Das ferramentas de marketing de guerrilha, a que eu menos domino os conceitos e a sua aplicação é a emboscada, ou o ambush marketing. É um terreno bem nebuloso para mim, devo confessar. Nos exemplos que são dados nos blogs de publicidade e nas descrições das ferramentas nos sites das agências especializadas, não há uma unidade que explique de forma clara e concisa o que é realmente a emboscada. No wikipedia, por exemplo, temos que:
Ambush marketing occurs when a brand pays to become the official sponsor of an event and another brand tries to connect itself to the same event, without paying the sponsorship fee and without breaking any laws.
Mas por várias vezes me deparei com certas ações que para mim tem cheiro de emboscada, tem gosto de emboscada, só que talvez não possam ser caracterizadas assim pelo simples fato de não envolverem uma feira ou um evento patrocinado por alguém. O blog de guerrilha já “tagueou” uma ação da própria Espalhe que não envolvia um evento como uma ação deste tipo. Além disso, temos este ótimo exemplo, que na minha opinião, é uma puta ação de ambush marketing, viralizando, gerando buzz e transbordando criatividade e ousadia.
Nos sites da Espalhe, Salem e Tropa - agências referência em guerrilha para mim no Brasil -, os conceitos são um pouco distintos e podemos ver que cada uma usa a ferramenta de uma forma muito individual. A Espalhe, por exemplo, limita um pouco, já a Tropa utiliza-se do conceito de uma forma mais abrangente. No final das contas, permanece a dúvida: afinal, o que realmente caracteriza a emboscada?
E o pior é que bibliografia sobre o assunto inexiste, o que deixa uma margem bem grande para o erro quando for a hora de escrever sobre as ferramentas de guerrilha para o meu TCC.
Independentemente da execução ser ou não limitada à eventos ou feiras, a ética é algo que teoricamente caminha numa corda bamba. Mas acredito que aqui cabe a mesma questão da propaganda invasiva: a criatividade, a simpatia e bom gosto podem salvar qualquer ação de emboscada do limbo.
Concluindo, a base do conceito eu possuo, falta apenas um ponto final mais claro e esclarecedor. Assim, na hora de exemplificar, conceitualizar e explicar para a banca examinadora, eu não corro o risco de não conseguir conter a bexiga, num ataque de nervos e pavor.


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