Mas a invasão já não é mais uma questão de ordem. Buscar a relevância criativa é mais que importante para quem quer firmar uma marca. O que funciona melhor, um folheto vendendo pizzas colocado no parabrisa do seu carro, ou uma ação como esta? O que gerará uma conversa legal na mesa de jantar com a família ou lhe abrirá o apetite na hora de ver aquele DVD bacana com sua a namorada? Tecla sap para os profissionais: Qual ROI será o mais interessante para os negócios do seu cliente?

Antigamente dizia-se que um VT matador era aquele que emocionava ou fazia rir. Hoje e sempre vai valer o mesmo: ser criativo e tocar o receptor. Isso não nasceu com Jay Conral Levinson ou Al Ries. Mas parece que os fantasmas e os prêmios nos desviaram um pouco do rumo, além de estarmos deixando de lado uma importante mudança: o cara que está do outro lado. Será que ele realmente quer assistir esse comercial agora? A propaganda boa do amanhã, na minha opinião, será aquela que integra um público-alvo altamente segmentado à uma mídia/mensagem (o meio é a mensagem, lembram?) relevante, incentivando-o a passar a mensagem à frente. Numa visão hippie sessentista, é abrir os braços do target com algo que realmente lhe interessa naquele momento, e esperar que ele espalhe esse amor aos quatro cantos do mundo, abraçando as pessoas contando as boas novas*.

Com tanto amor e sentimento (tsc), acho que poderemos excluir de vez a palavra “invasão” do dicionário marketinguês.

Chegar mostrando as garras enquanto ele assiste ao seu futebol no sábado a tarde, para mim, tem um quê de abdução alienígina. Tecla sap para os profissionais: É jogar a verba no lixo. Do blogueiro que escreve diariamente ao cidadão hommer simpson que tem o poder do controle remoto, hoje são eles quem mandam, cada um da sua maneira. E o que eles querem, assim como todo mundo, é apenas viver bons momentos.

* Prometo pensar num exemplo melhor.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

QUE RUFEM OS TAMBORES

Estes são meus últimos dias de descanso. Pensando além, também é meu último final de semana de férias como estudante, antes de me formar publicitário. A partir de segunda-feira começam as aulas e eu já tenho que me apressar para conseguir um orientador. Meu assunto requer um professor altamente atualizado, que tenha um pé no mercado e uma considerável inclinação para o marketing. Não é fácil, e já nos primeiros dias começa a correria dos formandos atrás do melhor orientador. Quem não se dá bem agora, diz a lenda, se dá mal durante o semestre.

Pretendo mandar meu pré-projeto para três professores, que considero os mais aptos a me ajudar no processo. Mais adiante coloco o perfil deles por aqui. Quero sentir o interesse de cada um em me orientar, tentar captar neles algum pingo de motivação pelo tema. Minha escolha vai se basear mais no sentimento do que na razão.

É agora que o negócio vai começar a pegar fogo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

POBRE, MAS LIMPINHO

A joana (namorada habituê nos comentários e nas discussões de boteco), enviou-me um material muito bom sobre boataria e buzz positivo/negativo. O pdf vem de uma empresa especializada em pesquisas mercadológicas nas classes C e D. Legal, não é? Isso só prova o interesse cada vez maior das empresas nas pessoas menos abastadas, mas que com a expansão do crédito e o aumento da renda, conquistam maior poder de compra.

O enfoque da matéria é nas vendedoras de porta em porta, estilo Natura e Avon, amigas e conselheiras da dona de casa. Mas não deixa de provar que o marketing de guerrilha, com as suas ações que visam o boca-a-boca, mais que funcionam offline, não importa o target. É o poder da influência da vizinha, do amigo, do parente, da cumadre… Basta focar bem os esforços e promover um barulho legal e relevante para determinado público, tentando sempre atingir os abelhas (aquele cara que entope a sua caixa de entrada com os vídeos mais engraçados).

O resultado é virar assunto por aí. Quer mídia mais barata (e guerrilheira) que essa?