domingo, 17 de agosto de 2008

Kommbo/A

Sigo a série de postagens sobre o que rolou e tem rolado no após da minha monografia.

No dia 22 de março de 2008, aconteceu em Blumenau-SC o Kommbo/A. O próprio se define:
Kommbo é o que fica quando se mistura kommunikation e combo. Um mix do que há de mais recente em comunicação, web, novos meios e tendências. Os painelistas do Kommbo têm um monte de coisas interessantes pra falar e querem saber a sua opinião. Se você estiver em Blumenau neste sábado, participe. Repensar as coisas é sempre bom. E conversar bebendo a mais autêntica cerveja da cidade também.
Falaram aos aproximadamente 40 participantes Gica Trierweiler (Comércio, consumidor e conteúdo), Juliana Maria da Silva (Blogs e Blogueiros Profissionais), Tiago Jaime Machado (SEO: Otimizando websites), Rafael Ziggy (Marketing Viral e Social Media) e eu, sobre Marketing de Guerrilha.

Fiz uma apresentação baseada no meu TCC, menos carregada na teoria e recheada de exemplos, cases e mais algumas outras elocubrações sobre o futuro da guerrilha. A apresentação foi disponibilizada para quem quiser dar uma olhada.

terça-feira, 10 de junho de 2008

THE REVOLUTION WILL NOT BE TELEVISED

Quando comecei meu TCC eu poderia não ter um foco definido, um orientador ou uma linha de pesquisa firme. Prova disso são os vários posts que vocês lêem abaixo, dramatizando esta história bonita que foi este blog um dia. Mas a frase que adornaria as primeiras páginas deste blog nunca foram quesitonadas:
"A revolução não passará pela TV".
Afinal, ela define muito densamento daquele que se aventura pelo marketing de guerrilha através de suas ferramentas.

O problema é que eu nunca soube dizer quem exatamente era o autor de tal profecia apocalíptica. E sabe como é, uma frase sem autor perde totalmente o crivo e a autenticidade. Fica faltando aquele sal.

Eis que num breve comentário no PDF do meu TCC postado no Scribd, um solidário ser humano acabou com aquela pulga atrás da orelha que perdura desde junho de 2007, quando comecei a elaborar minha monografia.

A frase é "The Revolution Will Not Be Televised". Traduzindo: "A revolução não será televisionada". É de autoria do poeta e músico americano Gil Scott-Heron. Segue o vídeo.



Agora vai, galera!

TCC DE GUERRILHA PARA DOWNLOAD

Algo que sempre prometi, desde que digitei a última palavra do meu TCC e fechei o arquivo em PDF para a impressão, foi disponibilizá-lo online para download. Eis que agora, nesta nova "fase" posso redimir-me e colocar o conteúdo da minha monografia para essa rede grande de Deus. Aproveitar-me-ei do Scribd, rede social de compartilhamento deste tipo de arquivo. Lá vai:

quarta-feira, 4 de junho de 2008

APRESENTAÇÃO TCC DE GUERRILHA

Ao terminar minha monografia, só queria saber era de descansar e dar um jeito na minha vida - que ficou totalmente bagunçada por causa da dita cuja. Não tive tempo de subir a apresentação da mesma. Aproveitando o encejo, disponibilizo aqui a ppt no Slidshare. Espero que já não tenha se desatualizado. Faça bom proveito!

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Depois de vários meses, de um domínio perdido - cujo eu não sinto a mínima falta - e de muitas mudanças na minha vida, volto a escrever. Não é o mesmo lugar e os posts não são os mesmos. Tive de fazer um trabalho de repostagem maluco, tendo perdido comentários, imagens, podcasts e alguns trechos dos textos. Mas mesmo assim, muito do conteúdo e da minha saga ainda está nas próximas linhas.

Não pretendo voltar com toda a força a blogar aqui, afinal não tenho motivos para isso. Atualmente escrevo sobre Marketing de Guerrilha no SimViral e no Impacto Criativo, e organizar uma pauta legal para este blog seria quase impossível. Na maioria das vezes não tenho tempo nem de escrever nos supracitados!

Mas acho legal conservar este espaço para ir contando para quem ainda o lê - e para quem poderá vir a acessá-lo - o quanto meu trabalho de conclusão de curso e o TCC de Guerrilha me abriram portas e me ajudam até hoje. Talvez eu consiga inspirar alguém, talvez eu tenha alguma influência. Afinal 22 pessoas ainda assinam o RSS!

Enfim, este blog ainda poderá servir como um bom caderno de registros para as boas portas que minha monografia me abriu e ainda me abrirá.

Então, bem-vindo novamente!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

COLABORANDO NO SIM, VIRAL

Dando uma pausa nos comentários dos membros das bancas, aviso ao navegantes assíduos ou não que hoje fiz minha estréia como colaborador do Sim, Viral. Já firmado como um dos melhores blogs do tema (viral, dã!) na blogosfera, espero aparecer por lá de vez em quando comentando ações de guerrilha que possuem alto poder de se disseminar na rede.

Espero corresponder às expectativas! :)

sábado, 8 de dezembro de 2007

GUERRILHA ALÉM DA CRIATIVIDADE

Uma das colocações interessantes expostas pela minha banca foi de Fábio Schmitz, onde o profissional convidado sugeriu como adendo para meu roteiro de entrevistas perguntar para as agências como elas acreditam que vão ganhar dinheiro agora, à medida em que se propõe cada vez mais ações de guerrilha. Provocativa e pertinente.

De fato há um quê de contraditório em sempre sugerir ações de baixo custo, levando em consideração que uma agência precisa sobreviver, pagar funcionários, sustentar uma estrutura e arcar com os impostos, todo mês. Na SECOM deste ano, Fernando Rösing expôs o assunto, uma preocupação cada vez maior em estruturas grandes como a da agência Escala, de Porto Alegre. Muitos setores, muitos profissionais trabalhando nas diversas áreas da comunicação como promo, bellow the line, internet, etc, etc. Agências cada vez mais profissionalizadas e sendo geridas como empresas. Afinal, é possível sobreviver e prosperar no mercado sem comprar mídia ou apenas sugerindo ações baratas e diferenciadas aos clientes?

Não sei vocês, mas para mim contraditório é uma agência sobreviver das bonificações de produção e veiculação, fazendo com que o cliente gaste (ou “invista”?) mais e mais em mídia, para aí sim sustentar uma estrutura gorda de funcionários e setores.

Talvez não seja as respostas que o Fábio Schmitz e as agências procuram. Mas acho que junto com esses novos passos da comunicação, caminharemos para algo mais ou menos assim:

- Guerrilha, advergame, interatividade, mobile, blogs, promo, PDV… São muitos braços para se pensar. Talvez a eficiência resida em estruturas pequenas e enxutas responsáveis por alguns setores cujo as grandes agências tradicionais não conseguirão abraçar. Basta a gerência correta de todas essas mini empresas trabalhando cordenadamente em função de um objetivo comum.

- Reeducação do cliente e da agência, entendendo que é necessário sim cobrar a criação, tornando a empresa cada vez menos dependente das comissões e bonificações. Marcelo Vial comentou sobre isso no Yahoo! Big Idea Chair, ao afirmar que a Salem, quando propõe uma ação de guerrilha através do seu braço guerrilheiro, não se sente constrangida em cobrar a mais pela criação.

Posso estar errado, mas mesmo que a criação tenha um peso maior no orçamento, o fato de não haver a compra de mídia acaba desonerando consideravelmente a soma total lá no final, quando o cliente fecha as contas.

- Pensar e sugerir novos modelos de remuneração, talvez? Algo que englobasse os custos de se manter pessoas criativas pensando soluções interessantes, ao mesmo tempo em que viabilizasse a manutenção de uma estrutura física. Tudo relacionado sempre ao objetivos do cliente, afinal, ele sempre vai ser o “dono da verdade”.

Eu sou moleque ainda, eu sei. Mas essas são apenas algumas frases soltas que visam abrir e expandir um pouco a mente de todos. A questão é muito mais complexa do que possa parecer, e envolve também pesquisa de mercado, resultado de ações, planejamento e outros detalhes que interferem no resultado final do trabalho.

Fato é que o assunto está aí e é a hora. Muito se diz que com o advento da Web 2.0 temos de rever nossos conceitos de emissor, receptor e mensagem. Mas também precisamos ser um pouco mais práticos e tocar a consciência de que sem dinheiro não se faz nada hoje em dia. Está na hora de usar a criatividade não só nas ações, mas também em novos modelos de negócios sustentáveis, também na área da propaganda.

Afinal, qual é a ferramenta de trabalho de nós publicitários?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

TCC NOTA 10, PESSOAS NOTA 1000

Como já vinha aqui anunciando há dias, ontem aconteceu a tão esperada apresentação para a banca. Último passo desse projeto todo que durou mais ou menos seis meses. Como foi? Não poderia ser melhor. Apesar de esperar mais gente assistindo a apresentação, dos vícios e cacuetes que eu tenho ao falar em público e de um início que eu considerei trágico (as palavras não queriam sair da maneira correta da minha boca!), tudo correu muito bem.

Da banca, elogios que me deixaram cheios de mim, principalmente com relação a utilização deste blog. Engraçado porque, sem falsa modéstia, não esperava conseguir o que consegui com ele. Apenas alguns puxões de orelha que depois obviamente virarão posts do professor convidado (nota mental: não cutucar os entrevistados na análise, afinal é um trabalho acadêmico!), muito bem levados…

Mas entre mortos e feridos, entre gagueiras e ataques de nervos, para a minha surpresa, a banca decidiu por me dar um 10 pelo trabalho. E como esse trabalho teve muitas mãos ajudando, aqui vão alguns agradecimentos:

Família, sem dúvida, pelo apoio irrestrito.

Joana Dambrós, pelo suporte desde o início com o blog, com o TCC e com quase todos os passos que dei nesses últimos 2 anos. Aos amigos Marcos, pelas discussões acaloradas de boteco sobre web 2.0, novos negócios e empreendedorismo; e Tomio, pelos papos nos mesmos botecos sobre a vida.

Lorreine Beatrice, Carlos Daniel, Antônio André Sinkos, LadyShampoo, Marcelo Träsel, Gica (a Sra. Blogueira), Dani Martins e Marcel Maineri (do blog Adivertido) pela ajuda com materias sobre tudo o que envolvia o marketing de guerrilha e pelo debate sobre os variados assuntos. Às guerrilheiras que também estão fazendo seus TCCs sobre o assunto Ana Paula e Susan pela troca de experiência. Boa sorte a vocês!

Às agências Ativa (Dani, valeu os pauzinhos mexidos por aí), Brava, Callier, Digg (Joana, Lorreine e Gilson, valeu!), Seven (principalmente ao Fábio, por ter aceito ser membro da banca) e Free (ao Diego, em especial), que abriram as portas para as entrevistas. E meus parabéns pela vontade de inovar.

A minha mãe, novamente, pela ótima correção elogiada pela banca. Ao José Endoença, que se deu ao trabalho de ler todo o TCC numa madrugada para dar uma opinião acadêmica mais consistente. Também, obviamente, à minha orientadora, Professora Fernanda.

Aos blogueiros/blogs que comentam sobre guerrilha, publicidade, viral e afins: Rafael Ziggy (SimViral), Rafael Amaral (Sem Rótulo), Gustavo Fortes (Blog de Guerrilha), Neto (Talkability), Alex Luna (The worst kind thief), Marcel Maineri, novamente (Adivertido), Vanessa Ávila (50 a 50) pelos comentários e citações. Um agradecimento também a todos os outros que fizeram menção ao TCC de Guerrilha de alguma maneira em seus twitters, blogs e etc.

A todas as pessoas que assinaram o RSS, que acompanharam a saga de perto, e que de alguma maneira acharam interessante seguir os passos deste que vos escreve.

E é isso aí, minha gente.

Apesar de ainda ter alguns comentários para fazer sobre a monografia, pontos que a banca destacou, já vou me despedindo de vocês. Ainda não sei o que vou fazer com este blog, assim que espero opiniões nesses próximos dias…

Abraços e sucesso para todos nós. :)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

QUE GUERRILHEIRO É VOCÊ?

Enquanto preparo-me para a apresentação de logo mais, nada melhor que dar aquela relaxada. A apresentação está pronta, o que está escrito já não muda mais e agora é só enfrentar a banca, dando aquela relembrada nos tópicos mais importantes.

Então, nada melhor que colocar a leitura de feeds em dia, responder alguns e-mails e dar aquela navegada pelo YouTube.

Outra dica legal, para não ficar tão longe assim do marketing de guerrilha, é participar deste Quiz, bolado pela agência bahiana especializada em ações desse tipo, Vetora. São 15 perguntas que vertem sobre os conceitos da guerrilha e curiosidades sobre o mundo dos virais.

Eu acertei 13. E vocês?

Para muita gente que acha que viral é só vídeo no YouTube, este artigo do Wagner Martins menciona que segundo pesquisas, o conteúdo com maior propensão a tornar-se viral atualmente são esses joguinhos em Flash. Vídeos ficam em terceiro lugar apenas. Tá lá, na minha revisão de literatura.

Um molotov muito bem lançado pela agência Vetora. Vamos ver até onde chega.

Dica do Marcel, do blog Adivertido.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CHEGANDO A HORA

Enquanto ensaio aqui a minha apresentação para amanhã (quem quiser comparecer e matar este que vos escreve de vergonha, será às 20h, na FURB, bloco R, sala 312), como prometido, coloco para download a versão que foi para a banca da minha monografia. Lembro apenas que essa não é a versão final. Depois da apresentação, o texto ainda passará por correções e acertos, antes da publicação.

Como eu li e reli muitas vezes essas páginas todas, posso fazer um exame de consciência e dizer tranqüilamente que faltaram algumas coisinhas, culpa da falta de tempo e do volume de trabalho que me acometeu durante o processo.

O QUE FALTOU

- Fiquei devendo um capítulo sobre comunicação. Apesar do termo “marketing de guerrilha” e de existirem sim táticas guerrilheiras que envolvem todo o mix de marketing , a guerrilha atualmente é muito mais comunicação que marketing.

- “Nada sobre memes!?” Nada sobre memes. Mais uma vez: o tempo, o tempo… Mas lembrem-se que memes são fodas! E não esses que a gente vê circular pela blogosfera. Aqui eu falo dos memes roots, memes de sangue.

- Gostaria de ter desenvolvido melhor o uso da guerrilha na internet, tanto ao escrever sobre viral e blogs, como na menção das redes sociais virtuais como canais de distribuição de conteúdo. Fica para uma próxima.

- Independentemente da nota que eu tire amanhã, sempre vou ficar com uma pontinha de frustação de não ter feito a pesquisa que me havia proposto num primeiro momento. O fato de estudar a aplicação da guerrilha pelas empresas da cidade (e não pelas agências, como acabei fazendo) daria um peso maior para o trabalho, dando mais importância e relevância para o mercado publicitário local.

- Ficaram faltando algumas palavras também sobre esse mercado publicitário local. Mas quanto a isso tenho a consciência limpa: o único material que consegui sobre o assunto falava sobre a história das agências, num discurso muito meloso de amor próprio. Dados concretos, números precisos? Nada não. Parece que realmente somos moleques ainda.

Depois disso tudo, até parece que o trabalho ficou uma porcaria. Bom, leia, tire suas próprias conclusões e mande bala nos comentários.

Em breve os devidos agradecimentos a todos que participaram do blog, com as merecidas pompas e linkangens.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

NOTAS RÁPIDAS

Este blog, hospedado por um magnífico serviço, agora deu para sair do ar de vez em quando. De fato, o volume de acessos aumentou consideravelmente, mas junto à correria com os finalmentes da monografia, esses problemas têm me afastado um pouco daqui. Portanto, seguem algumas rapidinhas:

- Apresentação da banca marcada: terça-feira, dia 4 de dezembro.

- Depois de uma correria maluca atrás de um professor para compor a minha banca e da impossibilidade do Edson Scharf, o dito cujo foi escolhido: Dr. Beto, um dos professor que lá no começo almejava como orientador. Eia que agora nos reencontramos.

- Para os redatores e diretores de arte que, como eeste que vos escreve, pretendem entrar de cabeça nessa nova onda do mercado, seja trabalhando com planejamento, guerrilha, internet e mídias não convencionais, Alex Luna - colega de twitter - criou a comunidade Planedesigners, um espaço dedicado a discussão de como é possível voar por outros ares nesse mercado insano.

- Como resposta de um e-mail de elogios despretensiosos à Haka Multicomunicação, de Chapecó, Josué Zonta escreveu-me dizendo que já havia andado por aqui, para minha surpresa! Fiquei modestamente lisonjeado e já “vou estar remetendo” uns adesivos do TCC de Guerrilha ao pessoal do oeste catarinense. Meus parabéns pela proposta de trabalho diferenciado e me aguardem por essas bandas dentro em breve, afinal, minha namorada anda por aí frequentemente.

Agora, espero que as coisas aqui se estabilizem. Assim, à medida em que finalizo a apresentação para terça-feira, vou colocando os arquivos da mono para download.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

ESTÁ (QUASE) ACABANDO

Ver o fim chegando é algo de se arrepiar. Agora não há mais dúvidas, a minha monografia, motivo principal para a criação deste blog, está realmente terminada.

Para completar, seguindo uma sugestão da minha orientadora, um subcapítulo de 2 páginas e meia sobre este blog, incluindo algumas passagens que tornarão ainda mais inesquecível os 5 meses de trabalho árduo.

Como nem tudo é alegria, na última hora alguns imprevistos com a minha banca aconteceram. Acabei entregando os nomes que tinha em mente fora do prazo e um dos membros teve sua participação rejeitada. O profissional permanece, Fábio Schimitz, da agência Seven, escolha mantida desde as primeiras palavras escritas. Para acompanhá-lo, um dos professores mais temidos respeitados do curso de publicidade e propaganda e autor de livros como Administração na Propaganda: o doutor Edson Scharf. Na segunda-feira (mais tardar na terça), as quase 105 páginas estarão nas mãos deles. Isso é de arrepiar, acreditem.

Agora com toda a parte escrita concluída e corrigida, finalmente posso disponibilizar os arquivos para download. Para fazer algo mais “de gente”, vou colocando o trabalho no ar aos poucos, comentando cada parte em separado. É um belo de um exercício para a apresentação, com data ainda não definida.

A intenção é expandir as fronteiras da banca. Tirar o poder que só ela tem de ler o trabalho uma semana antes, tirar suas dúvidas no dia da apresentação e massacrar com críticas esse que vos escreve. Portanto, sintam-se a vontade para questionar, comentar e xingar tudo o que lerem.

Para mim, vale tudo nessa hora de preparação!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

SANDUÍCHE NATURAL, POST PAGO E SALADA DE FRUTAS GELADINHA

Definitivamente as agências “grandotas” passaram a olhar com outros olhos para os blogs, e deixaram aquele conceito de macaco-para-macaco num passado distante. É o que deixam às claras, ao menos.

Agora a nova onda do verão é anunciar em blogs! Viralizar (ou memeficar, com o perdão da palavra, Sr. Dawkins) é a nova ordem! Está aberta a temporada de pagamentos de posts!

Na minha opinião, é uma maneira que não deve ser descartada. É a que parece mais fácil, convenhamos. Mas é apenas uma das várias formas de se aproveitar dos blogs. Aliás, temos de lembrar que eles não foram criados para fins monetários, o que deixa claro os perigos de tal atitude por parte do “anuciante”. Assim sendo, vale dizer que blog não é ponto de outdoor ou anuncio de jornal. É mais barato e comunica melhor para determinados nichos, por su puesto, mas não pode ser simplesmente encarado como um veículo tradicional onde eu ligo, reservo espaço, pago e “mando a arte”. Por mais que o custo benefício seja, em alguns casos, muito interessante, quando se está prestes a pagar pelo post, imagino que o cuidado com a mensagem, o trato com o “fornecedor” e a atenção com a reação do público devem ser várias vezes redrobada.

Como muito bem constatado pelo Wagner Martins, é fato que a credibilidade do blogueiro diminui a cada post que o mesmo escreve sobre um assunto no qual ele está recebendo para isso. Não vou discutir se isso é errado ou não. Haveríamos de entrar em questões culturais enraigadas, aquelas que nos dizem que ganhar dinheiro com qualquer coisa que nos dá prazer é ruim. Fato é que veremos muita gente cair, derrapar e perder dindim com isso, dado o período de experimentação que o mercado ainda vive.
Eu continuo acreditando, como muito bem escrito, novamente, pelo Wagner Martins, na criatividade e na relevância, quando o objetivo é disseminar um conteúdo pela internet. Há de se encarar os blogueiros como pessoas que buscam pauta, assunto para espalhar aos seus leitores e interação com terceiros. Se o objetivo é viralizar uma mensagem, que então se ofereça as bases para isso, como a relevância, a simplicidade e alguma vantagem que faça o blogueiro escrever sobre o tema. E essa vantagem não precisa necessariamente envolver dinheiro ou presentes caros.

Consigo vislumbrar, num futuro nem muito distante nem muito próximo, as agências (aquelas, as dos macacos), todas reunidas reivindicando o fim do cartel entre os blogueiros, que num ato de união nunca visto na blogosfera, resolveram tabelar seus preços e jogá-los lá no alto.

Do outro lado da trincheira ouço os guerrilheiros em uníssono repetindo o bordão: não vou pagar pelo que posso conseguir de graça.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

GUERRILHA URBANA

Sim sim, esse é mais um post para reclamar sobre a falta de literatura sobre alguns tópicos inerentes ao marketing de guerrilha.

Aliás, como constatei na minha pesquisa, esse é um dos motivos que leva ao total desconhecimento por parte das agências aqui da região sobre as ferramentas do marketing de guerrilha. As “armas” acabam virando segredos quase escondidos, guardados nos sites das agências especializadas e em alguns blogs que falam sobre ações não convencionais. O marketing de guerrilha é assunto, mas acaba sendo discutido superficialmente na mídia especializada, o que gera uma confusão de conceitos com relação as ferramentas. Um exemplo disso, ao menos na minha pesquisa, é o viral.

A Ana Paula, moça rio grandense que também está nessa de fazer monografia sobre marketing de guerrilha, mandou um e-mail questionando sobre o que eu havia escrito sobre “ação ambiente”, que se formos vasculhar nos sites das agências especializadas, leva uma infinidade de nomes e explicações.

A Ana partiu do princípio da ação ambiente. Eu, da intervenção urbana. Ao me aprofundar no tema, através de dois textos excelentes que encontrei no Intercom (aqui e aqui), acabei percebendo um conceito que une o que as agências guerrilheiras chamam de arte de rua, performance, marketing de rua, ação ambiente, intervenção urbana, etc, etc e etc. Desta forma, aglutinei tudo num sub-tópico único que batizei de “guerrilha urbana” e conceituei a utilização de todas as ferramentas através desses artigos acadêmicos, batendo as informações com o que os sites das agências propõem. De fato, todo esse emaranhado de ferramentas se parecem muito, na abordagem surpreendente, na interação com a população e na tomada das ruas das cidades como palco para agir.

Meio colcha de retalhos, mas com embasamento teórico e conceituado. Afinal, quem não tem cão, caça com gato.

COSTAS QUENTES

Não basta ter milhões de blogs no seu leitor de feed. O importante é ser bem relacionado e possuir bons contatos. Veja bem a Joana, a colaboradora mor deste que vos escreve. A dita cuja está fazendo um TCC revolucionário ao estudar a gestão de marca e relacionamento com o consumidor através das redes sociais virtuais, ao mesmo tempo em que participa via blog da seleção para planejadora da JWT. Mesmo assim, ainda tira um tempo para me enviar umas matérias interessantes sobre guerrilha.

Novamente o texto vem do site Mundo do Marketing, numa entrevista muito interessante com San Ewen, CEO da Interference Unparelleled Guerilla and Alternative Marketing. Dentro de outras coisas, San comentou sobre como a sua agência de nome pomposo atua, além de destacar o planejamento e o resultado como focos fundamentais numa guerrilha de qualidade. Nada de ações criativânias e engraçadilsons que só publicitários gostam de ver. Tem que atingir o público e gerar uma ação, seja espalhar a mensagem ou gerar lembrança de marca.

Para constar, a Lorreine também enviou-me o link da matéria e também está participando da seleção da JWT. Um obrigado as duas, mais uma vez, e boa sorte!

Quanto ao TCC, estou finalizando-o aos poucos. Estive na Callier, para a última entrevista, e novamente o papo versou sobre diversos temas, incluindo obviamente a guerrilha. A intenção é terminá-lo até segunda-feira que vem, uma semana antes do deadline final colocado pela comissão de TCCs. Assim, essa audiência bonita e guerrilheira do blog terá o (des?)prazer de ler a minha monografia antes que todo mundo.

domingo, 11 de novembro de 2007

TOP 5

A elaboração de uma monografia, definitivamente, é algo cansa e faz suar. A revisão de literatura, por exemplo, requer do acadêmico uma disciplina e uma persistência que raramente são inerentes aos estudantes da faculdade. Não eram inerentes a mim, ao menos.

Ler, ler e ler. Escrever, escrever e escrever. E mesmo assim, naquele momento de pausa para avaliação, perceber que as horas de trabalham resultaram em apenas alguns poucos parágrafos que seu orientador fará questão de tirar. Mesmo quando se passou a fase da redigir sobre o tema de maneira mais abrangente e se foca de fato no assunto do TCC em questão, o processo de esculpir as frases cansa. E muito.

Legal mesmo é a parte da pesquisa e da análise. Como já disse aqui, estou sendo muito bem recebido pelas agências que visito (as últimas que não mencionei aqui foram a Free e a Ativa), e me falta apenas uma para conclui-la. É a parte que envolve mais criatividade e uma da poucas em que se pode usar um pouco do próprio cérebro para escrever algo. Já estou em fase adiantada do processo, nos finalmentes, poupando um tempo precioso que vai me servir na hora de colocar tudo na maldita metodologia.

Infelizmente não posso adiantar muita coisa da análise todavia. Ela está nas mãos da minha orientadora, junto com a introdução, os dois capítulos de revisão de literatura e a conclusão, e só volta na segunda-feira para mim. Mas posso já afirmar que, por exemplo, o discurso do que se trata o marketing de guerrilha está na ponta da lingua dos entrevistado. Agora, falta um conhecimento mais aprofundado das ferramentas. E como é só isso o que eu posso falar por enquanto, aqui vai um TOP 5 de melhores e piores frases que eu ouvi nas entrevistas, todas obviamente, relacionadas a minha revisão de literatura:

TOP 5 DE PIORES FRASES

- “O marketing de guerrilha não funciona sozinho.”

- “Viral é plantar notícias falsas na mídia tradicional.”

- “O marketing de guerrilha é muito caro no Brasil”

- “A internet não pode ser considerada quando for fazer guerrilha.”

- “Aplique em outdoor”, quando a questão era sobre quais eram as ferramentas da guerrilha conhecia.

TOP 5 MELHORES FRASES:

- “O consumidor atualmente está saturado de informações comerciais.”

- “Meu negócio é cara-a-cara, não tem VT não!”

- “O marketing de guerrilha pode ser um bom nicho para se atuar aqui em Blumenau.”

- “Aparecer de forma ousada num evento, mais que o patrocinador oficial”, entrevistado citando a emboscada como ferramenta de marketing de guerrilha.
- “Todas as ações diferenciadas de baixo custo que fazemos têm os objetivos alcançados.”

E nem adianta pedir para mencionar os donos das frases. Não farei nem no próprio TCC, quem dirá aqui. :)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

QUEM PROCURA ACHA

9 entre 10 estudantes que escolhem o marketing de guerrilha como tema para seu trabalho de conclusão de curso reclamam da falta de literatura sobre o assunto. Nove entre dez porque eu nao sou uma dessas pessoas. Arrogância? Presunção? Gostaria que fosse, afinal não quero levar um ferro por estar fazendo uma revisão de literatura fajuta e sem embasamento.

Ok, concordo. Há sim uma dificuldade em encontrar livros que falem sobre PR STUNT, por exemplo. Dou cinco adesvisos do tccdeguerrilha - os que eu estou guardando como recordação - para quem achar um livro que fale sobre emboscada! Não, não adianta procurar. Até porque esse é um fato que eu constatei na minha análise das pesqusias com as agências aqui da região, ao perceber que muitas delas sabem dizer bem floridamente o que se trata o marketing de guerrilha, mas desconhecem por completo as suas ferramentas. Isso prova que, mesmo o assunto estando em voga nas revistas especializadas por aí, quem dita as regras da melhor artilharia para se usar na guerrilha, hoje em dia, são as agências especializadas. Arte de rua e viral? Dentro! Second Life? Fora.

Análise a parte, o que não dá é para acomodar a bunda na cadeira e, sem nem se quer ter a decência de escrever no google “ambush marketing”, sair mandando e-mails para as pessoas escrevendo: “tenho um trabalho da facul (sic) sobre guerrilha para fazer. Dá para o tio escrever pra mim sobre o assunto?”

Por isso, aos que acessam o blog atrás de informações relevantes para os seus respectivos TCCs, como a Ana Paula e a Susan, por exemplo, aqui vão alguns artigos legais que achei, altamente qualificados para constarem numa revisão de literatura. Para mim, ao menos, foram úteis.

Aliás, meu deadline se aproxima. Dia 23 as três cópias do meu trabalho impresso devem estar na mesa da minha orientadora, apesar de querer deixar tudo pronto até esta quinta-feira. Não esqueci que tenho que disponibilizar tudo para download, só quero deixar nos trinques para colocar no ar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

OUTDOOR: A MÍDIA QUE (TALVEZ) FUNCIONA!

Sei da minha fama de xiita contra as mídias tradicionais. Mas acho que algumas pessoas super-dimensionam o que eu falo. Aliás, quando a Nike, que investia 70% do seu budget em TV, realoca boa parte disso para as ditas no-medias e 10 anos depois, permanece com apenas 30% desse mesmo budget na televisão, eu deixo de ser um porta-voz maluco de algo sem sentido. Até mesmo pelas pesquisas que venho fazendo com as agências, essa é uma realidade latente num mercado local, tradicional e “recalcado”. “Saturação da mensagem publicitária”, “atingir pessoalmente e de forma interativa o consumidor” e “… Gerar boca-a-boca e mídia espontânea” são frases que soam como doces cantigas no meu ouvido, ainda mais quando cantadas pelos donos/planejadores das agências (ok, isso soou um pouco boiola, mas deixa estar)

Agora, se os clientes da região estão preparados e atentos à isso… já são outros 500. Na verdade, tendo isso em mente, nunca me opus escandalosamente contra a mídia tradicional. Apesar de todas as mudanças e de todo o blablablá que eu adoro, ainda há muito espaço para o outdoor, a revista, a rádio, o jornal e a televisão. Simplesmente porque para uma cultura mercadológica ainda viciada na massificação, isso funciona. Tanto sou um ativista meio frouxo das novas mídias, internet, guerrilha e tudo mais, que posicionei-me, quando aconteceu aquela polêmica toda com o Estadão, da maneira mais imparcial possível (não muito que eu também não sou mulher de malandro). Novamente, mídia não mata mídia.

Certo, o terreno está preparado. Agora vamos ao que interessa…

Circulou semanas atrás um outdoor aí pela cidade, que faz parte de uma pesquisa de um trabalho de conclusão de curso. Eu não vou detalhar toooooda a história, mas caso você queira saber mais, aqui está. O que eu acho desse papo todo? Hm… nhé!

Para mim, a pesquisa é falha e isso independe da minha posição quanto ao uso de mídias tradicionais ou não, muito menos ao fato de eu estar fazendo um TCC sobre marketing de guerrilha. A mensagem utilizada para avaliação de impacto em nada combina com a mensagem publicitária, feita para informar sobre um determinado produto ou serviço. Ela cria bafafá pelo bafafá, e não necessariamente comprova que a mídia é eficiente para utilização publicitária.

Talvez a pesquisa comprove que colada nele uma frase sem nexo, o outdoor chame a atenção. Ou talvez prove a eficiência de um teaser, que geralmente são executados dessa forma, como na pesquisa, e pensados com essa áurea de mistério… Opa! Espera aí! Adequando um pouco mais a “mensagem” a um cliente ousado e conseguindo todas essas placas numa permuta bacana… Sim! Isso é quase propaganda de guerrilha! Ou seja, a pesquisa comprova que propaganda de guerrilha funciona! Não estava usando esta ferramenta no meu TCC, mas agora…

Falando sério, não acredito que isso vá mudar alguma coisa na escolha da mídia ou não, tanto para aqueles que “gostam” do outdoor ou “não gostam”. Duvido que algum profissional do mercado se fie nessa pesquisa, a não ser quando for para oferecer aquele valor camarada na criação e garantir um comissãozinha “gente buena”. Aí, fanfarrão, vale colocar aplique, impressão em policromia e tudo que tem direito! Tem que pedir um “compreto”!

Outra coisinha: quem trabalha em agência sabe. Apresentar para um cliente um outdoor sem o seu logotipo e sem, no mínimo, um telefone para contato é pedir para perder a conta. O atendimento nem sai com o layout em baixo do braço para apresentar. É faca na caveira.

Espero sim, ansioso, por uma pesquisa que comprove a eficiência do outdoor. Adoro ter argumentos de sobra para debater com aqueles que, novamente, super dimensionam o meu fanatismo, que nem é tão grande assim. Mas por enquanto, pelo que foi mostrado até agora… *som de game over* não foi dessa vez.

PS.: Este post, assim como todos deste blog, não foi escrito enquanto me vestia de rancor ou qualquer sentimento negativo. São palavras provenientes de opiniões antigas, que alimento cada vez mais, com variadas referências e dados. Sinceramente, espero que a responsável pela pesquisa se dê muito bem na vida, “tanto no pessoal como no profissional”. Que a sua metodologia de pesquisa esteja corretíssima e que ela se forme com louvor. Afinal, fazer monografia é um castigo que eu não desejo nem para meu pior inimigo.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

CAPÍTULO 1, FINITO!

Então é isso amigos da rede globo. Estou nos finalmentes da revisão de literatura, o capítulo 1 já foi-se e tenho que adicionar apenas alguns detalhes ao capítulo 2. Agora vou entrar de cabeça nas análises das pesquisas e por isso, deixando um pouco de lado o espírito diarinho que este blog vai incorporar nos próximos posts, volto a falar de coisas que realmente interessam. E não so para aquelas dezenas de pessoas que entraram em contato comigo falando estar fazendo TCCs sobre Marketing de Guerrilha, mas para todos que gostam de expandir horizontes no assunto. Leituras!

Só lembro que não existe regra para uma revisão de literatura cumpridora. Eu estou fazendo do meu jeito, você pode fazer de outro. Aliás, quem disse que meu jeito é o certo? Vamos ver lá por meados de dezembro, quando apresentar para a banca.

Como o primeiro capítulo já foi aprovado pela minha orientadora e eu não altero mais nem por decreto, aqui vai a lista de livros que usei neste primeiro capítulo. Assim que possível coloco essa primeira parte para download. Só para matéria de informação, ele caminha pelo seguinte escopo (esses sim, ainda podem sofrer alterações): 1. Marketing, 1.1 Criando Valor e Atendendo Necessidades, 1.2 Composto de Marketing, 2.3 Segmentação de mercado, 2.4 Nichos de Mercado.

Segue os livros:

Administração em Marketing, Philip Kotler e Kevin Lane Keller, 2006

Marketing Básico – Uma visão Gerencial, Jerome McCarthy, 1978

Marketing Essencial, Jerome McCarthy, 1997

Administração de Marketing Brasil, Marcos Cobra, 2003

A Vaca Roxa, Seth Godin, 2003

Pesquisa de Marketing, Fauze Najib Mattar, 1996

Marketing para o Século XXI, Philip Kotler, 1999

Comunicação em Marketing, J. B. Pinho, 1988

Segmentação de Mercado, Art Weinstein, 1995

Planejamento de Marketing – Guia de Processos e Aplicações Práticas, Robert Stevens, Loudon, Wren Warren, 2001

Estratégia de Marketing e Posicionamento Competitivo, Graham J. Hooley, Johns A. Saunders e Nigel F. Piercy, 2001

A Cauda Longa – Do mercado de Massa para o Mercado de Nicho, Chris Anderson, 2006

Surfando nas Ondas do Mercado, Raimar Richers, 1996

Sinta-se a vontade para adicionar qualquer obra à lista, na janela de comentários. Vou ficar na tentação de somar na minha monografia sua sugestão, mas… sem condições de tocar nela mais. Preciso correr e para frente e logo logo, se tudo der certo, coloco a lista do segundo capítulo, aí sim sobre Marketing de Guerrilha, por aqui.

Como não sou um cara muito paciente, não vou linkar todos os livros. Mas para quem quiser procurar e comprar os livros pelo submarino, fique a vontade. Caso você não saiba, a cada compra feita pelo meu link no submarino, eu ganho uma porcentagem da venda… Mas decidi que 70% da grana que eu ganhar através do link será revertido a uma boa causa: Comprarei livros sobre o marketing de guerrilha, web2.0, internet, redes sociais virtuais, etc e “esquecerei” - depois de lê-los, claro - em alguns lugares por aí, participando do bookcrossing iniciado pela Espalhe (para quem não sabe, primeira agencia especializada em guerrilha no país) para divulgar o livro “A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial” de Cristina Castellar.

É o tccdeguerrilha em favor da disseminação da sabedoria guerrilheira!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

SEM VASSOURA ATRÁS DA PORTA

Além de correr com a minha revisão de literatura, estou aproveitando o tempo livre vespertino (escrever até altas hora da madrugada mantém a parte matutina do dia ocupada, vocês devem imaginar com o que) para fazer minhas visitinhas às agências que comporão a minha análise e responderão a minha pergunta: as agências tem um dengo por algumas ferramentas do marketing de guerrilha ou não?

Algo que tinha em mente quando mudei de foco, fugindo da frustrada tentativa de ir atrás dos empresários desta pacata cidade, era que com as agências realmente seria algo mais fácil. Sempre um passo a frente do cliente, o interesse pelo tema seria maior e não haveria dificuldades de se conseguir as respostas que tanto preciso.

Só não pensei que seria tão fácil! Alguns e-mails, telefonemas… 5 horas depois já tinha hora marcada com cinco agências! Em três delas já me fiz presente com meus gravadores e minha folha com as perguntas. E diga-se de passagem, fui muito bem recebido.

- Seven: Pessoal altamente profissional e solicito com as questões acadêmicas. Dizem as más (e boas?) línguas que dali sairá um membro para a minha banca…

- Digg: Nota 10 no quesito “material humano” e ações interessantíssimas. Agência onde a Joana, companheira de desbravadores e fiel leitora deste blog, trabalha como planejadora.

- Brava: Quase uma hora de papo solto e livre sobre mercado, profissionalismo, comportamentos e boa propaganda. Formalidades mandadas às cucuias. Ah! Obviamente também falamos de guerrilha, por su puesto!

Apesar de estar coçando os dedos para fazer longas análises num linguajar nada acadêmico por aqui, ainda tenho que ficar no banho maria e guardar tudo para o meu TCC. Faltam algumas agências para visitar essa semana e já estão agendadas a Free e a Ativa (um obrigado especial a dani, que arranjou todos esquemas com o pessoal da lá). Na primeira já me prometeram cafezinho e bolacha. Vou só esperar!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

VOTO DE POBREZA PARA VIRAR SANTO

No meu ver, a blogosfera tem praticado algo maravilhoso que se chama auto-regulamentação. Não é imposto por uma associação, junta, cooperativa, nem nada. É fruto apenas do direito de resposta que não é dado, é simplesmente adquirido. Basta, teoricamente, ter um blog. Percebo que a pluralidade de milhões de opiniões acaba sempre por equilibrar a balança de pensamentos e posições. Quando abro meu reader e vejo de um lado o pessoal que ganha “dinheiros” com blogs defendendo (e se defendendo) a monetização e uma outra parte que abomina lucrar com isso atacando essa prática, respiro sossegado, como publicitário. Dá tranqüilamente para dizer que a ferramenta tem bastante para crescer e amadurecer e que as agências e as empresas ainda podem aprender muito com esses meus colegas.

Saindo um pouco da elite blogueira brasileira, tento encarar o pensamento dos blogueiros “amadores”, aqueles que ainda não acreditam, ou não querem acreditar, ser possível ganhar dinheiro com seu diário virtual, tanto por falta de conhecimento como por falta de audiência. Aqueles que não são alvos das pré-estréias, dos produtos em primeira mão, dos comis e bebis, etc.

Deve ser bem parecido com o que eu penso, e que mais ou menos já foi dito também pela Juliana (post do dia 28 de junho, sem link direto). Raramente escrevo sobre produtos aqui, apenas sobre os livros que estou usando na minha monografia, e que na tentativa de tirar um troco honesto, são linkados através do programa de afiliados, no Submarino. Mas nunca, por exemplo, falaria sobre marcas de lentes de contato. E isso que eu uso óculos! O tema que me propus à blogar não favorece esse tipo de post. Mas não seguro a língua para falar das agências de publicidade da região, por exemplo. Se a minha opinião importa? Bom, depois do boom blogdeguerrilha, os acessos aumentaram consideravelmente e meus assinantes de RSS triplicaram (é anti-ético na blogosfera também falar dos seus próprios números? Isso soa como jabá? Ah, como diz o Cardoso: FODA-SE!)… logo diria que para minha audiência, sim. Agora se o que o “meu” público pensa é relevante de alguma forma para as agências, daí eu já não sei…

É por isso que corporativamente o melhor a fazer sempre é ficar de olho na internet, nos blogs, no orkut, sobre o que as pessoas falam de determinados produtos. Essa onda de purificação, esterilização e endeusamento dos blogs ainda está longe de acontecer (ufa!). Há ainda muita gente sensata na rede (como o Carlos Cardoso, talvez), que mesmo ganhando dinheiro com seu blog, não entrou, como ele explica, na neurose de escrever ou não escrever sobre determinados produtos, com medo de parecer um porco capitalista jabazento.

Credibilidade é diferente de omissão. Quem se omite sobre qualquer assunto, para mim, perde credibilidade. Se rende post, por que não escrever, oras bolas?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

APONTANDO PARA OUTRO LADO

Como prometido, aqui estou novamente, mais enrolado que [insira aqui um dito popular que brinque metaforicamente com a situação de uma pessoa que tem muito o que fazer, porém pouco tempo], correndo atrás do meu TCC. Mas agora é dedicação é full time e estou engraxando as grenagens novamente. Agora vai.

Como já adiantei mas não expliquei, mudei um pouco o foco da minha pesquisa. O fato é que transpondo-me para um passado não muito distante, lembro-me de um e-mail que enviei para a Dani, em que comentava que infelizmente algo me dizia que a minha pesquisa com os empresários só me faria perceber que a guerrilha realmente (ainda!) não tem cabida aqui por essas bandas.

Tive essa experiência na carne, ao ligar para várias empresas da região pedindo um breve momento na semana para realizar minha pesquisa. Sempre ao adiantar o assunto da entrevista, vinha a maiúscula interrogação exclamativa, ou exclamação interrogativa:

Marketing de guerrilha!?!?!?!?!

Depois de muitas negativas, um bolo e nenhuma entrevista, sai o “na visão do pequeno e médio empresário de Blumenau” e entra “(…) na visão da agências de propaganda de Blumenau”. O objetivo é não perder tempo. Acredito que os profissionais dentro das agências estejam um pouco mais atualizados e pelo menos conheçam o termo, mesmo sabendo que algumas perguntas específicas do roteiro de entrevistas terão respostas completamente malucas.

Além de me fazer mudar o foco da minha monografia, essa questão toda verte muito sobre o que fazer após a minha tão sonhada, suada e almejada formatura. Ficar por aqui e voltar a medíocre (na forma com que eu o executo, nada contra a nobre função) profissão de diretor de arte ou meter a cara, partir para um grande centro onde se pratique esse tipo de comunicação e alçar vôos maiores nesta área específica?

[egotrip] Caso você trabalhe em uma agência de guerrilha, interativa, de viral ou de análise de tendências , fica aqui a deixa: estou desempregado e destemido, pronto para ir embora logo após abril de 2008. Meu e-mail é: arielmgm@gmail.com [/egotrip]*

Por enquanto, vou ficando é com os meus pés no chão mesmo. Sexta-feira tenho a primeira entrevista com a primeira agência das que pretendo entrevistar. A única em que tenho a plena certeza do conhecimento quase total da guerrilha, das suas armas e da sua aceitação na prática. Ou seja, um ótimo começo para o que me espera.

* Isso foi uma brincadeira. O objetivo deste blog não é arranjar um emprego. Ainda.

sábado, 20 de outubro de 2007

COM VOCÊS, MINHA ORIENTADORA

Enquanto vou arrumando as gavetas, meu desktop, meus papéis, meus livros… enfim, colocando em ordem tudo aquilo que o meu último trampo bagunçou no último mês, vou juntando forças para continuar minha revisão de literatura e iniciar a pesquisa (que mudou de foco, logo notícias) da minha monografia.

Minha orientadora faz questão sempre de frisar que eu tenho de correr. Mesmo que agora eu me volte quase 100% para o TCC, falta pouquíssimo tempo e eu corro um sério risco de ter de atropelar tudo no final. Pois é, até agora vesti a camisa verde amarela e fiz jus a minha brasilidade. Infelizmente.

Aliás, eu já falei muito aqui da minha orientadora, sempre sem citar nome. Pisada na bola sem intenção, juro. Agora é inevitável comentar sobre ela, deflagrada a nova campanha da universidade que estudo, cujo qual ela é diretora de marketing. Leia a entrevista que ela deu para o site Acontecendo Aqui e você vai saber quem é a pessoa com quem eu me encontro todas as segundas-feiras de noite. A mulher é para frente, comparando os profissionais do mercado local.

Sim, a campanha tem um blog. Sim, eu não deixarei de tecer meus comentários e pitacos. Em breve. É só o tempo de acabar definitivamente esse turbilhão que foi a Oktoberfest e arrumar as coisas por aqui.