quarta-feira, 29 de agosto de 2007

TOMANDO RUMO

Entrei de cabeça na dica da gica: se eu ficar esperando pelo orientador da minha vida, o bonde acaba passando e fica mais difícil correr atrás depois. Um bom TCC depende muito mais do acadêmico do que do orientador. O esforço subeleva qualquer dificuldade, falta de visão ou pouca simpatia com o tema do professor.

Com isso em mente, na segunda tive meu primeiro encontro com a minha nova orientadora. Sim, agora está verbalmente acordado. Falta só eu alterar alguns detalhes no meu pré-projeto, pegar o seu autografo e enviar para o Coordenador de TCCs. Aí então terei oficialmente alguém para me “ajudar” durante o que resta de semestre. E daí para frente, como diz meu futuro ex-chefe, é “pau na cara!”.

Gostei muito das dicas que ela me deu. Ela pega bastante no pé quanto a metodologia. Legal. Também está por dentro do tema (muito mais do que eu supunha) e por enquanto parece-me que vamos percorrer um caminho muito parecido com o que eu havia me proposto: Conceitualizar o marketing de guerrilha, o seu surgimento, o porque do seu uso nos dias de hoje, comentar segmentação de mercado e consumidor moderno, como trabalham as agências especializadas hoje em dia e finalmente medir o conhecimento e a tendência (ou não, né?) do uso do dito cujo pelos pequenos empresários. Ufa!

Só vou diminuir um pouco meu campo de pesquisa (serão 3 ou 4 pequenas e médias empresas) e incluir uma “entrevista” com algumas agências especializadas em guerrilha. Também quero ouvir um profissional de promo aqui da região, o que será adiantado já na Semana da Comunicação.

Ao ler os livros mais antigos e comparando com o modo de atuação que as agências utilizam hoje, tenho percebido que existe uma guerrilha old school, a mencionada por Al Ries e descrita por Jay C. Levinson, baseada em processos de dentro da empresa e pequenas ações de comunicação; e a guerrilha das agências, que se sustenta sim nessa da década de oitenta em seus conceitos básicos, mas que possui no seu arsenal uma gama de ferramentas ousadas, criativas e interativas, utilizadas on line e off line. Mas isso eu só posso confirmar com quem batalha na área a mais tempo, já que inexiste literatura sobre o assunto. Por isso essa consulta direta na fonte: as agências especializadas.

Apesar da pesquisa ser, na teoria, a parte mais difícil, estou ansioso para ouvir todos eles, empresários, publicitários e guerrilheiros. É uma vontade de pré-adolescente de chegar logo nos finalmentes, na conclusão. Vamos que vamos!

*PS.: Ontem, dando uma folhada no TCC da gica, percebi que meu nome consta nos agradecimentos. Não sei bem ao certo o motivo, mas… Que honra! Agradecido.

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