terça-feira, 21 de agosto de 2007

COMISSÃO GANHA PÃO

Numa troca de e-mail para lá de entusiasmada, Marcel Mainere - estudante de publicidade da ESPM-RS - e eu discutimos sobre como uma agência especializada em guerrilha, buzz, viral e etc ganha dinheiro de verdade, já que os comissionamentos de veiculação inexistem e o foco dos esforços é sempre no preço mínimo. O assunto era ex-futuro tema de TCC do cara e acabou nos levando para o obscuro mundo das agências que sobrevivem de BV, chutam para longe o valor da criação (não confunda com “chutam para o alto”) e estão cagando e andando para o planejamento estratégico de comunicação, quem dirá planejamento de marketing da empresa. Mesmo Porto Alegre sendo várias vezes maior que Blumenau, parece que as coisas não mudam muito e o que impera aqui e acolá são as Fabriquetas de Anúncios. Mercado grande ou pequeno, os vícios acabam sendo sempre os mesmos.

Para corroborar a nossa discussão, a Joana me enviou esta nota do M&M (para cadastrados) hoje pela manhã. Além de ser uma puta notícia para o mercado nacional e de a matéria citar duas agências de guerrilha como as mais importantes do novo cenário de comunicação mundial (TAXI e Strawberry Frog), lá pelas tantas Melbourne Chris Clarke cutuca as concorrentes na sua forma de atender a clientela e declara que para ele não há melhor remuneração do que a baseada nos resultados. Culhões em excesso? Papo furado? Bom, diga isso para o presidente de uma agência que pretende faturar em 2007 nada mais nada menos que 1 bilhão de doletas (vou repetir, US$ 1 bilhão) , com somente 5 anos de existência.

Aproveitando o pretexto, linko este post do LáFora, que comenta uma pesquisa realizada na gringa sobre a satisfação dos clientes com as suas respectivas agências de propaganda - algo muito parecido com o que vou fazer com meu TCC. O blog questiona se no Brasil as coisas não são assim também… e eu pergunto: em Blumenau? como anda a satisfação do nossos clientes?

Conclusões? Melhor não tê-las ainda. Prestes a ficar desempregado, não quero correr o risco dos olhares atravessados dos donos de agências por aqui.

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