Espero corresponder às expectativas! :)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
COLABORANDO NO SIM, VIRAL
sábado, 8 de dezembro de 2007
GUERRILHA ALÉM DA CRIATIVIDADE
De fato há um quê de contraditório em sempre sugerir ações de baixo custo, levando em consideração que uma agência precisa sobreviver, pagar funcionários, sustentar uma estrutura e arcar com os impostos, todo mês. Na SECOM deste ano, Fernando Rösing expôs o assunto, uma preocupação cada vez maior em estruturas grandes como a da agência Escala, de Porto Alegre. Muitos setores, muitos profissionais trabalhando nas diversas áreas da comunicação como promo, bellow the line, internet, etc, etc. Agências cada vez mais profissionalizadas e sendo geridas como empresas. Afinal, é possível sobreviver e prosperar no mercado sem comprar mídia ou apenas sugerindo ações baratas e diferenciadas aos clientes?
Não sei vocês, mas para mim contraditório é uma agência sobreviver das bonificações de produção e veiculação, fazendo com que o cliente gaste (ou “invista”?) mais e mais em mídia, para aí sim sustentar uma estrutura gorda de funcionários e setores.
Talvez não seja as respostas que o Fábio Schmitz e as agências procuram. Mas acho que junto com esses novos passos da comunicação, caminharemos para algo mais ou menos assim:
- Guerrilha, advergame, interatividade, mobile, blogs, promo, PDV… São muitos braços para se pensar. Talvez a eficiência resida em estruturas pequenas e enxutas responsáveis por alguns setores cujo as grandes agências tradicionais não conseguirão abraçar. Basta a gerência correta de todas essas mini empresas trabalhando cordenadamente em função de um objetivo comum.
- Reeducação do cliente e da agência, entendendo que é necessário sim cobrar a criação, tornando a empresa cada vez menos dependente das comissões e bonificações. Marcelo Vial comentou sobre isso no Yahoo! Big Idea Chair, ao afirmar que a Salem, quando propõe uma ação de guerrilha através do seu braço guerrilheiro, não se sente constrangida em cobrar a mais pela criação.
Posso estar errado, mas mesmo que a criação tenha um peso maior no orçamento, o fato de não haver a compra de mídia acaba desonerando consideravelmente a soma total lá no final, quando o cliente fecha as contas.
- Pensar e sugerir novos modelos de remuneração, talvez? Algo que englobasse os custos de se manter pessoas criativas pensando soluções interessantes, ao mesmo tempo em que viabilizasse a manutenção de uma estrutura física. Tudo relacionado sempre ao objetivos do cliente, afinal, ele sempre vai ser o “dono da verdade”.
Eu sou moleque ainda, eu sei. Mas essas são apenas algumas frases soltas que visam abrir e expandir um pouco a mente de todos. A questão é muito mais complexa do que possa parecer, e envolve também pesquisa de mercado, resultado de ações, planejamento e outros detalhes que interferem no resultado final do trabalho.
Fato é que o assunto está aí e é a hora. Muito se diz que com o advento da Web 2.0 temos de rever nossos conceitos de emissor, receptor e mensagem. Mas também precisamos ser um pouco mais práticos e tocar a consciência de que sem dinheiro não se faz nada hoje em dia. Está na hora de usar a criatividade não só nas ações, mas também em novos modelos de negócios sustentáveis, também na área da propaganda.
Afinal, qual é a ferramenta de trabalho de nós publicitários?
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
TCC NOTA 10, PESSOAS NOTA 1000
Da banca, elogios que me deixaram cheios de mim, principalmente com relação a utilização deste blog. Engraçado porque, sem falsa modéstia, não esperava conseguir o que consegui com ele. Apenas alguns puxões de orelha que depois obviamente virarão posts do professor convidado (nota mental: não cutucar os entrevistados na análise, afinal é um trabalho acadêmico!), muito bem levados…
Mas entre mortos e feridos, entre gagueiras e ataques de nervos, para a minha surpresa, a banca decidiu por me dar um 10 pelo trabalho. E como esse trabalho teve muitas mãos ajudando, aqui vão alguns agradecimentos:
Família, sem dúvida, pelo apoio irrestrito.
Joana Dambrós, pelo suporte desde o início com o blog, com o TCC e com quase todos os passos que dei nesses últimos 2 anos. Aos amigos Marcos, pelas discussões acaloradas de boteco sobre web 2.0, novos negócios e empreendedorismo; e Tomio, pelos papos nos mesmos botecos sobre a vida.
Lorreine Beatrice, Carlos Daniel, Antônio André Sinkos, LadyShampoo, Marcelo Träsel, Gica (a Sra. Blogueira), Dani Martins e Marcel Maineri (do blog Adivertido) pela ajuda com materias sobre tudo o que envolvia o marketing de guerrilha e pelo debate sobre os variados assuntos. Às guerrilheiras que também estão fazendo seus TCCs sobre o assunto Ana Paula e Susan pela troca de experiência. Boa sorte a vocês!
Às agências Ativa (Dani, valeu os pauzinhos mexidos por aí), Brava, Callier, Digg (Joana, Lorreine e Gilson, valeu!), Seven (principalmente ao Fábio, por ter aceito ser membro da banca) e Free (ao Diego, em especial), que abriram as portas para as entrevistas. E meus parabéns pela vontade de inovar.
A minha mãe, novamente, pela ótima correção elogiada pela banca. Ao José Endoença, que se deu ao trabalho de ler todo o TCC numa madrugada para dar uma opinião acadêmica mais consistente. Também, obviamente, à minha orientadora, Professora Fernanda.
Aos blogueiros/blogs que comentam sobre guerrilha, publicidade, viral e afins: Rafael Ziggy (SimViral), Rafael Amaral (Sem Rótulo), Gustavo Fortes (Blog de Guerrilha), Neto (Talkability), Alex Luna (The worst kind thief), Marcel Maineri, novamente (Adivertido), Vanessa Ávila (50 a 50) pelos comentários e citações. Um agradecimento também a todos os outros que fizeram menção ao TCC de Guerrilha de alguma maneira em seus twitters, blogs e etc.
A todas as pessoas que assinaram o RSS, que acompanharam a saga de perto, e que de alguma maneira acharam interessante seguir os passos deste que vos escreve.
E é isso aí, minha gente.
Apesar de ainda ter alguns comentários para fazer sobre a monografia, pontos que a banca destacou, já vou me despedindo de vocês. Ainda não sei o que vou fazer com este blog, assim que espero opiniões nesses próximos dias…
Abraços e sucesso para todos nós. :)
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
QUE GUERRILHEIRO É VOCÊ?
Então, nada melhor que colocar a leitura de feeds em dia, responder alguns e-mails e dar aquela navegada pelo YouTube.
Outra dica legal, para não ficar tão longe assim do marketing de guerrilha, é participar deste Quiz, bolado pela agência bahiana especializada em ações desse tipo, Vetora. São 15 perguntas que vertem sobre os conceitos da guerrilha e curiosidades sobre o mundo dos virais.
Eu acertei 13. E vocês?
Para muita gente que acha que viral é só vídeo no YouTube, este artigo do Wagner Martins menciona que segundo pesquisas, o conteúdo com maior propensão a tornar-se viral atualmente são esses joguinhos em Flash. Vídeos ficam em terceiro lugar apenas. Tá lá, na minha revisão de literatura.
Um molotov muito bem lançado pela agência Vetora. Vamos ver até onde chega.
Dica do Marcel, do blog Adivertido.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
CHEGANDO A HORA
Como eu li e reli muitas vezes essas páginas todas, posso fazer um exame de consciência e dizer tranqüilamente que faltaram algumas coisinhas, culpa da falta de tempo e do volume de trabalho que me acometeu durante o processo.
O QUE FALTOU
- Fiquei devendo um capítulo sobre comunicação. Apesar do termo “marketing de guerrilha” e de existirem sim táticas guerrilheiras que envolvem todo o mix de marketing , a guerrilha atualmente é muito mais comunicação que marketing.
- “Nada sobre memes!?” Nada sobre memes. Mais uma vez: o tempo, o tempo… Mas lembrem-se que memes são fodas! E não esses que a gente vê circular pela blogosfera. Aqui eu falo dos memes roots, memes de sangue.
- Gostaria de ter desenvolvido melhor o uso da guerrilha na internet, tanto ao escrever sobre viral e blogs, como na menção das redes sociais virtuais como canais de distribuição de conteúdo. Fica para uma próxima.
- Independentemente da nota que eu tire amanhã, sempre vou ficar com uma pontinha de frustação de não ter feito a pesquisa que me havia proposto num primeiro momento. O fato de estudar a aplicação da guerrilha pelas empresas da cidade (e não pelas agências, como acabei fazendo) daria um peso maior para o trabalho, dando mais importância e relevância para o mercado publicitário local.
- Ficaram faltando algumas palavras também sobre esse mercado publicitário local. Mas quanto a isso tenho a consciência limpa: o único material que consegui sobre o assunto falava sobre a história das agências, num discurso muito meloso de amor próprio. Dados concretos, números precisos? Nada não. Parece que realmente somos moleques ainda.
Depois disso tudo, até parece que o trabalho ficou uma porcaria. Bom, leia, tire suas próprias conclusões e mande bala nos comentários.
Em breve os devidos agradecimentos a todos que participaram do blog, com as merecidas pompas e linkangens.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
NOTAS RÁPIDAS
- Apresentação da banca marcada: terça-feira, dia 4 de dezembro.
- Depois de uma correria maluca atrás de um professor para compor a minha banca e da impossibilidade do Edson Scharf, o dito cujo foi escolhido: Dr. Beto, um dos professor que lá no começo almejava como orientador. Eia que agora nos reencontramos.
- Para os redatores e diretores de arte que, como eeste que vos escreve, pretendem entrar de cabeça nessa nova onda do mercado, seja trabalhando com planejamento, guerrilha, internet e mídias não convencionais, Alex Luna - colega de twitter - criou a comunidade Planedesigners, um espaço dedicado a discussão de como é possível voar por outros ares nesse mercado insano.
- Como resposta de um e-mail de elogios despretensiosos à Haka Multicomunicação, de Chapecó, Josué Zonta escreveu-me dizendo que já havia andado por aqui, para minha surpresa! Fiquei modestamente lisonjeado e já “vou estar remetendo” uns adesivos do TCC de Guerrilha ao pessoal do oeste catarinense. Meus parabéns pela proposta de trabalho diferenciado e me aguardem por essas bandas dentro em breve, afinal, minha namorada anda por aí frequentemente.
Agora, espero que as coisas aqui se estabilizem. Assim, à medida em que finalizo a apresentação para terça-feira, vou colocando os arquivos da mono para download.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
ESTÁ (QUASE) ACABANDO
Para completar, seguindo uma sugestão da minha orientadora, um subcapítulo de 2 páginas e meia sobre este blog, incluindo algumas passagens que tornarão ainda mais inesquecível os 5 meses de trabalho árduo.
Como nem tudo é alegria, na última hora alguns imprevistos com a minha banca aconteceram. Acabei entregando os nomes que tinha em mente fora do prazo e um dos membros teve sua participação rejeitada. O profissional permanece, Fábio Schimitz, da agência Seven, escolha mantida desde as primeiras palavras escritas. Para acompanhá-lo, um dos professores mais temidos respeitados do curso de publicidade e propaganda e autor de livros como Administração na Propaganda: o doutor Edson Scharf. Na segunda-feira (mais tardar na terça), as quase 105 páginas estarão nas mãos deles. Isso é de arrepiar, acreditem.
Agora com toda a parte escrita concluída e corrigida, finalmente posso disponibilizar os arquivos para download. Para fazer algo mais “de gente”, vou colocando o trabalho no ar aos poucos, comentando cada parte em separado. É um belo de um exercício para a apresentação, com data ainda não definida.
A intenção é expandir as fronteiras da banca. Tirar o poder que só ela tem de ler o trabalho uma semana antes, tirar suas dúvidas no dia da apresentação e massacrar com críticas esse que vos escreve. Portanto, sintam-se a vontade para questionar, comentar e xingar tudo o que lerem.
Para mim, vale tudo nessa hora de preparação!
terça-feira, 20 de novembro de 2007
SANDUÍCHE NATURAL, POST PAGO E SALADA DE FRUTAS GELADINHA
Agora a nova onda do verão é anunciar em blogs! Viralizar (ou memeficar, com o perdão da palavra, Sr. Dawkins) é a nova ordem! Está aberta a temporada de pagamentos de posts!
Na minha opinião, é uma maneira que não deve ser descartada. É a que parece mais fácil, convenhamos. Mas é apenas uma das várias formas de se aproveitar dos blogs. Aliás, temos de lembrar que eles não foram criados para fins monetários, o que deixa claro os perigos de tal atitude por parte do “anuciante”. Assim sendo, vale dizer que blog não é ponto de outdoor ou anuncio de jornal. É mais barato e comunica melhor para determinados nichos, por su puesto, mas não pode ser simplesmente encarado como um veículo tradicional onde eu ligo, reservo espaço, pago e “mando a arte”. Por mais que o custo benefício seja, em alguns casos, muito interessante, quando se está prestes a pagar pelo post, imagino que o cuidado com a mensagem, o trato com o “fornecedor” e a atenção com a reação do público devem ser várias vezes redrobada.
Como muito bem constatado pelo Wagner Martins, é fato que a credibilidade do blogueiro diminui a cada post que o mesmo escreve sobre um assunto no qual ele está recebendo para isso. Não vou discutir se isso é errado ou não. Haveríamos de entrar em questões culturais enraigadas, aquelas que nos dizem que ganhar dinheiro com qualquer coisa que nos dá prazer é ruim. Fato é que veremos muita gente cair, derrapar e perder dindim com isso, dado o período de experimentação que o mercado ainda vive.
Eu continuo acreditando, como muito bem escrito, novamente, pelo Wagner Martins, na criatividade e na relevância, quando o objetivo é disseminar um conteúdo pela internet. Há de se encarar os blogueiros como pessoas que buscam pauta, assunto para espalhar aos seus leitores e interação com terceiros. Se o objetivo é viralizar uma mensagem, que então se ofereça as bases para isso, como a relevância, a simplicidade e alguma vantagem que faça o blogueiro escrever sobre o tema. E essa vantagem não precisa necessariamente envolver dinheiro ou presentes caros.
Consigo vislumbrar, num futuro nem muito distante nem muito próximo, as agências (aquelas, as dos macacos), todas reunidas reivindicando o fim do cartel entre os blogueiros, que num ato de união nunca visto na blogosfera, resolveram tabelar seus preços e jogá-los lá no alto.
Do outro lado da trincheira ouço os guerrilheiros em uníssono repetindo o bordão: não vou pagar pelo que posso conseguir de graça.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
GUERRILHA URBANA
Sim sim, esse é mais um post para reclamar sobre a falta de literatura sobre alguns tópicos inerentes ao marketing de guerrilha.
Aliás, como constatei na minha pesquisa, esse é um dos motivos que leva ao total desconhecimento por parte das agências aqui da região sobre as ferramentas do marketing de guerrilha. As “armas” acabam virando segredos quase escondidos, guardados nos sites das agências especializadas e em alguns blogs que falam sobre ações não convencionais. O marketing de guerrilha é assunto, mas acaba sendo discutido superficialmente na mídia especializada, o que gera uma confusão de conceitos com relação as ferramentas. Um exemplo disso, ao menos na minha pesquisa, é o viral.
A Ana Paula, moça rio grandense que também está nessa de fazer monografia sobre marketing de guerrilha, mandou um e-mail questionando sobre o que eu havia escrito sobre “ação ambiente”, que se formos vasculhar nos sites das agências especializadas, leva uma infinidade de nomes e explicações.
A Ana partiu do princípio da ação ambiente. Eu, da intervenção urbana. Ao me aprofundar no tema, através de dois textos excelentes que encontrei no Intercom (aqui e aqui), acabei percebendo um conceito que une o que as agências guerrilheiras chamam de arte de rua, performance, marketing de rua, ação ambiente, intervenção urbana, etc, etc e etc. Desta forma, aglutinei tudo num sub-tópico único que batizei de “guerrilha urbana” e conceituei a utilização de todas as ferramentas através desses artigos acadêmicos, batendo as informações com o que os sites das agências propõem. De fato, todo esse emaranhado de ferramentas se parecem muito, na abordagem surpreendente, na interação com a população e na tomada das ruas das cidades como palco para agir.
Meio colcha de retalhos, mas com embasamento teórico e conceituado. Afinal, quem não tem cão, caça com gato.
COSTAS QUENTES
Novamente o texto vem do site Mundo do Marketing, numa entrevista muito interessante com San Ewen, CEO da Interference Unparelleled Guerilla and Alternative Marketing. Dentro de outras coisas, San comentou sobre como a sua agência de nome pomposo atua, além de destacar o planejamento e o resultado como focos fundamentais numa guerrilha de qualidade. Nada de ações criativânias e engraçadilsons que só publicitários gostam de ver. Tem que atingir o público e gerar uma ação, seja espalhar a mensagem ou gerar lembrança de marca.
Para constar, a Lorreine também enviou-me o link da matéria e também está participando da seleção da JWT. Um obrigado as duas, mais uma vez, e boa sorte!
Quanto ao TCC, estou finalizando-o aos poucos. Estive na Callier, para a última entrevista, e novamente o papo versou sobre diversos temas, incluindo obviamente a guerrilha. A intenção é terminá-lo até segunda-feira que vem, uma semana antes do deadline final colocado pela comissão de TCCs. Assim, essa audiência bonita e guerrilheira do blog terá o (des?)prazer de ler a minha monografia antes que todo mundo.
domingo, 11 de novembro de 2007
TOP 5
Ler, ler e ler. Escrever, escrever e escrever. E mesmo assim, naquele momento de pausa para avaliação, perceber que as horas de trabalham resultaram em apenas alguns poucos parágrafos que seu orientador fará questão de tirar. Mesmo quando se passou a fase da redigir sobre o tema de maneira mais abrangente e se foca de fato no assunto do TCC em questão, o processo de esculpir as frases cansa. E muito.
Legal mesmo é a parte da pesquisa e da análise. Como já disse aqui, estou sendo muito bem recebido pelas agências que visito (as últimas que não mencionei aqui foram a Free e a Ativa), e me falta apenas uma para conclui-la. É a parte que envolve mais criatividade e uma da poucas em que se pode usar um pouco do próprio cérebro para escrever algo. Já estou em fase adiantada do processo, nos finalmentes, poupando um tempo precioso que vai me servir na hora de colocar tudo na maldita metodologia.
Infelizmente não posso adiantar muita coisa da análise todavia. Ela está nas mãos da minha orientadora, junto com a introdução, os dois capítulos de revisão de literatura e a conclusão, e só volta na segunda-feira para mim. Mas posso já afirmar que, por exemplo, o discurso do que se trata o marketing de guerrilha está na ponta da lingua dos entrevistado. Agora, falta um conhecimento mais aprofundado das ferramentas. E como é só isso o que eu posso falar por enquanto, aqui vai um TOP 5 de melhores e piores frases que eu ouvi nas entrevistas, todas obviamente, relacionadas a minha revisão de literatura:
TOP 5 DE PIORES FRASES
- “O marketing de guerrilha não funciona sozinho.”
- “Viral é plantar notícias falsas na mídia tradicional.”
- “O marketing de guerrilha é muito caro no Brasil”
- “A internet não pode ser considerada quando for fazer guerrilha.”
- “Aplique em outdoor”, quando a questão era sobre quais eram as ferramentas da guerrilha conhecia.
TOP 5 MELHORES FRASES:
- “O consumidor atualmente está saturado de informações comerciais.”
- “Meu negócio é cara-a-cara, não tem VT não!”
- “O marketing de guerrilha pode ser um bom nicho para se atuar aqui em Blumenau.”
- “Aparecer de forma ousada num evento, mais que o patrocinador oficial”, entrevistado citando a emboscada como ferramenta de marketing de guerrilha.
- “Todas as ações diferenciadas de baixo custo que fazemos têm os objetivos alcançados.”
E nem adianta pedir para mencionar os donos das frases. Não farei nem no próprio TCC, quem dirá aqui. :)
terça-feira, 6 de novembro de 2007
QUEM PROCURA ACHA
Ok, concordo. Há sim uma dificuldade em encontrar livros que falem sobre PR STUNT, por exemplo. Dou cinco adesvisos do tccdeguerrilha - os que eu estou guardando como recordação - para quem achar um livro que fale sobre emboscada! Não, não adianta procurar. Até porque esse é um fato que eu constatei na minha análise das pesqusias com as agências aqui da região, ao perceber que muitas delas sabem dizer bem floridamente o que se trata o marketing de guerrilha, mas desconhecem por completo as suas ferramentas. Isso prova que, mesmo o assunto estando em voga nas revistas especializadas por aí, quem dita as regras da melhor artilharia para se usar na guerrilha, hoje em dia, são as agências especializadas. Arte de rua e viral? Dentro! Second Life? Fora.
Análise a parte, o que não dá é para acomodar a bunda na cadeira e, sem nem se quer ter a decência de escrever no google “ambush marketing”, sair mandando e-mails para as pessoas escrevendo: “tenho um trabalho da facul (sic) sobre guerrilha para fazer. Dá para o tio escrever pra mim sobre o assunto?”
Por isso, aos que acessam o blog atrás de informações relevantes para os seus respectivos TCCs, como a Ana Paula e a Susan, por exemplo, aqui vão alguns artigos legais que achei, altamente qualificados para constarem numa revisão de literatura. Para mim, ao menos, foram úteis.
- Tese (?) sobre a utilização das novas mídias x mídias de massa.
- Artigo acadêmico (?) sobre emboscada, que mesmo sendo de 1996, dá para extrair algumas coisas bem legais (o exemplo da Brahma é um clássico de encher os olhos!)
- Texto sobre blog marketing, do Marcelo Träsel, que inclusive já deu as caras por aqui com sua contribuição, lá no tempo em que eu achava que teria tempo para postas todos os dias.
Aliás, meu deadline se aproxima. Dia 23 as três cópias do meu trabalho impresso devem estar na mesa da minha orientadora, apesar de querer deixar tudo pronto até esta quinta-feira. Não esqueci que tenho que disponibilizar tudo para download, só quero deixar nos trinques para colocar no ar.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
OUTDOOR: A MÍDIA QUE (TALVEZ) FUNCIONA!
Agora, se os clientes da região estão preparados e atentos à isso… já são outros 500. Na verdade, tendo isso em mente, nunca me opus escandalosamente contra a mídia tradicional. Apesar de todas as mudanças e de todo o blablablá que eu adoro, ainda há muito espaço para o outdoor, a revista, a rádio, o jornal e a televisão. Simplesmente porque para uma cultura mercadológica ainda viciada na massificação, isso funciona. Tanto sou um ativista meio frouxo das novas mídias, internet, guerrilha e tudo mais, que posicionei-me, quando aconteceu aquela polêmica toda com o Estadão, da maneira mais imparcial possível (não muito que eu também não sou mulher de malandro). Novamente, mídia não mata mídia.
Certo, o terreno está preparado. Agora vamos ao que interessa…
Circulou semanas atrás um outdoor aí pela cidade, que faz parte de uma pesquisa de um trabalho de conclusão de curso. Eu não vou detalhar toooooda a história, mas caso você queira saber mais, aqui está. O que eu acho desse papo todo? Hm… nhé!
Para mim, a pesquisa é falha e isso independe da minha posição quanto ao uso de mídias tradicionais ou não, muito menos ao fato de eu estar fazendo um TCC sobre marketing de guerrilha. A mensagem utilizada para avaliação de impacto em nada combina com a mensagem publicitária, feita para informar sobre um determinado produto ou serviço. Ela cria bafafá pelo bafafá, e não necessariamente comprova que a mídia é eficiente para utilização publicitária.
Talvez a pesquisa comprove que colada nele uma frase sem nexo, o outdoor chame a atenção. Ou talvez prove a eficiência de um teaser, que geralmente são executados dessa forma, como na pesquisa, e pensados com essa áurea de mistério… Opa! Espera aí! Adequando um pouco mais a “mensagem” a um cliente ousado e conseguindo todas essas placas numa permuta bacana… Sim! Isso é quase propaganda de guerrilha! Ou seja, a pesquisa comprova que propaganda de guerrilha funciona! Não estava usando esta ferramenta no meu TCC, mas agora…
Falando sério, não acredito que isso vá mudar alguma coisa na escolha da mídia ou não, tanto para aqueles que “gostam” do outdoor ou “não gostam”. Duvido que algum profissional do mercado se fie nessa pesquisa, a não ser quando for para oferecer aquele valor camarada na criação e garantir um comissãozinha “gente buena”. Aí, fanfarrão, vale colocar aplique, impressão em policromia e tudo que tem direito! Tem que pedir um “compreto”!
Outra coisinha: quem trabalha em agência sabe. Apresentar para um cliente um outdoor sem o seu logotipo e sem, no mínimo, um telefone para contato é pedir para perder a conta. O atendimento nem sai com o layout em baixo do braço para apresentar. É faca na caveira.
Espero sim, ansioso, por uma pesquisa que comprove a eficiência do outdoor. Adoro ter argumentos de sobra para debater com aqueles que, novamente, super dimensionam o meu fanatismo, que nem é tão grande assim. Mas por enquanto, pelo que foi mostrado até agora… *som de game over* não foi dessa vez.
PS.: Este post, assim como todos deste blog, não foi escrito enquanto me vestia de rancor ou qualquer sentimento negativo. São palavras provenientes de opiniões antigas, que alimento cada vez mais, com variadas referências e dados. Sinceramente, espero que a responsável pela pesquisa se dê muito bem na vida, “tanto no pessoal como no profissional”. Que a sua metodologia de pesquisa esteja corretíssima e que ela se forme com louvor. Afinal, fazer monografia é um castigo que eu não desejo nem para meu pior inimigo.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
CAPÍTULO 1, FINITO!
Só lembro que não existe regra para uma revisão de literatura cumpridora. Eu estou fazendo do meu jeito, você pode fazer de outro. Aliás, quem disse que meu jeito é o certo? Vamos ver lá por meados de dezembro, quando apresentar para a banca.
Como o primeiro capítulo já foi aprovado pela minha orientadora e eu não altero mais nem por decreto, aqui vai a lista de livros que usei neste primeiro capítulo. Assim que possível coloco essa primeira parte para download. Só para matéria de informação, ele caminha pelo seguinte escopo (esses sim, ainda podem sofrer alterações): 1. Marketing, 1.1 Criando Valor e Atendendo Necessidades, 1.2 Composto de Marketing, 2.3 Segmentação de mercado, 2.4 Nichos de Mercado.
Segue os livros:
Administração em Marketing, Philip Kotler e Kevin Lane Keller, 2006
Marketing Básico – Uma visão Gerencial, Jerome McCarthy, 1978
Marketing Essencial, Jerome McCarthy, 1997
Administração de Marketing Brasil, Marcos Cobra, 2003
A Vaca Roxa, Seth Godin, 2003
Pesquisa de Marketing, Fauze Najib Mattar, 1996
Marketing para o Século XXI, Philip Kotler, 1999
Comunicação em Marketing, J. B. Pinho, 1988
Segmentação de Mercado, Art Weinstein, 1995
Planejamento de Marketing – Guia de Processos e Aplicações Práticas, Robert Stevens, Loudon, Wren Warren, 2001
Estratégia de Marketing e Posicionamento Competitivo, Graham J. Hooley, Johns A. Saunders e Nigel F. Piercy, 2001
A Cauda Longa – Do mercado de Massa para o Mercado de Nicho, Chris Anderson, 2006
Surfando nas Ondas do Mercado, Raimar Richers, 1996
Sinta-se a vontade para adicionar qualquer obra à lista, na janela de comentários. Vou ficar na tentação de somar na minha monografia sua sugestão, mas… sem condições de tocar nela mais. Preciso correr e para frente e logo logo, se tudo der certo, coloco a lista do segundo capítulo, aí sim sobre Marketing de Guerrilha, por aqui.
Como não sou um cara muito paciente, não vou linkar todos os livros. Mas para quem quiser procurar e comprar os livros pelo submarino, fique a vontade. Caso você não saiba, a cada compra feita pelo meu link no submarino, eu ganho uma porcentagem da venda… Mas decidi que 70% da grana que eu ganhar através do link será revertido a uma boa causa: Comprarei livros sobre o marketing de guerrilha, web2.0, internet, redes sociais virtuais, etc e “esquecerei” - depois de lê-los, claro - em alguns lugares por aí, participando do bookcrossing iniciado pela Espalhe (para quem não sabe, primeira agencia especializada em guerrilha no país) para divulgar o livro “A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial” de Cristina Castellar.
É o tccdeguerrilha em favor da disseminação da sabedoria guerrilheira!
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
SEM VASSOURA ATRÁS DA PORTA
Algo que tinha em mente quando mudei de foco, fugindo da frustrada tentativa de ir atrás dos empresários desta pacata cidade, era que com as agências realmente seria algo mais fácil. Sempre um passo a frente do cliente, o interesse pelo tema seria maior e não haveria dificuldades de se conseguir as respostas que tanto preciso.
Só não pensei que seria tão fácil! Alguns e-mails, telefonemas… 5 horas depois já tinha hora marcada com cinco agências! Em três delas já me fiz presente com meus gravadores e minha folha com as perguntas. E diga-se de passagem, fui muito bem recebido.
- Seven: Pessoal altamente profissional e solicito com as questões acadêmicas. Dizem as más (e boas?) línguas que dali sairá um membro para a minha banca…
- Digg: Nota 10 no quesito “material humano” e ações interessantíssimas. Agência onde a Joana, companheira de desbravadores e fiel leitora deste blog, trabalha como planejadora.
- Brava: Quase uma hora de papo solto e livre sobre mercado, profissionalismo, comportamentos e boa propaganda. Formalidades mandadas às cucuias. Ah! Obviamente também falamos de guerrilha, por su puesto!
Apesar de estar coçando os dedos para fazer longas análises num linguajar nada acadêmico por aqui, ainda tenho que ficar no banho maria e guardar tudo para o meu TCC. Faltam algumas agências para visitar essa semana e já estão agendadas a Free e a Ativa (um obrigado especial a dani, que arranjou todos esquemas com o pessoal da lá). Na primeira já me prometeram cafezinho e bolacha. Vou só esperar!
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
VOTO DE POBREZA PARA VIRAR SANTO
Saindo um pouco da elite blogueira brasileira, tento encarar o pensamento dos blogueiros “amadores”, aqueles que ainda não acreditam, ou não querem acreditar, ser possível ganhar dinheiro com seu diário virtual, tanto por falta de conhecimento como por falta de audiência. Aqueles que não são alvos das pré-estréias, dos produtos em primeira mão, dos comis e bebis, etc.
Deve ser bem parecido com o que eu penso, e que mais ou menos já foi dito também pela Juliana (post do dia 28 de junho, sem link direto). Raramente escrevo sobre produtos aqui, apenas sobre os livros que estou usando na minha monografia, e que na tentativa de tirar um troco honesto, são linkados através do programa de afiliados, no Submarino. Mas nunca, por exemplo, falaria sobre marcas de lentes de contato. E isso que eu uso óculos! O tema que me propus à blogar não favorece esse tipo de post. Mas não seguro a língua para falar das agências de publicidade da região, por exemplo. Se a minha opinião importa? Bom, depois do boom blogdeguerrilha, os acessos aumentaram consideravelmente e meus assinantes de RSS triplicaram (é anti-ético na blogosfera também falar dos seus próprios números? Isso soa como jabá? Ah, como diz o Cardoso: FODA-SE!)… logo diria que para minha audiência, sim. Agora se o que o “meu” público pensa é relevante de alguma forma para as agências, daí eu já não sei…
É por isso que corporativamente o melhor a fazer sempre é ficar de olho na internet, nos blogs, no orkut, sobre o que as pessoas falam de determinados produtos. Essa onda de purificação, esterilização e endeusamento dos blogs ainda está longe de acontecer (ufa!). Há ainda muita gente sensata na rede (como o Carlos Cardoso, talvez), que mesmo ganhando dinheiro com seu blog, não entrou, como ele explica, na neurose de escrever ou não escrever sobre determinados produtos, com medo de parecer um porco capitalista jabazento.
Credibilidade é diferente de omissão. Quem se omite sobre qualquer assunto, para mim, perde credibilidade. Se rende post, por que não escrever, oras bolas?
terça-feira, 23 de outubro de 2007
APONTANDO PARA OUTRO LADO
Como já adiantei mas não expliquei, mudei um pouco o foco da minha pesquisa. O fato é que transpondo-me para um passado não muito distante, lembro-me de um e-mail que enviei para a Dani, em que comentava que infelizmente algo me dizia que a minha pesquisa com os empresários só me faria perceber que a guerrilha realmente (ainda!) não tem cabida aqui por essas bandas.
Tive essa experiência na carne, ao ligar para várias empresas da região pedindo um breve momento na semana para realizar minha pesquisa. Sempre ao adiantar o assunto da entrevista, vinha a maiúscula interrogação exclamativa, ou exclamação interrogativa:
Marketing de guerrilha!?!?!?!?!
Depois de muitas negativas, um bolo e nenhuma entrevista, sai o “na visão do pequeno e médio empresário de Blumenau” e entra “(…) na visão da agências de propaganda de Blumenau”. O objetivo é não perder tempo. Acredito que os profissionais dentro das agências estejam um pouco mais atualizados e pelo menos conheçam o termo, mesmo sabendo que algumas perguntas específicas do roteiro de entrevistas terão respostas completamente malucas.
Além de me fazer mudar o foco da minha monografia, essa questão toda verte muito sobre o que fazer após a minha tão sonhada, suada e almejada formatura. Ficar por aqui e voltar a medíocre (na forma com que eu o executo, nada contra a nobre função) profissão de diretor de arte ou meter a cara, partir para um grande centro onde se pratique esse tipo de comunicação e alçar vôos maiores nesta área específica?
[egotrip] Caso você trabalhe em uma agência de guerrilha, interativa, de viral ou de análise de tendências , fica aqui a deixa: estou desempregado e destemido, pronto para ir embora logo após abril de 2008. Meu e-mail é: arielmgm@gmail.com [/egotrip]*
Por enquanto, vou ficando é com os meus pés no chão mesmo. Sexta-feira tenho a primeira entrevista com a primeira agência das que pretendo entrevistar. A única em que tenho a plena certeza do conhecimento quase total da guerrilha, das suas armas e da sua aceitação na prática. Ou seja, um ótimo começo para o que me espera.
* Isso foi uma brincadeira. O objetivo deste blog não é arranjar um emprego. Ainda.
sábado, 20 de outubro de 2007
COM VOCÊS, MINHA ORIENTADORA
Minha orientadora faz questão sempre de frisar que eu tenho de correr. Mesmo que agora eu me volte quase 100% para o TCC, falta pouquíssimo tempo e eu corro um sério risco de ter de atropelar tudo no final. Pois é, até agora vesti a camisa verde amarela e fiz jus a minha brasilidade. Infelizmente.
Aliás, eu já falei muito aqui da minha orientadora, sempre sem citar nome. Pisada na bola sem intenção, juro. Agora é inevitável comentar sobre ela, deflagrada a nova campanha da universidade que estudo, cujo qual ela é diretora de marketing. Leia a entrevista que ela deu para o site Acontecendo Aqui e você vai saber quem é a pessoa com quem eu me encontro todas as segundas-feiras de noite. A mulher é para frente, comparando os profissionais do mercado local.
Sim, a campanha tem um blog. Sim, eu não deixarei de tecer meus comentários e pitacos. Em breve. É só o tempo de acabar definitivamente esse turbilhão que foi a Oktoberfest e arrumar as coisas por aqui.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
AINDA VIVO
- Podcast sobre o blog da Oktoberfest (”trabalho” que está sugando todo o meu tempo e minhas energias);
- Mudança de foco de pesquisa da minha monografia;
- Mudança na estrutura da minha revisão de literatura;
- Outras cositas más.
E eu não esqueci dos adesivos que tenho que enviar para o pessoal. A poeira está baixando aos poucos, semana que vem finalmente acaba a Oktoberfest e aí sim, dedicarei-me integralmente ao meu TCC e a este blog abandonado. Afinal, a água está batendo e novembro, pelo menos para mim, já está aí.
sábado, 29 de setembro de 2007
%$¨#%$@¨%¨&%$¨#@%&$!
Um exemplo do que pode acometer ao estudante que adota o método brasileiro de fazer as coisas, é o desespero e o cansaço, que resultam em outras conseqüências catastróficas para um trabalho de conclusão de curso.
Sexta-feira, meia noite e meia. Preparo-me para jogar o arquivo no qual estou trabalhando durante 4 madrugadas seguidas, recheado referências e citações de mais ou menos 6 autores e sete livros. Ao todo são quase dez páginas, muito suor e olheiras profundas. No dia seguinte, estaria no máximo as nove horas na biblioteca da faculdade para seguir com o trabalho. Oras! Era só arrastar o arquivo, gravar em cima e pronto! Faço isso milhões de vezes ao dia, sem nem pensar.
Mas eis que ao verificar o arquivo que ficou no pendrive, me deparo com uma versão de duas semanas atrás, de 4 páginas onde havia referências apenas de Kotler e Cobra. Um mixaria perto do que eu havia feito até aquela madrugada, afinal, era a primeira das primeiras versões… já havia avançado muito depois daquilo! Para resumir: não encontrei o arquivo no computador, baixei programas de recuperação de arquivos excluídos, fiquei acordado até as duas horas, arranquei muitos cabelos, desdenhei a Deus e o mundo (inclusive a mim mesmo), cheguei a cogitar a idéia de desistir de tudo e nada.
Por isso, meus amigos. Aqui vai a segunda dica deste post, a mais valiosa de todas: Faça mil backups e cópias do seu arquivo e espalhe por aí. A Joana, namorada, assídua participante, formanda e blablablá me deu uma lição:
- Quantos pendrives você possui? Um? Dois? Seis? Por tanto salve cópias do seu arquivo .doc em todos eles! E atualize-os com cuidado, assim que fizer qualquer alteração nele.
- Faça várias versões diferentes, a cada alteração significativa. Vá salvando por datas, ou por capítulos. Assim, caso você perca algo, alguma parte você consegue salvar ao menos. Num acidente, você prefere perder uma perna, ou uma perna, os dois braços e o nariz? Ok… péssimo exemplo!
- O gmail é seu amigo e ele te dá tanto espaço não só para guardar besteiras que os seus amigos lhe enviam. Vá mandando cópias para lá também, utilizando-o como um repositor dos arquivos.
- Google Docs! Esse é o cara! Eu o utilizei por muito tempo para arquivar posts deste e do meu antigo blog pessoal, mas acabei deixando de lado. Quando fui utilizá-lo para trabalhos da faculdade, percebi que ele acaba desconfigurando alguns elementos que na época para mim eram essenciais. Mas para quem não possui muitos gráficos e tabelas no seu arquivo, é uma ótima ferramenta de backup. Basta importar o arquivo lá para dentro e pronto! Com a vantagem de conseguir editar em qualquer lugar com um computador ligado à internet.
Obviamente, a melhor maneira de se fazer tudo na vida é se fazer com calma e cuidado. Para mim o relógio já está quase batendo os 30 minutos do segundo tempo e eu ainda preciso empatar e virar o jogo. Não tenho mais tempo para ficar admirando os livros na minha frente. É digitar, digitar e digitar, aproveitando que muita coisa do que está ali eu já li um dia. Mas para você que ainda vai enfrentar essa fase na sua vida acadêmica, vai por mim, evite cagadas se precavendo antes. A noite que eu tive hoje não desejo nem para meu pior inimigo, ou seja, o cara que inventou a monografia e que só pode ter sido em outra vida um pedófilo, alguém que levou muitos chifres da mulher ou senador da república.
Aliás, nem preciso dizer que o post de domingo com o melhor do que eu li e escrevi até agora vai ficar para outro dia, certo?
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
AFUNDADO NOS LIVROS
- Prometo fazer um apanhado geral no final de semana sobre tudo o que li até agora e dentro em breve disponibilizar para download o no google docs uma palhinha do que eu já tenho da minha revisão de literatura. Vai depender da opinião da minha orientadora, na segunda-feira.
- O que tem me deixado bastante ocupado também é a minha nova “profissão” de blogueiro oficial da Oktoberfest Blumenau 2007. Tenho postado alguns textos e dado uma força no background, divulgando por essa internet grande de Deus e dando uns pitacos no planejamento de algumas ações de divulgação e promoção. É desgastante mas tem sido uma experiência legal, totalmente empírica. Breve, se tudo der certo, rende uns posts por aqui.
- Vacilei com o pessoal que me pediu os adesivos, mas amanhã sem falta, vou passar na papelaria para comprar os envelopes. Se tudo der certo, na segunda eles estarão a caminho de suas casas, recheadinhos com o adesivo e o brinde-misterioso-surpresa-modesto-humilde.
Aliás, estou tão por fora do mundo ultimamente… os correios ainda estão em greve?
Juro que em breve eu volto com a programação normal.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
BONS EXEMPLOS
Mas a Joana, participante ativa desde o começo deste blog e Planejamento da agência Digg aqui de Blumenau, enviou este material para mim. A ação ocorreu numa feira hospitalar e o cliente era o Hospital Santo Antônio. Ela tem dois momentos muito legais e um é inspirado na onda das bolsas diferenciadas que de vez em quando circularam a internet. Melhor mesmo é deixar ela explicar com as suas palavras:
Problema: enfatizar seu título de Hospital Amigo da Criança, destacar o Hospital na Feira e levar público até seu stand.
Solução: ação interna na Feira, que promovesse a integração entre participantes e destes com o Hospital. Utilizando a idéia de Amigo da Criança, a ação ocorria da seguinte forma: todas as pessoas recebiam um adesivo, ilustrado com uma mão de bebê recém-nascido e pulseirinha com um nome, que tinha apenas um par, e os dizeres “encontre a outra mãozinha e leve mais um amigo pra casa”.
Dentro da feira, as pessoas deveriam achar seu par (a outra mãozinha) e comparecer ao stand para receber um brinde, que consistia numa sacola em tamanho grande com uma foto de bebê igual a um berço, como se a pessoa o estivesse carregando. Nela, o logotipo e uma menção ao título de Hospital Amigo da Criança, e ainda a frase “dê a mão e leve esta amizade com você”. Dentro da sacola, as pessoas recebiam um folder, um agarradinho com logotipo do hospital, além de outros brindes relacionados ao universo infantil.
Resultados: no segundo dia de feira, pico de movimento, com cerca de 400 pessoas circulando, 300 sacolas foram distribuídas. Mobilização total para encontrar o par e retirar as sacolas, que se tornaram “ícone de desejo” dos freqüentadores da feira e dos próprios expositores.
Palavras da Clarissa, assessora de comunicação do HSA (o cliente):
“Aquela feira era só sacola do HSA, de um lado para o outro. Até os motoristas, organização da Feira e o pessoal do Centro de Exposições vieram até o stand ver o que era aquilo. Foi um sucesso! Na quinta, um pessoal chegou a fazer uma fila para encontrar os seus pares, gritando “Paulaaaa, Bruuuno, Iiiigor” pra tentar encontrar a mãozinha. Um expositor chegou a colocar uma cartaz no seu stand: “Procura-se Jéssica”. E encontrou!”
É uma prova de que ainda há criatividade pulsando na cidade e que existem sim clientes dispostos a fazer diferente. Bom para mim e para meu TCC, onde espero encontrar empresas tão abertas quanto a do exemplo que a Joana enviou.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
LINKANDO
E dá para ver que a blogosfera publicitária não é só Brainstorm#9!
Aliás, falando em adesivo, esse domingo termina a palhaçada. Na semana que vem (quando tiver um tempo, não vou mentir para vocês) todos os adesivos serão mandados via correio. Todos que me enviaram seus endereços receberam um e-mail de resposta. Por tanto, caso você não tenha recebido, mande novamente o pedido de confirmação. Caso não tenha pedido ainda… o que você está esperando!?
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
ENTENDA A REVOLUÇÃO
Antes de você correr para pegar o livro para ler, mentalize e respire. Deixe para lá o fato de Hugh Hewitt ser um republicano que beijaria a bunda do Bush, caso tivesse a oportunidade. Mesmo o livro sendo ótimo, daqueles que você consegue ler em dois dias, às vezes o autor chega a ser sacal na demonstração do seu ódio ao partido democrata, ao qual ele chama “de esquerda” (será que ele conhece Hugo Chavez?).
E como pode-se imaginar, é pela política e pela história que ele caminha o livro todo. Não pisa em ovos, vai direto ao assunto quando o objetivo é rechaçar as mídias tradicionais. Prova, sem nenhuma sombra de dúvidas, que pelo menos na gringa elas perderam sim um bom espaço e estão morrendo de medo do poder dos blogs.
Já lá pelas tantas, Hewitt - que é radialista - trata um pouco mais sobre a aplicação da ferramentas pelas empresas e de como deve agir um blogueiro de sucesso. Mas não larga em nenhum momento a narrativa fundamentada na história dos fatos. É ótima, aliás, sua comparação da revolução atual da mídia através da internet com a que aconteceu com os Reformistas de Lutero versus Igreja Católica, utilizando-se dos tipos móveis inventados por Gutenberg.
Para todos que querem entender um pouquinho do que aconteceu e acontece na blogosfera gringa atual, numa levada muito gostosa de livros de história que, particularmente, eu adoro.
PS.: Já tenhos dez pessoas (ou seja, tenho ainda 10 no estoque) que pediram o envio dos adesivos. Se você está aí, acanhado e com vergonha de pedir, aqui vai mais um reforço. Mande um e-mail agora mesmo com seu endereço. É de graça, ganha link e ainda vai brinde! Tá esperando o que?
terça-feira, 18 de setembro de 2007
FIQUEI MALUCO!

Mas como não quero deixar passar em branco todos e-mails de elogios e apoio, bem como o fato do número de assinantes do feed ter dobrado em quatro dias, resolvi deixar de lado a mesquinharia. Enviarei gratuitamente para quem me mandar seu endereço completo um adesivo do TCCdeGuerrilha + um super brinde surpresa (pequeno, mas de coração) para quem quiser colaborar, divulgando a causa aos quatro ventos. Basta colar o adesivo na sua faculdade/agência/por aí e aproveitar o brinde surpresa que vai junto, da maneira que achar melhor. Tire uma foto bem bacana, poste no seu blog e eu terei o maior prazer de divulgar o link. Não tem blog para eu linkar? Não faz mal! Mande um JPG que eu posto aqui por você.
Assim eu divulgo o blog, os leitores ganham um presentinho - ou melhor… o adesivo, o link e o brinde surpresa… são três presentinhos! - e eu não fico com cara de arrogante do tipo “meu blog é pop, quem não vai querer colocar um selo dele por aí?”
Só se aprume, afinal, quem avisa amigo é: vou aproveitar para torrar esses adesivos que estão aqui em mãos. São mais ou menos uns 20, série única e exclusiva. Ganha quem chegar primeiro na minha caixa de entrada!
sábado, 15 de setembro de 2007
COMEÇANDO COM GUERRILHA, TERMINANDO COM ELA
• Como já disse no post anterior, há uma tendência visível da CO em trazer palestrantes que falem sobre assuntos que envolvem a internet, as novas mídias e afins. Ponto para eles. Apesar do mercado blumenauense ainda não ter atentado para isso, não temos como fugir de um futuro praticamente certo.
• Sempre duvidei muito da eficácia dos post pagos ou das comunidades de orkut compradas. E a credibilidade, onde ficava nessa relação que envolvia dinheiro e promiscuidade? Fiquei de boca aberta quando Gustavo Fortes disse que agora essa é a tendência, e que os blogueiros e os moderadores das comunidades estão dispostos sim a receber por isso. E não há nenhuma relação de prostituição envolvendo as partes: os leitores ou membros das comunidades compreendem perfeitamente o fato, basta a mensagem ser relevante e pertinente. Minha cabeça explodiu nessa hora.
• Como disse na palestra de quinta-feira: O second life ainda não está pronto. Ponto final, pelo menos para mim, numa discussão que muitos insistem em inciar. Pode ser o futuro, mas ainda estamos muito longe disso.
• Mesmo havendo uma semelhança na base teórica, Gustavo Fortes confirmou já no bate papo depois da sua palestra que existe sim uma diferença sutil no marketing de guerrilha teorizado por Levinson e o executado pelas agências especializadas. Ambas tem suas ações inspiradas nas milícias guerrilheiras, porém a de Levinson é muito mais focada em ações simples, como “o melhor lugar para se anunciar em uma lista amarela” ou “seja criativo no seu cartão de visitas”. Já as agências focam em ações que gerem buzz e mídia espontânea, para um target bem específico. Essa diferenciação é um passo interessante para meu TCC.
Apesar de não ter ido a nenhum workshop e não poder opinar sobre eles, tenho certeza absluta de que a CO se superou nesta Semana. Conseguiram dar uma levantada na moral do evento, que andava bem caído ultimamente devido aos atrasos, desorganizações e trapalhadas das gestões anteriores. Resolveram executar o simples - finalmente se deram conta de que fazer o evento num auditório gigantesco não é garantia de sucesso e sai muito caro, por exemplo - e acertaram em cheio na maioria dos quesitos que fazem um evento dar certo. Acho que ainda estão levando algumas formalidades a sério demais. Levar um violonista para tocar o hino nacional na abertura? Sei não… Mas isso pode ser coisa da minha cabeça e provavelmente é.
Mas valeu a pena. Pelas palestras, pelos papos, pela troca de idéias, pelas Eisenbahns e pelos ensinamentos. No final das contas, saldo mais que positivo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
NOS FINALMENTES
Participo da SECOM desde que me conheço por universtiário e bato o cartão rigorosamente em todas as edições, a partir da nona. Lembro que naquele ano as estrelas do espetáculo eram J.R. Duran (que fez uma palestra muito da safada, tanto na sua agenda extremamente minimalista e pobre, como ao mostrar a Luana Piovani peladinha no telão) e Marcelo Serpa, que trouxe uma carrada de vídeos e anúncios, arrancando suspiros e gargalhas do auditório. Nadica de nada de internet. Nem um piu sobre novas mídias. Era tudo um luxuoso espetáculo e confesso que me senti num desses festivais de publicidade gigantescos.
Quatro anos depois, acompanhando a puta evolução que o mundo vem sofrendo e tendo ganhado uma pontinha de maturidade, é notável a transferência do conteúdo das palestras para os temas que envolvem o novo consumidor e as ferramentas digitais. Deixaram de lado os gordos portfólios repletos de anúncios engraçados e que ganharam “trocentos ” prêmios, para vir realmente debater sobre as novas formas de comunicar para targets cada vez mais específicos e avessos a propaganda tradicional. Agora, as estrelas são os caras (e “as” caras”) que cuidam de áreas específicas para Internet e Interatividade das agências. Esse ano, até alguém para falar de guerrilha veio!
Na quinta tivemos o prazer de ouvir o australiano (com um sotaque para lá de carregado) Brian Crotty, diretor de Mídias Emergentes da McCann Erickson World Group para a América Latina, com direito a bate papo na calçada do teatro após os encerramentos da sua palestra e do evento. Nessa entrevista para o TUDOCOM tem resumo sobre o que foi a fantástica palestra dele. Só mais uma prova dessa transferência de agenda do tradicional para digital e inovador ao longo do tempo.
Não duvido que dentro em breve - e pode ter certeza, se estiver por aqui, baterei cartão mais uma vez - tenhamos uma Semana da Comunicação muito parecida com o que será a intercon2007, em outubro.
Falando nisso, alguém de Blumenau pretende ir? Estou pensando seriamente em dar uma passada por lá…
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
SEGUNDO DIA DE SECOM
O TCC de Guerrilha emplacou um post hoje no Blog de Guerrilha, um orgulho para este que vos escreve. Para quem está chegando agora, bem-vindos, acomodem-se e sintam-se à vontade para colaborar, elogiar, criticar e discutir o tema. É para isso que eu criei este humilde blog…
Continuando…
Mais um dia de Semana da Comunicação e mais uma vez um temor quanto ao futuro pairou o auditório do Teatro Carlos Gomes. Parece que esse papo todo de “novas formas de comunicar” assusta um pouco…
No início, Fernando Rösing rodou toda a estrutura de funcionamento da agência Escala, que tem como meta chegar em 2010 entre as cinco maiores (em carteira de clientes e em número de dinheiros e prêmios). Mas não demorou a cair no foco principal da palestra, que logo em seguida virou uma pergunta que ficou no ar: Como vamos pagar o leitinho das crianças na era da conectividade?
Uma opção, se você tem aquele cliente generoso que não entende nada, é entupi-lo de mídia tradicional e esperar as gordas comissões entrarem na conta da agência. Ainda se ganha muito dinheiro com TV e 50% das verbas de comunicação são destinadas a isso. Obviamente, ainda estamos no começo de uma reviravolta, que poderá demorar uns 10, 15 anos, segundo Bob Garfield. Mas com esse tempo todo, você já poderá estar tomando drinks com guarda-chuvinhas coloridos na beira de uma praia qualquer.
Outra forma, que além de ser mais cool e mais hype, é bem mais interessante quando se olha para um futuro próximo é o que a Escala tem feito. Dentro da agência foi criado a seis meses um setor chamado Conexões, coordenado pelo Gustavo Mini, também guitarrista da banda Walverdes. Ele já deu demonstração do seu poder com um texto que rodou a blogosfera chamado Publicitário Indie.
Aliás, alguém aí lembra do famoso viral do Mosquito da Dengue que imitava Daniela Cicarelli em cenas tórridas de amor numa praia da Espanha? Obra do pessoal de Conexões da Escala. Material humano de qualidade e criatividade para agir neste novo cenário a agência possui. Qual o medo então?
Apesar do impacto mais que positivo do vídeo, o retorno financeiro direto para a agência não foi lá aquelas coisas. Nas palavras de Rosin, este será o grande mistério para nós, estudantes que no início da vida profissional.
Para mim, isso tudo tem um quê da impossibilidade atual de abraçar o mundo todo. Talvez a base de uma mudança estratégica das agências passe por aí, também. Sempre acreditei no mantra de que uma agência deve andar de braços dados com o cliente, numa relação baseada num planejamento sólido de médio e longo prazo. O problema está na hora de atendê-lo com qualidade das mais variadas formas e na sustentação de uma estrutura desse tamanho. O consumidor pode ser atingido hoje das mais variadas formas e as grandes agências tem se transformado em verdadeiras corporações, com estruturas de gestão cada vez mais complexas.
Para essas, por mais que finjam um certo receio quanto ao futuro, nunca lhes faltará capital para investir em cabeças pensantes. Investir em novas métricas para medir os resultados dessas ações também pode ser um caminho interessante. Basta aceitar a mudança e encarar como uma realidade eminente.
Para as pequenas e médias, a especialização e o foco de atuação em certas áreas pode ser uma saída para se ganhar mais e com qualidade, independente da forma de remuneração. Afinal, sempre existirá o cliente médio e o cliente pequeno, que também tem o dever de comunicar-se com seu público-alvo.
(Meio idealista, eu sei. Mas eu ainda posso. Ainda posso, pombas.)
Uma coisa é certa: as conexões, não só entre consumidores, mas também entre as diversas “modalidades” de comunicação, estão mudando de forma vertiginosa. E você, vai ficar parado esperando o dinheiro entrar?
terça-feira, 11 de setembro de 2007
PRIMEIRO DIA E O ALÉM DA PROPAGANDA
Eu sei que ultimamente tenho batido muito nessa tecla, mas gostaria de ter visto a reação de alguns profissionais, donos de agência e graúdos do setor ouvindo Gustavo Fortes falar que a Espalhe não compra mídia. Li por aí que, com 5 anos de mercado, a agência tem aproximadamente 30-40 funcionários, o mesmo número de profissionais que trabalha na maior agência aqui de Blumenau e que nesse ano completa 20 anos, “consolidando-se” como uma das dez maiores do estado. Sou só eu que vejo um pingo de ironia nisso?
Certo! Talvez o número de funcionários não justifique qualidade de trabalho e tempo de mercado não seja garantia de sucesso. Outros fatores têm que ser levados em conta quando queremos qualificar uma agência. Mas quer mais um exemplo, um tanto quanto babaca mas sincero? A primeira palestra foi algo de se babar. André Galiano da Branding Analytics (que depois, entre uma cerveja e outra descobrimos ser um músico de mão cheia) veio falar de marca, branding e posicionamento. Fascinante, mesmo. Mas práticas muito distantes para o mercado da região. Enquanto ele comentava que o gerenciamento de brainding acontece em todos os níveis de uma empresa e que a criação de uma marca aspiracional vai além do pensar num slogan matador criado por uma agência de propaganda e um logotipo equilibrado criado por um estúdio de design, me pensei como uma mosca, depositando meus ovos dentro de uma das agências aqui da cidade e ouvindo a seguinte frase: “O cliente quer uma logomarca para ontem! Vamos ter que pedir uma pizza!”
André elogiou o tema de TCC da Joana, por exemplo, que pretende analisar as redes sociais virtuais como ferramenta de CRM. “Esse é o futuro!”. Mas eu pergunto: o futuro para quem? Na agência que eu trabalhava, tive de ouvir um cliente perguntando como se roubava comunidades do orkut para poder controlar o que os usurários escreviam. Sinceramente, eu gostaria de ouvir respostas melhores que essa, na monografia dela.
Mas indo ao que realmente interessa, logo de cara, esbofeteando (no bom sentido!) os presentes, Gustavo Fortes matou a cobra e mostrou o pau, usando o Google como um bom exemplo de empresa que não usa propaganda para se promover. A palestra seguiu, e como eu previa, da platéia só se viam olhares e comentários do tipo “cacete, isso é muito bom!”. Para quem acompanha o trabalho da Espalhe ou já acessou o site da agência, não foi uma palestra de grandes novidades. Completamente compreensível: talvez 70% dos que estavam ali nunca tinham ouvido falar em marketing de guerrilha, ou possuíam uma concepção errada do termo. Esse apanhado geral, junto com uma apresentação do método de trabalho da agência desmistificou logo de cara que guerrilha é só viral e “coisas engraçadas que circulam a internet”. Menos mal.
Para mim, valeu como um ótimo reforço. Não é todo dia que a gente tem uma aula quase VIP com quem entende realmente do assunto, não é mesmo? Tirei dúvidas e confirmei alguns pontos que rondavam a minha cabeça nos últimos tempos, tudo pessoalmente. Ganhei (mais) adesivos e troquei links. Mas o que valeu mesmo foi o bate-papo regado a Eisenbahn na saída do evento. Gustavo Fortes que o diga.
domingo, 9 de setembro de 2007
EIN PROSIT, SECOM!
Apesar das várias tentativas, não consegui configurar o twitter para funcionar através do meu celular, o que com certeza ia me ajudar muito nessa cobertura safada que eu pretendo fazer do evento. Mas por obrigações profissionais, andarei com um laptop emprestado para cima e para baixo - ouvi dizer que o Teatro Carlos Gomes tem WiFi liberado. Então, para quem quiser saber o que estará rolando de quente na SECOM, é só ficar ligado lá no twitter.com/arielgajardo , assinar o RSS ou botar para “me seguir”. Já nas madrugadas logo após as palestras, vou colocar aqui minhas impressões e comentários sobre o que vi, ouvi e vivi. É o máximo da simultaneidade que consigo chegar, infelizmente.
Falando em obrigações profissionais, graças ao Carlos Daniel, surgiu uma oportunidade única de “trabalho” que me sugará todas as energias nesses próximos 40 dias. É um projeto pioneiríssimo na região, algo que envolve uma equipe “de ouro“, aditivada de mais um companheiro gaudério super gente boa. Por enquanto é tudo muito confidencial e estamos um pouco assustados com o tamanho da responsa. Não vou adiantar nada, até porque estragaria a surpresa, porém posso garantir que a minha saga para concluir esse TCC continua e não pretendo abandonar o blog de jeito nenhum…
Mesmo que tenha que atrasar um pouco as revisões bibliográficas e as entrevistas. Mesmo que uma vaca bêbada consiga tossir “oktoberfest“, com boca cheia de cerveja e salsichão.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
APOCALÍPTICO
Aliás, a discussão sobre a remuneração das agências, pelo visto, tem sido pauta na maioria dos veículos especializados atualmente. A questão é muito mais complicada do que parece e apesar de não querer discorrer muito sobre o assunto, às vezes não dá para ficar quieto. A ilusão que existe de que é fácil ganhar dinheiro com propaganda, sustentando os gastos de uma agência apenas com as bonificações de produção e veiculação permanece, enquanto o processo de transição para formas de pagamento mais justas não surgem ou não são colocadas na prática. É polêmico, meche com muitas “coisas” que um réles estudante de publicidade como eu não poderão questionar. Mas, desculpem, não dá para acreditar que entupir o cliente de mídia - muitas vezes irrelevante - é uma boa forma de ganhar dinheiro. Tem mesmo um quê de desonesto ou eu é que estou puritano demais?
Folhando o resto da revista, duas matérias interessantes sobre comunicação por conteúdo, uma delas comentando sobre a utilização do fotolog e de evangelizadores (ou “evangelizadorinhas”) da marca Melissa na cobertura do SP Fashion Week. Redes sociais, web 2.0, evangelizadores, buzz, CGC… Preciso dizer mais?
Caso você não seja assinante como eu, procure no sebo ou na biblioteca mais próxima. Vale a pena.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
UM POUCO MAIS DE MACACADA
Mas acho que eu tenho que abrir uma exceção. O fato de um jornal que tem como linha editorial uma postura mais carrancuda e tradicionalista convidar blogueiros para um debate tem que significar algo, poxa! Os debatedores não eram lá aquelas coisas? Não estavam preparados? 1 x 0 para a mídia velha (ó a coceira)? Bem, não sei. Aqui vão meus comentários, que não concluem nada e não encerram a discussão de nenhuma forma. Ainda bem.
(O resto deste post se perdeu no limbo dos posts perdidos. Acontece!)
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
DUAS BOAS NOVAS
Parece que não será só o Gustavo Fortes que trará boas novas à terra da cerveja na Semana da Comunicação. Brian Crotty, diretor de Mídias Emergentes da McCann Erickson World Group para a América Latina virá falar sobre como encarar (ou abraçar?) os nossos novos targets. O cara já deu uma palinha no TUDOCOM, (diga-se de passagem, para lá de generosa) sobre como será a palestra dele, na noite do 13. Quero ver muita gente de cabelo em pé!
Aliás, já vou pedindo desculpas ao pessoal de fora de Blumenau que acessa o blog. Os posts desses próximos dias serão focados cada vez mais na Semana da Comunicação. Sem a pretensão de fazer uma senhora cobertura, quero dar meus pitacos sobre cada workshop e palestra que eu estiver, aproveitando meu período de desempregado descanso que começa na semana que vem. Blogueiro em período integral! E quem sabe um podcast, no final, para arrematar?
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
TOMANDO RUMO
Entrei de cabeça na dica da gica: se eu ficar esperando pelo orientador da minha vida, o bonde acaba passando e fica mais difícil correr atrás depois. Um bom TCC depende muito mais do acadêmico do que do orientador. O esforço subeleva qualquer dificuldade, falta de visão ou pouca simpatia com o tema do professor.
Com isso em mente, na segunda tive meu primeiro encontro com a minha nova orientadora. Sim, agora está verbalmente acordado. Falta só eu alterar alguns detalhes no meu pré-projeto, pegar o seu autografo e enviar para o Coordenador de TCCs. Aí então terei oficialmente alguém para me “ajudar” durante o que resta de semestre. E daí para frente, como diz meu futuro ex-chefe, é “pau na cara!”.
Gostei muito das dicas que ela me deu. Ela pega bastante no pé quanto a metodologia. Legal. Também está por dentro do tema (muito mais do que eu supunha) e por enquanto parece-me que vamos percorrer um caminho muito parecido com o que eu havia me proposto: Conceitualizar o marketing de guerrilha, o seu surgimento, o porque do seu uso nos dias de hoje, comentar segmentação de mercado e consumidor moderno, como trabalham as agências especializadas hoje em dia e finalmente medir o conhecimento e a tendência (ou não, né?) do uso do dito cujo pelos pequenos empresários. Ufa!
Só vou diminuir um pouco meu campo de pesquisa (serão 3 ou 4 pequenas e médias empresas) e incluir uma “entrevista” com algumas agências especializadas em guerrilha. Também quero ouvir um profissional de promo aqui da região, o que será adiantado já na Semana da Comunicação.
Ao ler os livros mais antigos e comparando com o modo de atuação que as agências utilizam hoje, tenho percebido que existe uma guerrilha old school, a mencionada por Al Ries e descrita por Jay C. Levinson, baseada em processos de dentro da empresa e pequenas ações de comunicação; e a guerrilha das agências, que se sustenta sim nessa da década de oitenta em seus conceitos básicos, mas que possui no seu arsenal uma gama de ferramentas ousadas, criativas e interativas, utilizadas on line e off line. Mas isso eu só posso confirmar com quem batalha na área a mais tempo, já que inexiste literatura sobre o assunto. Por isso essa consulta direta na fonte: as agências especializadas.
Apesar da pesquisa ser, na teoria, a parte mais difícil, estou ansioso para ouvir todos eles, empresários, publicitários e guerrilheiros. É uma vontade de pré-adolescente de chegar logo nos finalmentes, na conclusão. Vamos que vamos!
*PS.: Ontem, dando uma folhada no TCC da gica, percebi que meu nome consta nos agradecimentos. Não sei bem ao certo o motivo, mas… Que honra! Agradecido.




